<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825</id><updated>2011-08-01T23:45:16.783-03:00</updated><title type='text'>Desafiando o Rio-Mar: Diário de Bordo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>96</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2758925939852710002</id><published>2010-01-23T18:09:00.010-02:00</published><updated>2010-01-25T22:44:42.451-02:00</updated><title type='text'>Chegada em Manaus (20 janeiro 2010)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tZSZ57DjI/AAAAAAAAFz0/HCT7wBCh5b8/s1600-h/DSC06663.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 318px; height: 247px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tZSZ57DjI/AAAAAAAAFz0/HCT7wBCh5b8/s400/DSC06663.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430031948451614258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tXmwZs49I/AAAAAAAAFy8/Su0y6tisHDs/s1600-h/DSC06687.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 367px; height: 249px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tXmwZs49I/AAAAAAAAFy8/Su0y6tisHDs/s400/DSC06687.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430030099064611794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tY0VkcRuI/AAAAAAAAFzc/IPYgcdgCkZI/s1600-h/DSC06686.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 340px; height: 429px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tY0VkcRuI/AAAAAAAAFzc/IPYgcdgCkZI/s400/DSC06686.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430031431891699426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tZJBS6GiI/AAAAAAAAFzs/4HhjYJTN3w8/s1600-h/DSC06667.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 338px; height: 428px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tZJBS6GiI/AAAAAAAAFzs/4HhjYJTN3w8/s400/DSC06667.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430031787226700322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2758925939852710002?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2758925939852710002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2758925939852710002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2758925939852710002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2758925939852710002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/chegada-em-manaus-20-janeiro-2010.html' title='Chegada em Manaus (20 janeiro 2010)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tZSZ57DjI/AAAAAAAAFz0/HCT7wBCh5b8/s72-c/DSC06663.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-7590574915974628574</id><published>2010-01-23T17:53:00.003-02:00</published><updated>2010-01-23T17:58:25.619-02:00</updated><title type='text'>Novo Airão / Manaus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span&gt;Por Hiram Reis e Silva, Novo Airão, AM, 22 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acordamos às cinco horas e às cinco horas e vinte minutos fui até o posto da Polícia Militar confirmar o apoio de viatura. O policial de plantão, como de praxe, não havia recebido as ordens devidas, mas consegui que a viatura estacionasse na hora combinada na ‘Pousada Alfa’, do senhor Raimundo, onde pernoitáramos. O carregamento e o transporte do material para a margem ocorreram sem problemas e parti, exatamente, às seis horas da manhã. Eu planejara chegar a Manaus fazendo duas paradas: a primeira, no antigo Castanheiro, atual Terra Preta, e a segunda, no Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para Terra Preta - Castanheiro (18 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A viagem transcorreu sem maiores problemas. Raro movimento de embarcações nas Anavilhanas. Cheguei à Comunidade de Terra Preta por volta das onze horas e trinta minutos e me informaram que a equipe de apoio me aguardava no Centro Comunitário, em construção. Os operários estavam acampados no Centro e estavam empenhados na construção de uma Escola Municipal. Terra preta é conhecida pela construção artesanal de pequenas embarcações e se estende por uma única rua espremida entre o barranco e a praia. O conforto adicional era que teríamos luz das seis horas e trinta minutos até as dez horas. O grande transtorno, porém, foi o ronco de um dos operários que não permitiu que eu conseguisse dormir a noite toda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para o Ariaú (19 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cansado, parti às seis horas e quinze minutos. O dia ensolarado, a correnteza fraca e os ventos de proa retardavam meu deslocamento. Nas paradas, com o objetivo de me refrescar, eu mergulhava o corpo nas águas turvas do Negro, mas as águas mornas não contribuíam para minha recuperação. Finalmente, recuperei o ânimo, quando avistei o rio Ariaú. Os botos vermelhos evoluíam, perigosamente, ao lado do caiaque, quase esbarrando no casco. Parei numa instalação flutuante do hotel e me informei se podia acessá-lo pelo canal. Após a confirmação, remei vigorosamente pelos três quilômetros que me separavam de meu destino. O acesso pelo rio me levou às antigas instalações do Complexo Hoteleiro e tive de procurar a recepção, no lado oposto, em busca de informações sobre a equipe de apoio. Encontrei o Teixeira e o Osmarino devidamente acomodados e providenciamos o descarregamento do caiaque. Após um banho reconfortante, do almoço e de uma breve visita às instalações, fui até o quarto pegar a máquina fotográfica, quando, então, tive um ataque de labirintite. No ano passado, o Dr Ritta, dono do Ariaú, havia prometido me receber gratuitamente no seu hotel, quando eu descesse o Rio Negro e foi justamente o que aconteceu. Podendo desfrutar do conforto e das diversas opções de lazer que o Ariaú oferece, tive de ficar de cama até o dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O Ariaú Amazon Towers &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;“O Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers, localizado no Município de Iranduba, Estado do Amazonas, é único na sua concepção arquitetônica, pois o mesmo é construído sobre palafitas de madeira à altura da copa das árvores. Devido a sua estrutura singular, o hotel integra-se juntamente com você e com toda a vida selvagem existente na Selva Amazônica como: macacos de diversas espécies, araras, papagaios, botos cor-de-rosa, entre outros animais da nossa fauna. Durante os 20 anos de existência, tem sido palco de eventos tais como: Cenário do filme ‘Anaconda’ da Sony Pictures, Base de Operações dos realities shows: ‘Survivor’ da CBS TV americana e ‘La Selva de los Famosos’ da Antena 3 TV espanhola, assim como de muitas outras reportagens e curtas metragens. O hotel também tem servido de base para vários eventos empresariais e educativos, com o intuito de desenvolver o conhecimento e educação sobre a Amazônia. Dentro as inúmeras atrações do Hotel, estão as excursões programadas para visitar a Selva Amazônica como: visita a casa de nativos, caminhada na selva, pesca da piranha, observação de animais de hábitos noturnos, interação com botos cor-de-rosa, sobrevôo panorâmico, encontro das águas, visita a tribo indígena, andar de carrinhos elétricos sobre as passarelas, sobrevivência na selva, visita às comunidades locais, visita à casa de nativos, entre outros. Para chegar ao Hotel dispomos de um serviço de cruzeiros para o Ariaú, percorrendo o Rio Negro e assim dando a oportunidade de você desfrutar e fotografar a imensidão da Amazônia. Disponível em dois horários diários de forma regular, tanto de ida como de retorno. O translado está incluso no pacote.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;• Horário de saída de barco: 08:00h  e 14:00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;• Horário de Retorno de barco: 08:00h e 14:00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Os pacotes incluem transporte regular do Aeroporto para o  píer do Hotel Tropical, translado fluvial de ida e volta à Manaus, drink de boas-vindas e souvenir indígena, acomodação em apartamento stander com ar condicionado, varanda privativa e banheiro com chuveiro elétrico, pensão completa (exceto Bebidas), excursões na selva conforme programação, sempre acompanhados de guias bilíngües especialistas na geografia local”. (www.ariau.tur.br)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para o Manaus (20 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acordei às seis horas um pouco melhor, arrumei as minhas coisas e preparei o caiaque para a partida. Depois do café, iniciei minha última jornada. A velocidade que eu conseguia imprimir ao caiaque fez com quem eu reavaliasse minha conduta e decidisse não fazer nenhuma parada de maneira a não atrasar muito minha chegada prevista para as duas horas da tarde na praia do Grupamento. O cansaço e a possibilidade de um novo ataque de labirintite me preocupavam. Depois de cruzar a parte mais estreita do Negro, e avistar Manaus a mais de vinte e quatro quilômetros de distância, senti um grande desânimo. Foi, então, que os golfinhos amigos, os botos tucuxis, apareceram para me animar. Um trio harmonioso evoluía num sincronismo perfeito seguido de um outro pequeno e solitário. As evoluções variavam de bombordo a boreste e passavam a poucos metros da proa do caiaque. O acompanhamento durou por mais de hora e meia e permitiu que eu desviasse, pelo menos momentaneamente, minha atenção dos problemas que enfrentava. Rumei diretamente para a concha acústica da Ponta Negra onde combinara encontrar a equipe de apoio. Como não a avistasse, rumei diretamente para o Grupamento. A equipe da Seção de Comunicação Social havia montado um toldo e me aguardava na praia com o repórter da TV Cultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Projeto Desafiando Rio-mar - 3ª Fase&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ano que vem, vamos descer o rio Amazonas das praias do 2º Grupamento de Engenharia, Manaus (Amazonas) até o flutuante do 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BECnst), Santarém (Pará). A 3ª Fase visa homenagear os 40 anos do Grupamento, atualmente comandado por um grande amigo e companheiro de jornada no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre (RS), em 1984, General de Brigada Lauro Luís Pires da Silva. A chegada em Santarém terá um significado igualmente especial, pois o comando do 8º BECnst estará nas mãos de um ex-cadete e parceiro de trabalho no 9º Batalhão de Engenharia de Combate, Aquidauana (MS), Coronel de Engenharia Aguinaldo da Silva Ribeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O projeto já recebeu apoio do Senhor Fábio Paiva que vai doar um caiaque para ser rifado em benefício da 3ª fase do projeto. Fábio é um apaixonado por canoagem e possui a maior fábrica de caiaques do Brasil, a Opium Fiberglass, responsável pela construção de mais de quinze mil embarcações, distribuídas em todo o País.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S1tULlvS-8I/AAAAAAAAFyM/oJmg0BmBCq8/s1600-h/Aria_-_Manaus_001.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-7590574915974628574?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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2010)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4705733257464441425</id><published>2010-01-20T19:57:00.003-02:00</published><updated>2010-01-20T20:01:53.499-02:00</updated><title type='text'>Missão Cumprida!!! Posição 20/01/2010, 16:28 h, MANAUS</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;hl=pt_BR&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5428943541967056737%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4705733257464441425?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4705733257464441425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4705733257464441425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4705733257464441425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4705733257464441425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/missao-cumprida.html' title='Missão Cumprida!!! Posição 20/01/2010, 16:28 h, MANAUS'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-935499776263015316</id><published>2010-01-20T15:59:00.000-02:00</published><updated>2010-01-20T16:00:06.538-02:00</updated><title type='text'>Posição 20/01/2010; 12:28 h</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5428882982496810017%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-935499776263015316?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/935499776263015316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=935499776263015316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/935499776263015316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/935499776263015316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/posicao-20012010-1228-h.html' title='Posição 20/01/2010; 12:28 h'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1926486319980673541</id><published>2010-01-18T00:37:00.001-02:00</published><updated>2010-01-18T00:38:34.301-02:00</updated><title type='text'>Moura / Velho Airão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Novo Airão, AM, 16 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Acordamos às cinco horas e trinta minutos e aguardamos o apoio de viatura da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, sediada em Moura (COMARA). A viatura não apareceu e, novamente, tivemos que transportar todo o material da escola para as embarcações, acarretando um atraso de trinta minutos na partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para o Velho Airão (13 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Continuei seguindo a rota da Companhia de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA). A opção pela margem esquerda, além da velocidade, evitava o emaranhado de ilhas da Foz do Juá que dificultaria, em muito, a orientação, tendo em vista que a fotografia aérea era do período de secas. A equipe de apoio parou para o almoço em uma comunidade e fomos agraciados com uma piranha para complementar nosso almoço, já que o Osmarino havia pescado somente um peixe no percurso. Estávamos aguardando o peixe ficar pronto, quando um dos ribeirinhos alertou-nos que o ‘bonguinho’ estava se fazendo ao largo. O Osmarino embarcou no meu caiaque e trouxe de volta o barco fujão. Após o almoço, continuamos o percurso. Abandonei a rota do CECMA e contornei as ilhas, rumando direto para o Velho Airão. O Osmarino pescou três Tucunarés garantindo nosso jantar. Cheguei bastante cansado, por volta das dezesseis horas e trinta minutos, depois de remar quase dez horas consecutivas e não foi nada reconfortante me deparar com a altura do barranco do Velho Airão. Ao desembarcar, conheci dois moradores: o senhor Nakayama e o ‘Ceará’. Decidimos permanecer um dia na comunidade para poder fotografar, com a luz adequada, as ruínas e também petróglifos da foz do Jaú.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Petróglifos: do prefixo grego pétra - ‘rochedo, rocha’, com o sufixo grego glúphó - ‘esculpir, gravar’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Velho Airão e Foz do Jaú (14 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedo e percorri as ruínas da ‘Rua Occidental’ e o cemitério para registrar algumas imagens. O estado de deterioração das ruínas e a violação dos túmulos são um nítido exemplo do pouco caso que as autoridades dão ao passado, à história de nosso povo. Depois de tomar um café na casa do amigo Ceará e visitar o pequeno museu que Nakayama guarda em sua casa fomos visitar a boca do Jaú. As inscrições, bem mais elaboradas que as da foz do rio Branco, chamam a atenção pela diversidade e detalhes. Tiramos uma série de fotos que, infelizmente, continuamos sem poder encaminhar daqui de Novo Airão, já que cada foto levaria mais de duas horas para fazer o upload. Nakayama e Ceará estão residindo na área há mais de quatro anos e nos contaram, com minúcias, as inúmeras visitas de pesquisadores à área. Visitamos a família de um ribeirinho cujas plantações e árvores frutíferas foram bastante castigadas pela cheia do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Velho Airão - Acampamento (15 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Programamos alcançar Novo Airão em dois dias e decidi que o maior esforço seria no primeiro, pois eu remaria das seis às quinze horas e acamparíamos onde tivesse um morador ou comunidade próxima. O dia chuvoso impediu a tomada de fotos e transcorreu praticamente sem novidades. Avistei, de longe, o local ideal de parada e rezei para que a equipe de apoio lá estivesse. Ao me aproximar, enxerguei o Teixeira acenando e me tranquilizei. Não estava em condições de remar mais cinco quilômetros até a próxima comunidade. O Osmarino havia pescado mais quatro tucunarés que foram degustados no nosso almoço/jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Acampamento - Novo Airão (16 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mantivemos nossa rotina de horário para partir e novamente enfrentamos mal tempo durante quase todo o percurso. Encontrei a equipe de apoio a meio caminho e pedi ao Teixeira que se antecipasse para fazer os contatos em Novo Airão para que, quando lá chegasse, já estivesse tudo acertado. Aportei e fui recebido com uma garrafa de refrigerante gelada o que muito me animou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1926486319980673541?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1926486319980673541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1926486319980673541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1926486319980673541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1926486319980673541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/moura-velho-airao.html' title='Moura / Velho Airão'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-9218671039614388540</id><published>2010-01-18T00:35:00.001-02:00</published><updated>2010-01-18T00:36:48.568-02:00</updated><title type='text'>Barcelos / Moura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, AM, 08 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Acordamos às cinco horas e, das cinco horas e trinta minutos até as seis horas, aguardamos pelo Sargento PM Pepes e sua viatura. Como ele não aparecesse, solicitamos o apoio de um graduado do 3º Batalhão de Infantaria de Selva que nos levou até o porto de onde partimos às seis horas e quarenta minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para o Sítio do Sr. Abeni (09 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelo posto de combustível flutuante, observamos o Queen II atrelado a ele. As dívidas do Lodge Hotel, com o dono do posto, ultrapassavam o valor da embarcação. Mais uma mostra de como o poder público corrupto pode favorecer estrangeiros sem qualquer critério a implantação de mega-projetos em regiões de preservação. Novamente, os enormes bancos de areia e os banzeiros que iniciaram por volta das oito horas retardaram nossa progressão. Eu continuava extasiado contemplando, nos paredões de tabatinga, as enormes raízes expostas daqueles moribundos gigantes da floresta. As lúgubres formas artísticas tanto dos troncos tombados, como de suas raízes, tinham uma beleza rude e fúnebre. O Teixeira, depois da última parada, ficou encarregado de achar o melhor local para pararmos e decidiu pelo sítio do senhor Abeni, que ali reside com a esposa, filhos e netos. O Osmarino, logo que aportamos, por volta das catorze horas, preparou o almoço fritando as piranhas que havia pescado no caminho. A isca artificial que o Teixeira havia comprado em Barcelos estava funcionando. Depois do almoço, concluímos a montagem do acampamento e tomamos um banho no Negro. Só então iniciei a análise da rota do dia seguinte. A hospitalidade ribeirinha, mais uma vez, ficou patente, quando o irmão do senhor Abeni veio visitá-lo no sítio. Ele queria que o Teixeira tivesse escolhido o sítio dele para o pernoite onde tinha frutas a nossa disposição, ancoradouro protegido dos banzeiros e uma cobertura para as barracas. A chegada de visitantes é, sempre, uma novidade para estes valorosos ribeirinhos. O Osmarino, neste dia, pescou duas traíras, algumas piranhas e dois barba-chatas garantindo o almoço do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para Acampamento 2 (10 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O dia transcorreu sem grandes novidades com os banzeiros tradicionais e pancadas de chuvas até o quilometro quarenta. A seca tinha colocado um grande banco de areia na rota prevista forçando-nos a percorrer um outro canal que aumentou em cinco quilômetros a rota. A energia adicional minou minhas forças, mas o esforço foi recompensado com um belo local de acampamento. Era, pelos vestígios das fogueiras, pelos cascos de tartaruga, um local usado sistematicamente pelos pescadores da região. Montamos as barracas no meio da vegetação buscando proteger as barracas da ação dos fortes ventos do quadrante este. Comemos arroz e peixe e, como nossas reservas pesqueiras fossem suficientes, o Osmarino ficou a ler a bíblia na sua rede após cumprir as habituais tarefas. A noite foi quente, mas de bom tempo, de modo que tirei o teto da barraca para poder admirar a abóbada celeste que nesse imenso deserto humano é muito mais bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partindo para Moura (11 de janeiro de 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os ventos começaram às oito e não pararam mais. O grande e largo braço que navegávamos formava grandes ondas e minha velocidade foi reduzida para uma média de 5,5 quilômetros por hora. Na segunda parada, encontrei a equipe de apoio na altura de Carvoeiro e, nessa oportunidade, o leme bateu no barranco quebrando o seu suporte. Navegar sem leme com os fortes banzeiros seria uma prova de resistência física e controle mental, ainda faltavam trinta e cinco quilômetros para nosso destino. Combinei com a equipe de apoio de encontrá-los na entrada do furo que permite uma abordagem a Moura livre dos inconvenientes ventos e consequentes banzeiros. Continuei lutando com as ondas e resolvi fazer uma abordagem pela margem direita da foz do rio Branco. Escolhi o melhor ponto de ataque para a foz do rio Branco, onde o rio se torna mais estreito, fiz uma parada antes para recompor as forças e me lancei na travessia. Os banzeiros que quase afundaram o ‘bonguinho’ de minha equipe formavam ondas de até setenta centímetros que vinham de todos os lados. Naveguei em zigue-zague pelas pedras à direita da foz do rio Branco e só consegui encontrar águas mais calmas, quando a margem esquerda do Branco me deu certa proteção dos ventos. Era reconfortante observar o encontro das águas negras com as cristalino-esverdeadas do Branco. Tive de refrear minha vontade de aportar e mergulhar naquelas belas águas, mas como os ventos dessem uma súbita trégua resolvi seguir em frente. As águas do Branco, espremidas pela torrente do Negro, permaneciam sem se misturar até a altura de Vila Remanso, a trinta quilômetros da Foz do Branco. As curiosas ilhas de pedra eram uma constante e depois de passar pelas inscrições rupestres de uma delas resolvi aportar e tirar algumas fotos das praias e das pedras incrustadas com cristais de rocha. Logo que reiniciei a navegação, avistei minha equipe e nos reunimos numa praia paradisíaca para ultimar os preparativos para a abordagem em Moura. Faltavam ainda vinte quilômetros e afirmei que se tudo corresse bem chegaria por volta das dezesseis horas e quinze minutos. Como sempre o imponderável acompanha os indômitos, uma hora antes de chegar a Moura a chuva acompanhada de fortes ventos me fez aportar e colocar a saia no caiaque. A estreita praia era protegida por uma ilha de pedras e o barranco mostrava belas árvores com suas grandes raízes quase que totalmente expostas. Os cíclopes das matas aguardavam resignadamente seu destino, uma nova cheia e os temidos banzeiros lhes solapariam continuamente os alicerces até arrancá-las do alto do barranco. A chuva passou rápida e as ondas diminuíram um pouco permitindo que eu chegasse às dezesseis horas e vinte minutos, depois de remar quase dez horas. O Teixeira já tinha engrenado com o administrador local, Senhor Zeca, para acantonarmos na Escola Santa Rita e com o pessoal da Comara de Moura para nos apoiar com viatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Moura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jantamos no bar da senhora Lane e fui deitar cedo. No dia seguinte, depois do café na Lane, levamos o caiaque até a Comara para soldar o suporte do leme. A solda de material inox foi feita com precisão e esperamos que não volte a apresentar problemas futuros. Depois do almoço na Lane fomos descansar um pouco, nada funciona na cidade até às catorze horas. Contatamos o administrador, senhor Zeca, para conseguirmos uma voadeira para ir até a foz do rio Branco tirar algumas fotos e ele sugeriu que contatássemos o senhor Léo. Alugamos a voadeira e seguimos de voadeira até o rio Branco, fotografando as imagens que não tínhamos conseguido registrar em virtude das chuvas e dos banzeiros. Especial atenção foi dada à série de inscrições rupestres. A variedade dos símbolos representando animais, seres humanos e formas que não conseguimos interpretar eram muito grandes. Visitamos a foz do rio Branco, desta vez, com muito mais calma e segurança e fotografamos o belo rio de águas claras. As ilhas de belas praias e rochas exóticas fazem de Moura um pólo de turismo inigualável. Quem sabe um dia com uma estrutura de apoio adequada seu povo gentil possa receber turistas de todas as origens. O dia estava um tanto nublado o que, certamente, diminui um pouco a qualidade das fotografias, mas vale o registro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-9218671039614388540?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/9218671039614388540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=9218671039614388540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/9218671039614388540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/9218671039614388540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/barcelos-moura.html' title='Barcelos / Moura'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3240284571594558143</id><published>2010-01-18T00:33:00.000-02:00</published><updated>2010-01-18T00:35:17.290-02:00</updated><title type='text'>Mais um dia em Barcelos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, AM, 08 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Recebemos um convite, por intermédio do Sargento PM Pepes, para um jantar na casa do Tenente Nilder Márcio Silva Mendes. O Tenente Nilder é o diretor do Hospital Geral de Barcelos e vem operando milagres segundo moradores locais. O Tenente Walter deixou-me no consultório do dentista às vinte horas e levou o Teixeira e o Osmarino para a casa do Tenente. Logo depois da consulta, me uni aos companheiros e participamos da confraternização em nossa homenagem. Conhecemos, na oportunidade, o filho de Tatunca Nara. Tatunca é uma conhecida e controvertida personagem local e fomos instados a não viajar sem antes conhecê-lo e ouvir suas incríveis e pouco verossímeis estórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tatunca Nara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Tenente Walter pegou o doutor Nilder em sua residência e nos dirigimos ao sítio do Tatunca, que mora há algumas dezenas de quilômetros de Barcelos, onde cultiva diversas plantas frutíferas que comercializa com os comerciantes locais. Tatunca foi surpreendido com nossa visita, mas amavelmente nos convidou para entrarmos em seu modesto barranco onde discorreu sobre temas como a Alemanha nazista, sua trajetória de vida e suas pesquisas na serra do Aracá. Tatunca se diz filho de uma alemã com um tuxaua quíchua peruano (descendentes dos incas). Num linguajar arrastado, com forte sotaque alemão, contou suas passagens pelo Brasil, sua ida à Alemanha onde se especializou em motores à Diesel e seu retorno à terra brasileira no período revolucionário. Conta ele, depois de muitas idas e vindas, que conheceu aquela que viria a ser mais tarde sua esposa, dona Anita, quando ela o entrevistou em inglês e alemão. Depois disso, ele teria sido recrutado como membro da inteligência para o Exército Brasileiro. Depois de casar com Anita, trabalhou, durante algum tempo, como motorista de caminhão e acabou vindo para o rio Patueri pesquisar as origens de sua gente (quíchua) e, depois, residindo em Barcelos, na serra do Araçá, onde teria encontrada restos de uma antiga muralha. Tatunca advoga que o nome da cidade de Machu Pichu, na língua nativa, significa a ‘segunda’ e que na serra do Aracá encontra-se um sítio arqueológico com a mesma orientação e semelhança onde teria sido construída a ‘primeira’. Em Machu Pichu, a forma do sítio lembra um gigantesco Jacaré e aqui, no Aracá, a formação lembra um grande boto. Informa que existe uma foto aérea que mostra, nitidamente, o desenho de uma enorme tartaruga, de uns 200 metros, gravada na pedra. Um animal sagrado para os antigos quíchuas. Continuando seu relato, Tatunca afirma que na serra do Aracá existiam três grandes buracos que penetravam terra adentro e que ele chamou a equipe do Akakor, da Itália, para inspecionar o local. Qual não foi sua surpresa quando chegou lá com os italianos e verificou que os buracos tinham sumido. Segundo sua versão, ele tinha até deixado uma corda marcando o local. Algum tempo depois, ele verificou que o grande bloco de pedra em que se encontravam os três buracos havia desabado. A respeito de uma suposta cidade perdida ele afirma que tem certeza de que se a região for devidamente pesquisada ela será encontrada e que ele já encontrou uma peça de cerâmica maia de quinhentos anos antes da chegada dos espanhóis à América. Falou, também, da tentativa de demarcação de novas terras indígenas na região do Aracá pela ONG Instituto Sócio Ambiental (ISA), quando eles tentaram criar uma maloca na região importando índios de São Gabriel da Cachoeira com a alegação de que ali estavam desde tempos imemoriais. Nas manifestações pró demarcação que aconteceram em Barcelos, ele disse que até índios negros apareceram, mas que, graças à mobilização da população e dos seus dirigentes, a farsa montada pelo ISA foi desmantelada e a terra não foi demarcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3240284571594558143?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3240284571594558143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3240284571594558143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3240284571594558143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3240284571594558143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/mais-um-dia-em-barcelos.html' title='Mais um dia em Barcelos'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6258594221361175672</id><published>2010-01-14T23:13:00.004-02:00</published><updated>2010-01-14T23:19:05.382-02:00</updated><title type='text'>Posição dia 13/01/10, 18:42 hs</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;hl=pt_BR&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5426769714299795617%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6258594221361175672?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6258594221361175672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6258594221361175672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6258594221361175672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6258594221361175672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/posicao-dia-130110-1842-hs.html' title='Posição dia 13/01/10, 18:42 hs'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5033851549754901341</id><published>2010-01-13T14:13:00.005-02:00</published><updated>2010-01-14T23:21:13.530-02:00</updated><title type='text'>Posição dia 13/01/10; 08:52 hs</title><content type='html'>Mapa satelital onde a seta verde indica a posição do Cel. Hiram no dia 13 de janeiro de 2010, às 08:52 horas. No canto superior esquerdo, aparece a cidade de Barcelos como referência da distância percorrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;captions=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5426258034912367457%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5033851549754901341?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5033851549754901341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5033851549754901341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5033851549754901341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5033851549754901341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/blog-post_9834.html' title='Posição dia 13/01/10; 08:52 hs'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6400256674945583243</id><published>2010-01-13T14:08:00.003-02:00</published><updated>2010-01-13T14:09:42.548-02:00</updated><title type='text'>Relatório do percurso percorrido de 25/12/09 a 04/01/10</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;captions=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5426254119387687281%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6400256674945583243?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6400256674945583243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6400256674945583243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6400256674945583243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6400256674945583243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/blog-post.html' title='Relatório do percurso percorrido de 25/12/09 a 04/01/10'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6936037981112297315</id><published>2010-01-11T23:22:00.002-02:00</published><updated>2010-01-11T23:25:53.818-02:00</updated><title type='text'>Piaçaba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Piaçaba (Attalea funifera)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nome comum de palmeira nativa que tem sua origem na língua tupi, significando ‘planta fibrosa’, devido ao seu caule característico. Possui estipe liso e cilíndrico, folhas eretas, verde-escuras, com pecíolo longo, e frutos comestíveis. A fibra dura e flexível é extraída das margens dos pecíolos e utilizada na confecção de vassouras, escovas e empregada no artesanato. As sementes fornecem marfim-vegetal. Conhecida, também, como coqueiro-piaçaba, japeraçaba, pau-piaçaba, piaçabeira, piaçaveira e vai-tudo. ‘Piaçava’ é o nome dado a palmeira na Bahia, a qual se retira também fibras pra a fabricação de vassouras. Sendo que esta tem fibras mais duras que a ‘Piaçaba’, árvore da mesma família só que encontrada na Amazônia. Em Santa Isabel do Rio Negro estabelecemos contato com o repórter Regiandro Albuquerque Goes, que recentemente tinha feito uma reportagem sobre a ‘piaçaba’. Com sua devida autorização reproduzimos o texto de seu vídeo sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Palmeira Piaçaba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por Regiandro Albuquerque Goes – Repórter -  Santa Isabel do Rio Negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Produtora de fibra longa, resistente, rígida, lisa, de textura impermeável e de alta flexibilidade, essa palmeira se desenvolve bem em solos de baixa fertilidade e com características físicas inadequadas para a exploração econômica de muitos cultivos. A necessidade de poucos recursos financeiros para o plantio, a manutenção e exploração, tornam a piaçabeira uma opção de extrativismo atraente, pelos reduzidos riscos e altos rendimentos que proporciona ao investidor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de quase seis horas de viajem chegamos a campina do rio preto comunidade pertencente a Santa Isabel do Rio Negro a aproximadamente a cem quilômetros de distancia do município de santa Isabel do Rio Negro. Aqui moram dezessete famílias que praticamente sobrevivem da extração da Piaçaba há séculos, uma tradição deixado de pai para filho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trabalhar com a piaçaba não é tarefa fácil, para conseguir a fibra é preciso andar quilômetros dentro da mata, estar preparado para os perigos e desafios. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqui também encontramos a piaçaba preta conhecida como piaçabarana, de pouca comercialização, usada principalmente para o acabamento na confecção de artesanato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de algumas horas de caminhada, finalmente encontramos a piaçabeira vermelha. As fibras de Piaçaba ficam ao redor da palmeira e servem também de abrigo de insetos e animais peçonhentos, por isso, antes de extraí-las, o piaçabeiro tem que bater nas fibras para espantar os animais evitar acidentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para começar a extração, primeiro é realizada a limpeza das folhas. O corte nas folhas deixa as fibras soltas já para a extração da piaçaba. Nas palmeiras mais altas é preciso do auxílio de um mutar - espécie de um girau feito a partir de ganhos de arvores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cada piaçaveiro tira uma média de cinquenta quilos de Piaçaba por dia em oito horas de trabalho. Calculando esses números, sua produção em trinta dias é mil e quinhentos quilos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seu Francisco, piaçabeiro desde os 10 anos, explica que depois do primeiro corte feito na palmeira, a piaçaba só deve ser novamente extraída depois de um longo período de descanso, para possibilitar a formação de fibras mais longas e de melhor valor comercial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- “Daqui uns três anos ai que você pode cortar ai já vai ter desse tamanho um palmo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aos poucos as fibras vão sendo retiradas, arrumadas e amarradas pra serem transportada para local de destino. Já na comunidade, a piaçaba passar por um processo de seleção, limpeza e embalagem ficando em condições de ser colocada para comercialização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O local de extração da Piaçaba é de difícil acesso; muitos barracões que armazenam a Piaçaba ficam dentro de igarapés, o local é raso e estreito, por isso o transporte só pode ser realizado através de pequenos barcos conhecidos como “chatas” até a boca dos igarapés (afluentes dos rios principais), onde um barco maior espera para ser carregado com o produto a ser transportado para Manaus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seu Francisco Bezerra é de família de piaçabeiro, começou a trabalhar aos quinze anos de idade e hoje, com trinta e dono do próprio negócio, ele fala das dificuldades que enfrenta no dia-a-dia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- “É muito trabalho; tem que limpar o igarapé, limpar os caminhos, fazer colocação. O piaçabeiro sai cidade até chegar no plano do trabalho dele; para ele começar a trabalhar, gasta mas de dois meses; às vezes um mês e pouco pra ajeitar, fazer caminho, fazer barraco e encontrar produto; enquanto isso ele vai comendo, comendo, comendo... por que tem que comer todo dia e, quando ele vai achar o produto, a conta dele já está avançada”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A comercialização da Piaçaba é pouco valorizada devido ao baixo preço; o quilo é vendido a oitenta centavos e, muitas vezes, a venda é feita à moda antiga, trocando-se o produto por mercadoria (escambo). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para valorizar e fortalecer a classe, o primeiro fórum da Piaçaba reuniu moradores e ribeirinhos que sobrevivem do extrativismo dessa fibra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A prefeita Eliete da Cunha Beleza espera que as pessoas realmente se organizem e se qualifiquem e possam ter e possam sustentar suas famílias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Além da falta de assistência técnica e de um preço mínimo, o fórum discutiu também a implantação de uma fábrica de vassouras com selo verde, o que pode gerar muitos empregos no município. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O senhor Valdelino Cavalcante, da Agência de Desenvolvimento Sustentável, afirmou durante o fórum que as pessoas "se organizarem em associações e cooperativismo é muito importante; esse é o ponto principal, o ponto inicial para que a gente possa daqui há pouquíssimo tempo estar colocando esse produto da Piaçaba no mercado nacional e internacional”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pesquisador Ignácio Oliete fez o mestrado sobre a Piaçaba e diz como o estudo pode ajudar na exploração racional da Piaçaba: "eu andei de 2006 a 2008 nos piaçabais levantando informações sócio-econômicas com relação à atividade, por isso mesmo, porque é uma atividade esquecida, faltava informação científica, e eu achei que era importante a gente levantar informações para o diagnóstico econômico que identificasse os problemas e levantasse questões biológicas e ecológicas sobre a espécie"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6936037981112297315?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6936037981112297315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6936037981112297315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6936037981112297315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6936037981112297315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/piacaba.html' title='Piaçaba'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5521591519912377393</id><published>2010-01-11T23:19:00.001-02:00</published><updated>2010-01-11T23:21:51.709-02:00</updated><title type='text'>Comunidade Boa Vista - Barcelos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“... eu gosto de me distrair olhando o céu, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;as nuvens se movendo para o outro lado &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;e o sonhos vagando por aí. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Brincar de imaginar formatos para nuvens &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;é o mesmo que poetar sonhos, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;a nuvem que parece um barco &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;navegando pelas águas deste oceano”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Velejando as nuvens - Bruno Marques da Silva)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos ao raiar do dia. Ao longe, um coral de soturnos guaribas quebrava a monotonia diária que caracteriza o alvorecer do Negro. Os delicados e cândidos cirrus, a oito mil metros de altura, contrastavam com o azul celeste amazônico e prenunciavam bom tempo. Imprimi um ritmo forte, de 10 km/h, para chegar ao meu destino antes das quinze horas. Orientei a equipe de apoio quanto ao percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partida para Barcelos (04 de janeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os temidos banzeiros nos deixaram em paz na primeira etapa da jornada. Na primeira parada programada, a equipe de apoio me aguardava junto com ribeirinhos da comunidade de Baturité que haviam ancorado seus ‘motores’ com receio de enfrentar os fortes banzeiros do dia anterior. Partimos juntos e, depois de alguns quilômetros, eles enveredaram por um furo que ia até Barcelos. O furo estreito, para quem conhecia seus atalhos, era garantia de escapar dos banzeiros. A equipe de apoio me aguardava junto à foz do furo e informei a eles que não tinha fotografia aérea da região que pudesse me guiar e não pretendia partir num vôo cego. Continuamos pela rota do CECMA. Pequenos banzeiros não dificultaram a navegação e não tive necessidade de colocar a saia no caiaque. Pouco antes da segunda parada tive de desembarcar no meio do rio e rebocar o caiaque por uns 600 metros com água pela canela. Antes de avistar minha equipe, fui saudado por um bando ruidoso de guaribas que evoluíam pela margem direita. O Teixeira me alcançou umas bananas que comi, mergulhado até o pescoço para neutralizar a canícula. Partimos e, novamente, um enorme banco de areia me fez desembarcar e rebocar o caiaque. Aportei às 14h20min em Barcelos e o Teixeira me aguardava com seu sorriso largo e na mão uma latinha de refrigerante gelada. A Polícia Militar nos conduziu direto para a residência do tenente Walter de Souza e Silva, na vila militar do 3º Batalhão de Infantaria de Selva onde ficaríamos hospedados. O tenente Walter, embora na reserva remunerada, foi convidado a prestar seus serviços ao exército, novamente. O espírito de liderança e planejamento metódico, aliados à quase três décadas de bons serviços prestados à Força, levaram os chefes militares a convocá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Barcelos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Recebemos apoio incondicional por parte do pessoal do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), coordenado pela Secretaria de Turismo Vilmara Moraes e sua assessora Eunice de Araújo Ribeiro, que permitiu que usássemos suas instalações e equipamentos para digitação e upload das fotos. A Josely Macedo Bezerra, assessora particular, orientou seu staff para nos dar todas as informações solicitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5521591519912377393?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5521591519912377393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5521591519912377393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5521591519912377393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5521591519912377393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/comunidade-boa-vista-barcelos.html' title='Comunidade Boa Vista - Barcelos'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1142227366742273438</id><published>2010-01-11T23:14:00.004-02:00</published><updated>2010-01-11T23:19:17.521-02:00</updated><title type='text'>Acampamento / Comunidade Boa Vista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acordei às 5h30min e mantive a rotina diária de desmontar o acampamento, carregar o caiaque e tomar um banho de rio. Tomei um café preparado pelo nosso piloto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Partida para Comunidade Boa Vista (03 de janeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Partimos, com a equipe de apoio menos afoita e mais preocupada em seguir a rota proposta para não nos separarmos, já que as numerosas ilhas do maior arquipélago fluvial do mundo – Mariuá - determinavam uma navegação mais cuidadosa. Novamente, os areais aumentavam o percurso, exigindo mais de nosso preparo físico e mental. Os ventos de proa fizeram surgir os banzeiros que, embora fossem facilmente vencidos pelo caiaque oceânico, exigiam mais força do canoísta e uma perícia de nosso piloto para manobrar o tosco ‘bongo’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Comunidade Baturité&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de usufruirmos a tranquilidade de um longo furo, avistamos a Comunidade Baturité no alto do ‘Paredão’, um barranco enorme de seus trinta metros de altura. Abastecemos com a água cristalina do poço da comunidade, compramos algumas bananas e admiramos alguns artesanatos ribeirinhos que são vendidos para os turistas estrangeiros que frequentam o Rio Negro Lodge.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Rio Negro Lodge&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chegamos ao Rio Negro Lodge na hora do almoço. O seu gerente, Mark Cobos, gentilmente nos ofereceu um almoço e um refrigerante gelado, que só quem passou seis a oito horas sob o sol inclemente pode aquilatar o valor. O Hotel abriga os aficionados pela pesca desportiva, principalmente do Tucunaré. As primorosas instalações com cabanas individuais e complexo de lazer, complementado com cozinha de fartos produtos regionais, justificam sua fama internacional. O dono é o norte-americano Phillipe Aron Marsteller, representante da Amazon Tours no Brasil. O complexo inclui o barco ‘Amazon Queen’ e uma frota de 30 lanchas usadas para a pesca esportiva.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Infelizmente, existe um lado sombrio por trás do empreendimento. Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), os proprietários proíbem os moradores dos sítios vizinhos de caçar, ameaçando-os com a polícia e apreensão de suas armas, além de pressionarem os nativos a abandonar os seus sítios, com a alegação de ter comprado uma extensa faixa de terras, na qual estariam incluídos os sítios vizinhos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Câmara Municipal de Barcelos aprovou a Lei nº 359 de 02/12/1997, que obrigava o proprietário a apresentar, no prazo de 180 dias de sua promulgação, um Projeto Ambiental. A exigência nunca foi cumprida, tornando automaticamente sem efeito a concessão, fazendo retornar a área de terras ao Patrimônio Municipal. Considere-se ainda que o projeto está inserido nos limites de uma área de proteção ambiental municipal (a APA Mariuá).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Hotel Rio Negro Lodge é suspeito de biopirataria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Náferson Cruz - Especial para o Amazonas EM TEMPO  - Sábado, 18 de Abril de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;“Uma operação conjunta entre a Receita Federal, Marinha do Brasil e o Ibama resultou na multa de R$ 2,7 milhões ao hotel de selva Rio Negro Lodge que mantinha um zoológico clandestino e um laboratório de biologia pirata. O proprietário do hotel de selva Rio Negro Lodge é o norte-americano Philip Aron Marsteller.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;A operação aconteceu no período de 24 de março a 8 de abril na calha do rio Negro, próximo ao município de Barcelos, a 470 quilômetros de Manaus, mas somente agora foi divulgada pela Receita Federal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Segundo o auditor fiscal da Receita Federal no Amazonas, Ricardo Pereira, o hotel foi alvo de investigação por conta dos produtos e máquinas importadas adquiridas pelo seu proprietário, além de manter em cativeiro animais silvestres, alguns em processo de extinção, em um pequeno zoológico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt; ‘No laboratório havia vários microscópios e lâminas com insetos, raízes, flores e plantas da Amazônia. Ainda não sabemos o motivo das pesquisas que vinham sendo realizadas’, explicou o auditor fiscal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt; Ele explicou que as mercadorias eram compradas de forma ilegal e que, há quatro anos, tramita na Justiça um processo de operação ilegal de compra de mercadorias contra o dono do hotel. ‘Ele sonegava o imposto e isso se caracterizava como contrabando’, afirmou Pereira’ ”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Comunidade de Cumaru&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passamos pela Comunidade de Cumaru cujo presidente, o Senhor Raimundo Batista, nordestino de nascimento, veio com os irmãos na década de setenta para o norte e, após servir no 6º Batalhão de Engenharia de Construção (Boa Vista - RR), na década de oitenta, casou com uma nativa, estabelecendo-se em Cumaru. Raimundo neutralizou um movimento local que pretendia que a área fosse demarcada como indígena, uma manobra que vem sendo perpetuada sistematicamente por comunidades que se ‘dizem’ indígenas e recebem o beneplácito da FUNAI.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Raimundo mostrou outro caminho para a Comunidade e, com o apoio do ITEAM (Instituto de Terras do Estado no Amazonas), conseguiu que as famílias tivessem seus lotes demarcados em áreas de 25 a 35 hectares e devidamente titulados. O nordestino empreendedor trabalha duro para fazer com que seu belo sítio seja o mais produtivo da área, ao contrário de seus preguiçosos vizinhos. Aplicando as devidas técnicas apreendidas junto aos técnicos agrícolas, o Presidente da Comunidade Cumaru mostra que se pode extrair da terra arenosa o sustento da família. A Comunidade se ressente de uma escola de alvenaria e do conserto do telefone, cujo receptor foi quebrado pelas crianças da comunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Comunidade Boa Vista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resolvemos parar na Comunidade Boa Vista, onde encontramos o professor Cavalcante, que gentilmente nos acolheu e permitiu que montássemos nosso acampamento na varanda de um morador que se encontrava ausente. O professor está cursando Letras em Barcelos e pretende, depois de formado, radicar-se em Manaus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1142227366742273438?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1142227366742273438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1142227366742273438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1142227366742273438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1142227366742273438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/acampamento-comunidade-boa-vista.html' title='Acampamento / Comunidade Boa Vista'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4107806208773460475</id><published>2010-01-07T00:55:00.007-02:00</published><updated>2010-01-07T01:01:42.704-02:00</updated><title type='text'>Reflexões em Barcelos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... Um oceano em seu olhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;pelo amigo que se foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;o amor de uma mulher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;por tudo o que vier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;nesses tempos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;marcados pela inquietação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;à procura da verdade&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;e ela se esconde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;mas seu barco vai&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;por onde a sua mão guiar...”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Oceano&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; (Guilherme Arantes)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;- O Negro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“(...) vimos uma boca de outro grande rio, à mão esquerda, que entrava no que navegávamos, e de água negra como tinta, e por isso lhe pusemos o nome de Rio Negro. Corria ele tanto e com tal ferocidade que em mais de vinte léguas fazia uma faixa na outra água, sem misturar-se com a mesma”. (Gaspar de Carvajal)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Negro vem encantando desbravadores, naturalistas, pesquisadores desde que se teve notícia de sua existência, pelos ‘civilizados’ há mais de cinco séculos. A cada um, este portentoso ente aquático impressionou de uma forma. Alguns pela cor de suas águas, outros pela força de sua torrente, outros ainda pelas características físico-químicas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;"No dia 23 entramos no rio Negro, outro mar de água doce que o Amazonas recebe pelo norte. A carta do Padre Fritz (que nunca entrou nesse rio), e a última carta da América de Delisle, feita conforme a do Padre Fritz, fazem correr este rio do norte para o sul, ao passo que é certo, pelo relato de quantos o remontaram, que ele provém do oeste, e que corre para o este, inclinando-se um pouco para o sul. Testemunhei por meus próprios olhos que essa é a sua direção várias léguas acima de sua desembocadura no Amazonas, onde o rio Negro entra tão paralelamente que, sem a transparência das águas que se chamam precisamente `rio Negro´, seria tomado por um braço do próprio Amazonas, separado por alguma ilha”. (Jean Louis Rodolphe Agassiz)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Negro me envolveu no seu manto de mistério; a alvorada silente, diferente do Solimões, que mais parecia uma Ode à Natureza, torna-o um ser inerte, apático e sem vida. A beleza das paisagens contrasta com a ausência de sons. A calmaria do Alto Solimões e as belas ilhas de pedra foram substituídas, progressivamente, pelas intermináveis praias de areias virgens, pelos banzeiros e fortes ventos de proa que dificultam a progressão de minha equipe de apoio no seu precário ‘bongo’.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Margens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O efeito devastador das águas do Solimões sobre as margens, golpeando, destruindo, arrastando, reconstruindo, alterando continuamente seu traçado aqui não se vê. O Negro derruba os gigantes da floresta, mas eles permanecem no mesmo lugar em que tombaram. São redesenhados, esculpidos pelas mãos do tempo e das águas. As margens de tabatinga, golpeadas continuamente pelas ondas, formam paredões verticais e as arenosas se espraiam preguiçosamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Vegetação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As terras mais pobres não apresentam a estupenda variedade e portento da bacia do Solimões e as águas carentes de nutrientes não revitalizam a várzea por ocasião das cheias. Talvez, por tudo isso haja uma diferença tão grande na capacidade de trabalhar dos nativos das mais variadas etnias do Alto Rio Negro em relação aos Tikunas do Alto Solimões. A compleição física indica uma carência alimentar ancestral que não conseguiu ser suprida até os dias de hoje, agravada, certamente, pela falta de aptidão para a agricultura. Uma coisa, porém, têm em comum essas comunidades: a bela hospitalidade amazônica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4107806208773460475?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4107806208773460475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4107806208773460475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4107806208773460475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4107806208773460475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/reflexoes-em-barcelos.html' title='Reflexões em Barcelos'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-7245869490587964464</id><published>2010-01-07T00:54:00.001-02:00</published><updated>2010-01-07T00:54:29.702-02:00</updated><title type='text'>Barcelos (04-08 janeiro 2010)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;hl=pt_BR&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5423817360402047761%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-7245869490587964464?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/7245869490587964464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=7245869490587964464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7245869490587964464'/><link 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janeiro 2010)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Acordei às 5h30min, desmontei o acampamento e carreguei o caiaque depois de tomar um banho no rio. Dona Anésia convidou-me para tomar um café com bolinhos fritos de trigo e embrulhou alguns para a viagem, que seriam muito bem vindos caso minha equipe de apoio não me encontrasse. Despedi-me da gentil senhora e de seus filhos antes de partir. Mais uma vez eu fora contemplado com a amazônica hospitalidade e isso me enchia de esperança na humanidade das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partida (02 de janeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Logo no início da jornada avistei um enorme gafanhoto, ainda vivo, sobre as águas. Já havia visto diversos deles voando ou mortos levados pela corrente. Recolhi o grande inseto e o coloquei sobre o convés; ele se arrastou vagarosamente e se postou sobre a proa, onde permaneceu imóvel durante todo o tempo. Depois de 1h15min, parei e levei meu parceiro até um arbusto da ilha, colocando-o no galho mais forte. Gostaria de saber o que leva esses robustos animais a atravessar os enormes canais arriscando a vida. Seria um apelo à sobrevivência dos mais fortes e capazes? Instinto de reprodução? Não sei... Estava comparando o terreno com a rota da Companhia de Embarcações do CMA; o trajeto passava agora por um enorme areal e tive de contorná-lo. Quando estava manobrando o caiaque, vinha chegando minha equipe de apoio. Foi uma visão reconfortante; ofereci uns bolinhos preparados pela Dona Anésia e comi algumas frutas que eles tinham colhido. O nosso piloto tinha pescado mais alguns peixes, garantindo a refeição do dia. Montamos acampamento em uma praia bastante extensa que possuía uma pequena enseada, a fim de aportarmos nossas embarcações livres das ondas provocadas pelos ventos e das outras embarcações que passavam pelo canal. Mergulhado até o pescoço, tomei banho acompanhado por pequenos peixes que não paravam de mordiscar a pele. A noite foi maravilhosa e dormi sem ser acordado pelos galos ou cães das comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-358139079751597940?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/358139079751597940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=358139079751597940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/358139079751597940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/358139079751597940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/comunidade-nova-vida-acampamento02.html' title='Comunidade Nova Vida-Acampamento(02 janeiro 2010)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4414569761835711265</id><published>2010-01-07T00:46:00.002-02:00</published><updated>2010-01-07T00:47:43.446-02:00</updated><title type='text'>Comunidade Nova Vida-Acampamento(02 janeiro 2010)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5423815820206442177%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4414569761835711265?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4414569761835711265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4414569761835711265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4414569761835711265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4414569761835711265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/comunidade-nova-vida-ac02-janeiro-2010.html' title='Comunidade Nova Vida-Acampamento(02 janeiro 2010)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3863002360358807621</id><published>2010-01-07T00:43:00.002-02:00</published><updated>2010-01-07T00:45:10.371-02:00</updated><title type='text'>Sítio São Tomé/Comunidade Nova Vida (01 janeiro 2010)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Acordamos às 5h30min e nos preparamos para partir. O jantar tinha sido reforçado com arroz e algumas piranhas que o nosso piloto, cozinheiro e pescador, Osmarino Videira Melgueiro, tinha pescado. O alimento quente era um conforto garantido pela zelosa equipe de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partida para Comunidade Nova Vida (01 de janeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O dia raiou magnífico e partimos, seguindo o canal e a rota do CECMA. Os extensos areais nos forçavam, eventualmente, a dar grandes voltas. Na hora do almoço, aportamos em uma pequena ilha em forma de pingo e dei um longo passeio pelas areias para esticar as pernas. Na volta, saboreamos, mais uma vez,  o arroz com as piranhas pescadas no dia anterior, já que no dia de hoje nosso pescador não teve a mesma sorte. Joguei alguns grãos de arroz na água e apareceram alguns espécimes de Acará-Bandeira (Pterophyllum scalare) e Acará-Boari (Mesonauta festivus), peixes muito cobiçados pelos aquaristas de todo o mundo; afinal, estávamos navegando pelas águas de maior biodiversidade de peixes ornamentais do planeta. Combinei com o Teixeira que me aguardasse por volta das 13h15min à jusante de uma grande ilha, a uns oito quilômetros de onde estávamos e de onde continuaríamos seguindo a rota pelo canal. O Teixeira ancorou no lado meridional da ilha e eu passei pelo setentrional, de modo que não nos avistamos. Aportei logo abaixo, em uma ilha com grande areal, descansei durante alguns minutos e, como a equipe de apoio não aparecesse, segui avante. A opção de acampamento teria de ser nas praias, já que as ilhas eram de mata fechada; tinha um saquinho com algumas castanhas e isso teria de bastar até o dia seguinte. Resolvi remar forte para adiantar minha jornada, quando, depois de remar por uma hora, avistei um barranco nu com algo que parecia, de longe, uma roupa. Remei freneticamente e aportei na Comunidade Vida Nova. Formada por quatro famílias de piaçabeiros, que tinham sido escorraçados da região do rio preto (Santa Isabel do Rio Negro), em mais um dos inúmeros desmandos promovidos pela famigerada FUNAI em suas desastrosas e descabidas demarcações de terras indígenas. Hoje, entregues à pesca e à venda de peixe salgado, sobrevivem nesta região erma e distante. Estavam na Comunidade apenas Dona Anésia (esposa de Ocino), suas duas filhas (Ana Cláudia e Ana Paula) e os dois netos (Gracilena, Mateus e Tereza). Com a cortesia peculiar dos ribeirinhos, mandou as crianças matarem um frango e me proporcionou um belo jantar. Dona Anésia usa uma grande moringa de barro para clarear, por sedimentação, as águas do Negro e usa cloro para tornar a água potável. Foi a primeira vez em minhas jornadas que se iniciaram no Solimões que vi alguém realizar tal tratamento. A higiene das instalações mostrava a preocupação com a higiene daquela Amazona que, com invulgar alegria e fraternidade, recebia eventualmente navegadores que se extraviavam nas redondezas. As palafitas foram erguidas com capricho e cobertas com palha de paxiúba, garantindo o conforto de seus moradores. As crianças criavam três gaivotas esfomeadas que tinham de ser alimentadas periodicamente. Para isso, as crianças estenderam uma pequena malhadeira à frente do barranco e volta e meia retiravam alguns pequenos peixes que eram cortados para alimentar as aves vorazes. A barraca foi montada sem o toldo superior, para que eu pudesse olhar as estrelas. A lua, quase cheia, me acordou no meio da noite e pude contar seis estrelas cadentes que cortaram o céu rumo norte. As estrelas brilhavam com uma intensidade sem par; não existiam as luzes das grandes metrópoles para ofuscá-las e elas cintilavam sobre o manto aveludado da noite. O dia que se prenunciara tenebroso, se mostrou pleno de fraternidade, amor e beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3863002360358807621?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3863002360358807621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3863002360358807621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3863002360358807621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3863002360358807621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/sitio-sao-tomecomunidade-nova-vida-01.html' title='Sítio São Tomé/Comunidade Nova Vida (01 janeiro 2010)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4952815719154120050</id><published>2010-01-07T00:41:00.000-02:00</published><updated>2010-01-07T00:42:31.994-02:00</updated><title type='text'>S. Tomé- Com Nova Vida (01 janeiro 2010)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5423815062991800305%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4952815719154120050?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4952815719154120050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4952815719154120050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4952815719154120050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4952815719154120050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/s-tome-com-nova-vida-01-janeiro-2010.html' title='S. Tomé- Com Nova Vida (01 janeiro 2010)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4040880009449947828</id><published>2010-01-07T00:33:00.002-02:00</published><updated>2010-01-07T00:40:02.752-02:00</updated><title type='text'>Santa Isabel/Sítio São Tomé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Barcelos, Amazonas, 07 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Em 29 de dezembro de 1.956 pelo desmembramento determinado pela Lei Estadual nº 117, é criado o Município de Santa Isabel do Rio Negro, com sede na vila antigamente chamada Ilha Grande. Depois do aniversário da cidade (29 de dezembro), conseguimos contatar as autoridades municipais. O Secretário de Educação, Aloísio Oliveira dos Santos, e a Prefeita Eliete da Cunha Beleza nos receberam com muita cortesia e concederam entrevistas que reproduziremos oportunamente. A dinâmica administração do município contrasta com a estagnação e a falta de empreendimentos de São Gabriel da Cachoeira. Através da prefeita ficamos conhecendo o vídeoreporter Regiandro Albuquerque Góes da Rede Amazônica de TV. O Régis, como é conhecido, serviu na então 1ª Companhia de Engenharia de Construção do 1º Batalhão de Engenharia de Construção (1ª Cia E Cnst/1º Btl Eng Cnst) e é eternamente agradecido ao então Tenente Quintana da 1ª Seção da 1ª Cia E Cnst que o iniciou nos segredos da informática. Hoje, graças a esses passos iniciais, ele é um repórter criativo e capaz de, sozinho, redigir belos textos como roteirista, gravar imagens de vídeo, colocar sua voz pausada e de perfeita dicção e editar, enfim, vídeoreportagens de alta qualidade. O Régis tem tentado contatar seu antigo mestre e repassamos seu e-mail para que isso se torne possível: rederegis@yahoo.com ou rederegis5@hotmail.com. No nosso primeiro dia em Santa Isabel, eu havia assistido, extasiado, uma reportagem dele sobre a exploração da piaçaba. O roteiro desta fantástica reportagem será reproduzido na íntegra em outro artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Partida para São Tomé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio de nossos amigos da Polícia Militar do Estado do Amazonas, transportamos o material para as embarcações que tinham permanecido junto a um posto flutuante no rio. O primeiro lance de oito quilômetros ocorreu sem maiores alterações, com a já conhecida taciturna e muda alvorada do Negro. Na segunda parada, na pequena Comunidade de Serrinha, encontramos alguns moradores descendentes dos Bares, que, em sua maioria, já procuraram migrar espontaneamente para a sede do município, em busca de uma melhor qualidade de vida. O Senhor Dani acabara de pescar duas piraíbas de bom tamanho com o seu espinhel. Mostrei ao Teixeira aonde eles deveriam me aguardar: Vila Espírito Santo. Cheguei ao local na hora marcada e não encontrei minha equipe de apoio. Aguardei quinze minutos e decidi continuar a descida, sempre pelo canal, na rota da Companhia de Embarcações do CMA. Em uma de minhas fotografias aéreas havia um local conhecido, o sítio São Tomé. Quando visitamos a Prefeita Eliete, conhecemos o Vereador Tami, que havia nos colocado o sítio à disposição. Com a expectativa de ter de ficar sem alimento, todo ele no barco de apoio, resolvi rumar para São Tomé. O Sítio estava abandonado; o caseiro certamente viajara para passar o final de ano com familiares. Uma mangueira secular, de cujos galhos caiam de vez em quando mangas maduras bicadas pelos japiins, ali estava, imponente. Percorrendo o local, colhi goiabas, cocos, cajus e, enfim, uma infinidade de frutas prontas para serem degustadas por um esfaimado navegador. Depois de saciar a fome, descarregar o caiaque e transportá-lo para o alto do barranco, fui tomar um revigorante banho. As águas me revitalizavam e eu sentia uma energia fluir pelos meus poros até os músculos cansados da forçada jornada, quando avistei a equipe de apoio, que apareceu a poucas centenas de metros à minha frente. O silêncio do Negro aqui era quebrado pelas inúmeras espécies de aves que competiam em busca do alimento fácil. Era bom ouvir novamente o canto dos pássaros e observar seus vôos rasantes. Dormimos no amplo avarandado da casa. O sono foi interrompido diversas vezes pelo canto dos galos que pareciam estar com o fuso horário ajustado pelo horário da região nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4040880009449947828?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4040880009449947828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4040880009449947828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4040880009449947828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4040880009449947828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/santa-isabelsitio-sao-tome.html' title='Santa Isabel/Sítio São Tomé'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-8082201215165004652</id><published>2010-01-07T00:26:00.003-02:00</published><updated>2010-01-07T00:32:47.033-02:00</updated><title type='text'>Santa Isabel do Rio Negro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Hiram reis e Silva, Barcelos, AM, 05 de janeiro de 2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No dia 30 de dezembro, conseguimos contatar o chefe de gabinete da Prefeita, senhor Rosalino de Vasconcelos Lima. Gentilmente, Rosalino nos cedeu um CD com os dados do município, que transcrevemos abaixo, com ligeiras alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Caracterização da área&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Santa Isabel do Rio Negro tem seus limites assim definidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Com o município de Barcelos – começa nas cabeceiras do Rio Marari na serra de Tapirapecó, desse o Rio por sua linha mediana, até alcançar sua confluência com o rio Padauirí, desse o rio por sua linha mediana, até alcançar confluência com a margem esquerda do Rio Negro, desse rio subindo por essa margem até alcançar a confluência do Rio Darahá; dessa confluência por uma linha, até alcançar a confluência do Rio Jurubaxí com a margem do Rio Negro; Rio Jurubaxí, desse igarapé, por sua linha mediana até alcançar sua cabeceira, no divisor de águas do Rio Negro e Japurá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Com o município de Maraã, começa nas cabeceiras do igarapé Catuá, no divisor de águas do Rio Negro, Japurá, desse divisor, para noroeste, até alcançar sua interseção com o meridiano de 66º WGr (sessenta e seis graus oeste de Greenwich).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Com o município de Japurá – começa na interseção do meridiano de 66ºWGr (sessenta e seis graus oeste de Grenwich), com o divisor de águas do Rio Negro e Japurá, desse divisor, para o oeste até alcançar sua interseção com o divisor de águas Rios Marié e Enuixí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Com o município de São Gabriel da Cachoeira – começa na interseção do divisor de águas Rios Negro e Japurá com o divisor de águas Rio Marié-enuixí, do divisor de águas Rios Marié e Enuixí até alcançar a interseção do divisor de águas dos Rios Negro e Teia, desse divisor até alcançar a cabeceira do Rio Bucoa, desse Rio, por sua linha mediana, até sua confluência com a margem direita até sua interseção com o meridiano que passa na foz do Rio Cauburí, com a margem do Rio Negro, desse meridiano para o norte até a foz do Rio Cauburí, desse rio por sua linha mediana, até alcançar o canal Maturacá, desse canal até alcançar o limite com a República da Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Com a República da Venezuela – começa no marco de fronteiras, próximo ao canal de Maturacá, desse marco, por sua linha geodésia, até alcançar o marco de fronteira na serra da Neblina com 960 metros de cota aproximada, desse divisor de águas rios Yatuá-Cauburí, para noroeste até alcançar as cabeceiras do rio Cauburí, dessas cabeceiras pelo divisor de águas Rios Marauiá e Sipá, pela serra e depois pelo divisor de águas Marauiá Mavaca até alcançar as cabeceiras do Rio Mararí na serra de Tapirapecó, ficando o Pico da Neblina para o município de Santa Isabel do Rio Negro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Histórico do Município&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Após a expulsão dos Jesuítas da Amazônia, em 19661, o povoamento do Rio Negro é reativada, a partir de 1985, com a chegada de religiosos de outras congregações que, com a finalidade de catequizar os índios, vão fundado vários povoados ao longo do Rio. Em 1728 é fundada a Missão Nossa Senhora da Conceição de Mariuá, berço da atual cidade de Barcelos. Em 1769 estabelece-se um destacamento militar e, em seguida, se constrói um forte no local onde hoje é a cidade de São Gabriel da Cachoeira. Toda a região constituía então a Capitania de São José do Rio Negro, com sede em Barcelos. A meio caminho entre Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, floresce a povoação de Ilha Grande, à margem direita do Rio Negro, defronte a essa incidência geográfica que lhe deu o nome. Em 1931, quando definitivamente é restaurado o município de Barcelos, a região do atual município de Santa Isabel do Rio Negro, fazia parte do seu território. Em 29 de dezembro de 1956, pelo desmembramento determinado pela Lei Estadual nº 117, é criado o município de Santa Isabel do Rio Negro, com sede na Vila antigamente chamada de ILHA GRANDE. Em 04 de junho de 1968, pela Lei federal nº 5.449, o município é enquadrado como ÁREA DE SEGURANÇA NACIONAL”. Na constelação amazonense de municípios do Estado do amazonas Santa Isabel do rio Negro, desponta como uma novel região”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Aspectos Gerais do Município&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Criado pela Lei Estadual nº 117, de 29 de dezembro de 1956, com uma área de 61.752 km, com 04 habitantes por Km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesso Via Fluvial: via os chamados “Recreio”, embarcações de passageiros e carga que navegam pelo Rio Negro, 03 dias de viagem, distante da Capital, 782 Km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via Aérea: Via ‘Trip’ linhas aéreas que pousa duas vezes por semana no aeroporto municipal, 02 horas de vigem, correspondendo a 631 Km em linha reta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As canoas, voadeiras, bicicletas, carros e caminhões, viabilizam o intercâmbio interno no município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;População: 18.506 - habitantes (Censo de 2007)&lt;br /&gt;• Zona Rural: 7.082,5 habitantes.&lt;br /&gt;• Zona Urbana: 11.423,5 habitantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Demografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“É considerada a região menos povoada do Rio Negro.A faixa etária é de 80% (oitenta por cento) de jovens, assim considerados aqueles de 12 a 25 anos. As crianças também ocupam um lugar relevante com uma média de cinco por família. Os adultos com mais de vinte e cinco anos e os idosos, são 12% (doze por cento) dois habitantes. O que equivale dizer, que a população economicamente ativa, é insuficiente para conduzir com êxito a atual linha de desenvolvimento econômico do município. Uma família Isabelense congrega, em média (20%) membros dos quais, apenas o pai é o provedor, cabendo à mãe a administração do lar e às vezes o cultivo da horta caseira. A população se originou, em grande parte da miscigenação do branco com o índio e do nordestino com o caboclo, o que gerou pessoas com traços diferentes em sua grande maioria. Os portugueses também plantaram algumas “sementes”, no município”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Economia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Conta com um sistema econômico incipiente. Todas as atividades são basicamente de subsistência: agricultura, pesca e extrativismo vegetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As indústrias existentes são: a olaria Municipal, fábrica de Asfalto e Fábrica de Gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O artesanato, que é basicamente indígena, apesar de muito bonito, ainda não “aconteceu”, economicamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Na área formal, tem como a “grande mãe”, a PREFEITURA, que atua como principal órgão de geração de emprego. Além disto, para incentivar a produção, tem comprado os produtos que excedem o consumo, e tentando distribuí-los para os menos afortunados (farinha e peixe principalmente). O comercio é, também, de subsistência, contando com mais de 20 estabelecimentos (distribuidoras de bebidas, papelaria, confecções, marcenarias e bares etc...). Não existe nenhuma prestadora de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A renda ‘por família’ é de um salário mínimo ao mês e o índice de desemprego não é notável porque ainda há muito dos sistema de Troca (escambo) o que gera uma economia atípica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Contudo, a ociosidade, ainda é muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A vocação econômica do município está assim delineada: agricultura (Incentivo pelo Programa 3º Ciclo); pesca de subsistência. O Turismo promete ser um grande pólo econômico no futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Saúde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• “O Sistema de Saúde do Município apesar de acanhado, tem se relevado suficiente para atender a população, nos casos menos graves (pequenas cirurgias, partos normais e cesárea, prevenção, endemias etc...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Conta, na sede, com uma Unidade Mista de Saúde, administrada pelo Município e Estado, na qual estão assentados 31 leitos. Cada comunidade possui um “Anjo da Guarda”, chamado de Agente de Saúde, que é treinado para atender primeiros socorros, partos normais sem complicações e principalmente, atuar na área preventiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Um posto Municipal de Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Em fase de acabamento de um Novo Hospital Padrão com equipamentos de última geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Já instalou a farmácia comunitária tem incentivo o uso do chamado “remédio caseiro” que futuramente contará com a farmácia. Esta última,visa principalmente, manter viva a tradição dos comunitários, notadamente os indígenas, de usar a própria natureza como pólo de cura das mazelas humanas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Clima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O clima é ameno, do tipo temperado, tropical chuvoso e úmido. Congrega estação de chuvas, inverno e verão e o ar é puro, sem qualquer traço de poluição. Temperatura: Máxima de 32,6º C e Mínima de 21,5ºC. Média de 27,5ºC”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Altitude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“50 metros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hidrografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O manancial de água doce é soberbo. Em seu território percorrem os Rios, Marauiá, Nambú, Manipuá, Cauburí, Rio Enuixí, Teia, Aiuaná, Darahá e Tibahá. O Rio Negro, em cuja margem esquerda se instalou a sede do município é totalmente navegável, crescem na região, peixes tipo: tucunaré, cará, surubim, o ornamental cardinal e o mais nobre a pescada, aracu e o pacu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Matéria Prima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• “Barro – para olaria municipal;&lt;br /&gt;• Areia – para a produção de asfalto e construções civis;&lt;br /&gt;• Seixo – uma das maiores minas da área do município;&lt;br /&gt;• Madeira de Lei – somente para o consumo local;&lt;br /&gt;• Cipó do tipo Titica;&lt;br /&gt;• Palha de Piaçava;&lt;br /&gt;• Minérios do tipo Bauxita, nióbio, Titanita, Ouro e Pedras preciosas (não exploradas)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Divisão Territorial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O município tem território único e não adota divisões territoriais. As povoações são chamadas de ‘Comunidades’, mas não detêm o ‘status’ de vila. Hoje existem, reconhecidamente, 38 comunidades rurais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Relevo e Vegetação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O relevo do município é do tipo acidentado. /em seu território está localizado o ‘Pico na Neblina’, ponto mais alto do Brasil com, 3.018 metros de altura. A vegetação é ainda floresta densa, com 80% (oitenta por cento) do território coberto pela floresta Amazônica. Congrega madeira de lei à farta e árvores de grandes potências econômicas como a sorva a piaçava e a seringueira. Conta ainda com magníficas espécimes de planta ornamentais, principalmente um orquidário natural que desponta como um dos mais belos do mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Aspectos Econômicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Setor Primário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agricultura: Suporte econômico do Setor, absorve a maior parte de mão-de-obra local. Tem como destaque a cultura da Mandioca, vindo a seguir: abacaxi, banana, cana de açúcar, laranja, limão, açaí, manga e tangerina (a nível de subsistência).&lt;br /&gt;Pesca e Avicultura – é praticada em molde artesanais e sua produção é voltado para o consumo familiar. Não ocorre para a formação econômica do Setor primário.&lt;br /&gt;Pecuária: Não tem representatividade para a formação econômica do Setor, restringindo-se a pequenas criações de Bovinos, Suínos, bubalinos.&lt;br /&gt;Extrativismo Vegetal: Aparece em pequena escala, baseando-se na exploração de gomas não elásticas, aparecendo em plano mais distanciados a castanha, a piaçava, borracha e cipó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setor Terciário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hotéis e Pensões: Existe 01 (um) Hotel com 10 (dez) apartamentos e 01 (uma) pensão com 08 (oito) quartos.&lt;br /&gt;Serviços de Utilidades Públicas: Agencia Postal dos Correios, agência Postal do Banco Bradesco, Caixa Eletrônico, Rádio Comunitário (Tapurucuara) TV Amazonas e Serviços de telefonia da OI, breve instalação do serviços de telefonia celular da VIVO&lt;br /&gt;Comércio: Estabelecimentos comerciais do tipo varejista e atacadista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infra-Estrutura Básica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Energia: a produção e distribuição de energia estão a cargo do Amazonas Energia, que mantém na sede do município uma usina com 02 (dois) grupos geradores com potencia de 1.020 KW e mais 02 (dois) Contêineres, que funcionam 24 horas.&lt;br /&gt;Saneamento Básico: o abastecimento de água está a cargo do SAESI, Serviço de Água e Esgoto de Santa Isabel, Municipalizado, que mantém uma estação de captação superficial com produção horária de 10 m de água é recalcada até um reservatório de 60 m de capacidade de distribuição e mais 10 (dez) poços artesianos que abastecem o município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infra-Estrutura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação: A SEDUC mantém 02 (duas) Escolas ministrando ensino de 1º e 2º graus. A Prefeitura, mantém 02 (duas) Escolas Municipais na sede do município e mais 02 (duas) Creches Municipais, e na zona Rural a Prefeitura mantém 36 Escolas ministrando ensino de 1º a 5ª série e pré-escolar para alunos das comunidades rurais e mais os programas do Governo Federal, reescrevendo o futuro.&lt;br /&gt;Saúde: a SUSAM mantém uma Unidade Mista Hospitalar, com 26 leitos e breve inauguração de um novo Hospital padrão construída pelo estado, uma Casa de apoio na cidade de Manaus para alojar os doentes em tratamento de saúde.&lt;br /&gt;Posto De Saúde: A Prefeitura Mantém 01 (um) posto de saúde na sede do município e mais 03 (três) pólos em três comunidades rurais (DSEI).&lt;br /&gt;Segurança: A cargo da Polícia Militar do Estado e os Guardas Municipais.&lt;br /&gt;Justiça: A Comarca de Santa Isabel do Rio Negro, dispõe de um Cartório, Juiz, Promotor, Tabelião e dois Oficiais de Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Aspectos Culturais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Semana cultural dos Jogos – VERDE E AMARELO – mês de setembro;&lt;br /&gt;• Festival de Quadrilhas – interbairros – mês de julho;&lt;br /&gt;• Aniversário do município – 29 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prefeita do Municípío&lt;br /&gt;Eliete da Cunha Beleza (2005/2008 e 2009/2012)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Rosalino de Vasconcelos Lima - Chefe de Gabinete do Município&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-8082201215165004652?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/8082201215165004652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=8082201215165004652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8082201215165004652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8082201215165004652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/santa-isabel-do-rio-negro.html' title='Santa Isabel do Rio Negro'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2020223880262804898</id><published>2010-01-07T00:23:00.001-02:00</published><updated>2010-01-07T00:25:40.182-02:00</updated><title type='text'>Sta. Isabel (31 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5423813381240801873%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2020223880262804898?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2020223880262804898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2020223880262804898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2020223880262804898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2020223880262804898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/sta-isabel-31-dezembro-2009.html' title='Sta. Isabel (31 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4578800470946588843</id><published>2010-01-05T16:47:00.012-02:00</published><updated>2010-01-05T17:07:37.711-02:00</updated><title type='text'>Posição do caiaque do Coronel Hiram no dia 04 de janeiro de 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foto satelital da posição do caiaque do Coronel Hiram (seta verde), quando chegava, na tarde do dia 04 de janeiro de 2010, no município de BARCELOS, margens do Rio Negro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S0OMH1XadkI/AAAAAAAAE_0/g3VEoMVuan0/s1600-h/HIRAM+-+04+JAN+10.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 689px; height: 373px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S0OMH1XadkI/AAAAAAAAE_0/g3VEoMVuan0/s400/HIRAM+-+04+JAN+10.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423332442496464450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:11pt;color:black;"   &gt;&lt;img src="http://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=7a73d09b2d&amp;amp;view=att&amp;amp;th=125ff71856ce9ffb&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="350" height="66" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:11pt;color:black;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:11pt;color:black;"   &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4578800470946588843?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4578800470946588843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4578800470946588843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4578800470946588843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4578800470946588843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2010/01/foto-satelital-da-posicao-do-caiaque-do.html' title='Posição do caiaque do Coronel Hiram no dia 04 de janeiro de 2010'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/S0OMH1XadkI/AAAAAAAAE_0/g3VEoMVuan0/s72-c/HIRAM+-+04+JAN+10.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6563609750957644754</id><published>2009-12-31T01:10:00.001-02:00</published><updated>2009-12-31T01:14:23.305-02:00</updated><title type='text'>Maçarabi - Santa Isabel (27 - 30 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Santa Isabel do Rio Negro, AM, 29 de dezembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Parti às sete horas com a intenção de atingir a Comunidade Boa Vista, que também, segundo o mapa do ISA, possuía telefone. Durante todo o trajeto avistei apenas três outras pequenas embarcações cruzando o rio e pouco ou nenhum movimento nas raras comunidades. Grandes bancos de areia me fizeram desviar por mais de uma vez da rota planejada. Em cada parada eu me refrescava nas águas cor de chá do Negro, recuperando a energia. Continuava comparando as fotografias aéreas do Google com o terreno sem qualquer dificuldade até chegar ao mapa de número 12. A fotografia aérea estava tomada por nuvens, não permitindo avaliar o formato das ilhas ou furos. Marquei o rumo e segui remando. Devo ter entrado em um furo diferente e sai a montante do planejado, avistando algumas ilhas não previstas. Resolvi não arriscar; se ultrapassasse a Comunidade Boa Vista, só chegaria à noite na próxima aldeia. Avistei uma cabana numa prainha a montante do ponto em que me encontrava. Remei forte contra a correnteza e aportei, exausto, no sítio do senhor Manoel Menezes, da etnia Tuiuca. Menezes me informou que Boa Vista ficava perto, mas eu não estava em condições de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Manoel Menezes, um contador de estórias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Montei meu acampamento sob uma rala cobertura de palha e depois de tomar um revigorante banho e ingerir uma porção de macarrão crua, estava pronto para descansar. Fiquei conversando, ou melhor, ouvindo meu novo amigo. Falou ininterruptamente sobre a língua geral, as dificuldades para manter seu roçado, de sua vida desde Pari da Cachoeira até as cercanias de Boa Vista, da preparação do caxiri... Deixei uns comprimidos para gripe com um dos quatro netos do Sr. Manoel e todo meu estoque de massa. A penúria daquela gente era muito grande. Tinham apenas farinha de mandioca para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Encontro com a equipe de apoio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parti às sete horas, já que o trecho a percorrer era mais curto que os demais. Quando ia passando ao largo da Comunidade Boa Vista ouvi o Coronel Teixeira me chamando e apontei a proa para a origem dos gritos. Foi bom avistar, pela primeira vez, minha equipe de apoio. Já estava achando que desceria sozinho o Negro. A embarcação usada pela dupla de apoio, porém, era de assustar, feita de um único tronco, seu fundo arredondado não tinha qualquer estabilidade e somente graças à destreza do piloto é que se mantinha a flor d’água. Pedi ao Teixeira que fosse buscar minha bússola que esquecera na casa do Tuiuca Manoel. Parti antes do seu retorno, tendo em vista que meu deslocamento era muito lento em relação ao barco da equipe. A viagem transcorreu sem alteração e ao meio dia, numa pequena praia, degustei um peixe pescado e preparado pelo nosso piloto, acompanhado de arroz. A tranquilidade de ter por perto uma equipe de apoio para atender a essas necessidades básicas era reconfortante. Depois do almoço, seguimos para Santa Isabel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Santa Isabel do Rio Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A vista da cidade é a mais bela que tive a oportunidade de avistar desde o Solimões. A Igreja, o novo Hospital, a Missão e um belo jardim compõem um agradável conjunto para quem chega pelo rio, vindo do norte. Transcrevo, abaixo, alguns dados da Biblioteca Virtual do Amazonas sobre o Município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aspectos Históricos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Após e expulsão dos jesuítas da Amazônia, em 1661, o povoamento do rio Negro é relativo a partir de 1695 com a chegada de religiosos de outras congregações que, com a finalidade de catequizar os índios, vieram fundando vários povoados ao longo do rio. Em 1728 é fundada a Missão de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá, berço da atual cidade de Barcelos. Em 1760, estabele-se um destacamento militar e, em seguida se constrói um forte no local onde hoje é a cidade de São Gabriel da Cachoeira. Toda a região constitui então a capitania de São José do Rio Negro, com sede em Barcelos. Aproximadamente meio caminho entre Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, floresce a povoação da Ilha Grande, à margem direita do rio e defronte a essa incidência geográfica que lhe deu o nome. Em 1931, quando é definitivamente restaurado o município de Barcelos, a região do atual município de Santa Isabel do Rio Negro fazia parte de seu território. Em 29.12.1956 pelo desmembramento determinado pela Lei Estadual nº 117, é criado o Município de Santa Isabel do Rio Negro, com sede na vila antigamente chamada Ilha Grande. Em 04.06.1968, pela Lei Federal nº 5.449, o município é enquadrado como Área de Segurança Nacional. Em 10.12.1981, pela Emenda Constitucional nº 12, Santa Isabel do Rio Negro perde parte de seu território em favor do novo município de Bittencourt.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Agricultura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: suporte econômico do setor absorve a maior parte da mão-de-obra local; com destaque para a mandioca, abacaxi, arroz, cana-de-açúcar, feijão e milho. E nas culturas permanentes destacam-se abacate, laranja, coco, banana, limão, manga e tangerina ao nível de subsistência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Pecuária: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não tem representatividade para a formação econômica do setor, registrando-se pequenas criações de bovinos, suínos e bufalinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Pesca e Avicultura:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; é praticada em moldes artesanais e sua produção é voltada para o consumo familiar. Não incrementa economicamente o setor primário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Extrativismo Vegetal:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; aparece em pequena escala, baseando-se na exploração de gomas não elásticas, aparecendo num plano mais distanciado, a castanha, a piaçaba e borracha”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6563609750957644754?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6563609750957644754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6563609750957644754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6563609750957644754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6563609750957644754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/macarabi-santa-isabel-27-30-dezembro.html' title='Maçarabi - Santa Isabel (27 - 30 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6456399352368561352</id><published>2009-12-31T01:09:00.001-02:00</published><updated>2009-12-31T01:09:44.461-02:00</updated><title type='text'>Maçarabi - Boa Vista (27 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5421222111793419121%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6456399352368561352?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6456399352368561352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6456399352368561352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6456399352368561352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6456399352368561352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/macarabi-boa-vista-27-dezembro-2009.html' title='Maçarabi - Boa Vista (27 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-7771517208537574433</id><published>2009-12-31T01:07:00.000-02:00</published><updated>2009-12-31T01:08:22.703-02:00</updated><title type='text'>Boa Vista - Santa Isabel (28 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5421223453020433009%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-7771517208537574433?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/7771517208537574433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=7771517208537574433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7771517208537574433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7771517208537574433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/boa-vista-santa-isabel-28-dezembro-2009.html' title='Boa Vista - Santa Isabel (28 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6080150987969955305</id><published>2009-12-31T01:06:00.001-02:00</published><updated>2009-12-31T01:06:43.249-02:00</updated><title type='text'>Santa Isabel (28 - 30 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="800" height="533" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5421226410270699505%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6080150987969955305?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6080150987969955305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6080150987969955305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6080150987969955305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6080150987969955305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/santa-isabel-28-30-dezembro-2009.html' title='Santa Isabel (28 - 30 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6234773289172949909</id><published>2009-12-31T00:58:00.002-02:00</published><updated>2009-12-31T01:00:46.484-02:00</updated><title type='text'>Tapuracuara Mirim - Maçarabi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Santa Isabel do Rio Negro, AM, 29 de dezembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acordei às 5h30min e comecei a desmontar o acampamento e arrumar os sacos de viagem. Encontrei a Comunidade toda fazendo a higiene matinal, nos despedimos e deixei avisado que se a equipe de apoio aparecesse por ali eu pretendia pernoitar na Comunidade de Maçarabi. Escolhi esta Comunidade tendo em vista de que o mapa que eu conseguira com o Instituto Sócio Ambiental (ISA) anunciava que lá poderia fazer uso de um telefone para me comunicar com meus familiares e equipe de apoio em Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Partida (26 de dezembro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O deslocamento solitário nos remete à reflexão. Mergulhado, literalmente, na selva tropical ouvia somente o ruído das pás dos remos golpeando as serenas águas do dolente Negro. As paisagens se sucediam como numa caprichosa exposição fotográfica em que entes celestiais procuravam expor suas mais belas imagens. Tinha arbitrado parar nas mais belas praias, e a escolha não estava sendo fácil. As festas de Natal regadas a muita bebida tinham deixado apenas para mim aquela imensidão aquática. As Comunidades ainda se ressentiam das ressacas pagãs dos festejos natalinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Comunidade Maçarabi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Comunidade está encravada em altos rochedos na margem meridional do Negro. A visão do alto das rochas é formidável. As diversas ilhas com suas rochas, vegetação e praias nos remetem a uma Amazônica Polinésia. O ruído das inúmeras corredeiras quebra a monotonia silenciosa que envolve o Negro. Contatei o Capitão, graças a Dona Isabel, e este autorizou que eu me estabelecesse na Casa de Apoio. A Casa de Apoio estava localizada atrás das caprichosas instalações da FUNASA. Infelizmente o telefone não funcionava e não consegui estabelecer contato com meu pessoal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;- Lenda dos Bares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;“A teia aracnídea das lendas amazônicas, vasta e complicada, cômica e trágica, tanto mais extraordinária quanto envolta no mistério, é originária de todos quadrantes do globo. (...) Em cada ponto da planície equinocial, no ocidente ou no oriente, nas colinas do sul ou nas serras do norte, inventadas pelo aborígene, trazidas pelo africano, espalhadas pelo português, divulgadas pelo forasteiro, ingênuas, inverossímeis, risonhas, tenebrosas – as histórias dos animais e das sereias, dos gnomos e dos pajés empolgam a imaginação fecunda, plástica da gente que erra no Vale”. (Raymundo Moraes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dona Isabel, da etnia Baré apareceu mais tarde para conversar. Viúva, morava com a filha e estava desiludida com a maneira que se festejava o Natal nas Comunidades. Provoquei-a para que me relatasse a lenda da origem do povo Baré. As coincidências de relatos me levaram a eleger uma das lendas coletadas, por mim, já há algum tempo, cujo autor, Braz de Oliveira França, apresenta com certa coerência a lenda da origem do povo Baré.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;“Antigamente, ainda no início do mundo, entrou no rio Negro, vindo do rio maior um grande navio, cheio de gentes no seu interior e cada um com seu par. Apenas um homem viajava neste mesmo navio, pelo lado de fora, pois o mesmo não foi aceito dentro por não estar acompanhado. Ao passar pela foz do rio Negro viajava tão próximo das margens do rio, que os passageiros viram que havia muitas pessoas na margem, inclusive o homem que viajava pelo lado de fora, o qual não resistindo à tentação, logo se jogou para fora e nadou para a margem do rio. Ao alcançar a beira, ele foi agarrado por um grupo de mulheres guerreiras que tinham o costume de aceitar apenas mulheres em seu grupo. Quando tinham necessidade de ter filhos, aprisionavam machos de outras tribos e dessa relação, se nascesse mulher elas criavam, e se fosse homem elas matavam. Esse seria o destino do homem que nadou até a margem, para quem deram o nome de ’Mira-Bóia’ (Gente-cobra), se não fosse sua estrutura física ser um pouco diferente das que elas já conheciam, por isso resolveram poupar-lhe a vida depois de terem submetido ‘Mira-bóia’ a um rigoroso teste de masculinidade. As guerreiras então prepararam uma grande festa na primeira Lua Cheia, grande fogueira no centro do pátio foi feita, muitas frutas e mel silvestre foram coletados. A festa com os rituais rolaram durante oito dias. No fim da festa, o grupo tomou a seguinte decisão: ‘Mira-bóia’ ficaria morando com um grupo com a condição de gerar um filho com cada uma delas. Teria que dormir três noites com uma mulher que estivesse na época do seu período fértil. Terminando essa missão, ele seria executado, assim como todo filho que nascesse homem. ‘Mira-bóia’ então passou a conviver com o grupo por um longo período, nessas condições, até que gerasse filho com a última mulher, e essa última era a ‘Tipa’ (Rouxinol), uma jovem muito bela que estava no primeiro período de menstruação. Ela, por ser a mais nova, a mais bonita e muito querida pelo grupo, teve o privilégio de morar com Mira-bóia até que sua gestação aparecesse visualmente para o resto do grupo. Devido a isso Tipa e Mira-bóia passaram a viver uma vida a dois e quando ela percebeu que já estava gestante, descobriu-se também perdidamente apaixonada pelo companheiro. O mesmo acontecia com Mira-bóia. Como o destino do nosso herói seria a morte, ela conseguiu convencer o seu já considerado marido para uma fuga. No primeiro período de Lua Nova ele e ela fugiram, aproveitando o momento em que as guerreiras saíram para caçar e coletar mel e frutas, o que serviria de consumo nos dias da festa da execução do homem que dera para o grupo muitas guerreiras de sua geração. Foram viver distante dos demais grupos. Acredita-se que esse local tenha sido nas proximidades de Mura no baixo rio Negro. Depois de mais ou menos 30 anos, a família já estava grande, Tipa e ‘Mira-bóia’ todos os dias pela tarde curtiam sua felicidade juntos com os filhos e filhas de sua geração. Com isso eles viram que podiam ser uma família muito maior. Foi então que Tupana ordenou que viesse até eles o seu Mensageiro, o qual se chamou Purnaminari para lhes dizer o seguinte: ‘Aquilo que vocês estão pensando agrada a Tupana, por isso ela me enviou, para ensinar vocês a trabalhar e com isso garantir a comida de vocês todos os dias’. Purnaminari então passou a morar com eles por um longo período, ensinando-os a fazer canoa, remo, roça, armadilha para pegar caça, peixe e treinar o novo grupo para guerra. Quando o pequeno grupo já sabia de tudo que lhe foi ensinado, ele organizou uma grande festa com Dabucury, Adaby e Curiamã para preparar o povo na sua caminhada, dizendo: ‘Agora que vocês já sabem de tudo o que eu lhes ensinei para viver, voltem para a terra de Tipa e tomem todas as mulheres do antigo grupo de Tipa para serem mulheres de vocês, aí então vocês serão grandes e respeitados e conhecidos por Baré-mira (povo Baré)’. Purnaminari, o mensageiro de Tupana, voltou várias vezes para visitar e instruir seu povo. O grupo cresceu bastante a ponto de dominar totalmente a região do baixo e médio rio Negro. Ao chegarem a Cachoeira de Tawa (São Gabriel) permaneceram ali até que Purnaminari decidisse o novo destino do seu povo. No entanto, nessa cachoeira Kurukui e Bururi desentenderam-se e brigaram muito entre si, por isso resolveram separar-se, ficando Kurukui de um lado e Buburi de outro lado do rio. Essa separação acabou provocando desobediência às regras de Purnaminari, que ordenou ao povo não se misturar com outros grupos, porém Kurukui e Baburi acharam que para poder aumentar os seus grupos tinham que ter muitas mulheres. Foi quando eles guerrearam com grupos menores para tomar suas mulheres e se multiplicarem. Assim Tipa e ‘Mira-bóia’ fizeram e conseguiram ser pais de um grande povo que, até a chegada dos ‘brancos’, habitava o rio Negro desde a foz até as cachoeiras. (Braz de Oliveira França).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6234773289172949909?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6234773289172949909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6234773289172949909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6234773289172949909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6234773289172949909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/tapuracuara-mirim-macarabi.html' title='Tapuracuara Mirim - Maçarabi'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2139819546016495672</id><published>2009-12-29T18:27:00.003-02:00</published><updated>2009-12-31T01:02:28.690-02:00</updated><title type='text'>São Gabriel da Cachoeira - Tapuracuara Mirim (25 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5420754596125389729%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2139819546016495672?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2139819546016495672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2139819546016495672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2139819546016495672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2139819546016495672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/sgc-t-mirim-25-dezembro-2009.html' title='São Gabriel da Cachoeira - Tapuracuara Mirim (25 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2892769899519089996</id><published>2009-12-29T18:25:00.003-02:00</published><updated>2009-12-31T01:03:31.092-02:00</updated><title type='text'>Tapuracuara Mirim - Maçarabi (26 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5420756166589955937%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2892769899519089996?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2892769899519089996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2892769899519089996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2892769899519089996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2892769899519089996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/t-mirim-macarabi-26-dezembro-2009_29.html' title='Tapuracuara Mirim - Maçarabi (26 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-8891714476997866511</id><published>2009-12-26T22:39:00.003-02:00</published><updated>2009-12-31T00:55:20.189-02:00</updated><title type='text'>São Gabriel da Cachoeira (21 a 24 dezembro 2009)</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fmailhiram%2Falbumid%2F5419706116967206257%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="800" height="533"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-8891714476997866511?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/8891714476997866511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=8891714476997866511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8891714476997866511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8891714476997866511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/sao-gabriel-da-cachoeira_26.html' title='São Gabriel da Cachoeira (21 a 24 dezembro 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1952507545654582894</id><published>2009-12-26T11:25:00.013-02:00</published><updated>2009-12-26T11:36:34.240-02:00</updated><title type='text'>São Gabriel da Cachoeira</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São Gabriel da Cachoeira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva – São Gabriel da Cachoeira, AM (23/Dez/2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 22 de dezembro, apresentamo-nos ao General Rosas, atual comandante da 2ª. Brigada de Infantaria de Selva, e já nomeado para a chefia do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia. Depois de um longo e agradável bate-papo, fomos até a 21ª Companhia de Engenharia de Construção, comandada pelo Major Vidal, onde conversamos longamente com os irmãos de arma e fizemos questão de verificar o nosso caiaque, que estava no almoxarifado da Companhia. Meu parceiro de jornada do Solimões aparentemente estava em condições de enfrentar as águas pretas do Rio Negro. Chequei o material de reparo, fibras de resina, comprado pelo Cel Ebling em Manaus. Guiados pelo motorista do Comandante da Companhia, realizamos um tour pela cidade. Na delegacia, paramos para fazer contato com o Comandante do Destacamento da Polícia Militar, Capitão PM Lamonge. O Capitão encontrava-se em Manaus e o destacamento estava sobre o comando do Soldado PM Heleno. O Heleno encarregou-se de estabelecer os contatos necessários para conseguir uma ‘voadeira’ para o deslocamento do Cel Teixeira. Este então embarcou na viatura da PM com o Heleno e eu continuei com o motorista da Companhia. Fomos até a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro ‘FOIRN’. A bela construção de madeira guarda no seu interior belas peças de artesanato de diversas etnias indígenas do Alto Rio Negro. Um conjunto em especial me chamou a atenção: a cestaria Daniwa, cuja harmonia de formas e cores se destacava dentre todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cestaria Daniwa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As grandes cestas são, originalmente, usadas para armazenar alimentos e roupas. Para fins comerciais, são enfeitadas com grafismos coloridos. A cestaria de arumã é realizada pelos homens. O arumã, de colmos lisos e retos, tem sua superfície flexível e permite o corte de finas fibras que são trançadas para formar as cestas. As fibras, sem qualquer tratamento, são usadas na manufatura de cestas mais resistentes. As cestas coloridas exigem um processo trabalhoso que inclui o uso de fixadores extraídos da entrecasca do ingá e de outras árvores que é misturado aos pigmentos desejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Morro da Fortaleza &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após a visita à FOIRN, dirigimo-nos ao Morro da Fortaleza. Reproduzimos o texto abaixo, do então Capitão Boanerges, quando em missão de demarcação de fronteiras setembro/1928:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Fizemos uma excursão às ruínas do Forte São Gabriel, onde só vimos 8 canhões de ferro abandonados, do tempo de D. Maria I. Foi, com efeito, bem escolhida a posição em que existiu o Forte. Como se sabe, foi mandado construir pelo governador do Pará, Manuel Bernardo de Melo e Castro, em 1763, a fim de evitar incursão de espanhóis procedentes das Províncias da Venezuela e Nova Granada. O Forte, colocado à margem esquerda, a cavaleiro do ponto em que o rio se estrangula reduzido a 370 metros de largura, dominava os dois grandes estirões. Tinha a forma de uma luneta, de figura irregular, cuja gola – que é uma frente abaluartada, - defronte com o rio. Nada mais resta do forte, a não ser os 8 canhões citados”. (Sousa)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três se encontram hoje na Segunda Brigada e outros três no Quinto Batalhão de Infantaria de Selva. Nesse local tirei, mais tarde, várias fotos com o Cel Teixeira do alto da caixa d’água da Cosana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;23/12/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O major Vidal providenciou para que o caiaque fosse trazido até o Circulo Militar, onde eu e o Cel Teixeira iniciamos sua manutenção. O Teixeira notou um pequeno dano no compartimento de popa, que foi devidamente resolvido por mim com o material de reparo. Para evitar os problemas que enfrentei no Solimões com o nome do caiaque, Opium, e suas cores azul e amarelo, que lembram a bandeira colombiana, resolvi raspar o ‘O’ de Opium e agora navego com o modelo ‘pium’ mais adequado ao contexto amazônico. Na hora do almoço, o Soldado PM Cavalheiro acertou com o Cel Teixeira o deslocamento da sua ‘voadeira’ pilotada pelo senhor Osmarino, de São Gabriel até Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Missão salesiana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na Missão, entrevistamos o bispo emérito Walter Ivan de Azevedo. Nascido em São Paulo, trabalhou durante oito anos em Santa Catarina e São Paulo em colégios, desenvolvendo trabalhos com a juventude.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:130%;" &gt;“Sempre tive intenção e desejo de trabalhar como missionário. Os superiores, então, me mandaram para a Europa fazer o curso de missionário que é antropologia cultural aplicada à envagelização. Permaneci dois anos e, mais tarde, um ano me doutorando nessa matéria em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana e doutorado na Urbaniana. Fui, então, para as missões e foi bom, porque, além de ter um pouco de experiência em visitas com jovens junto às tribos no Mato Grosso, tinha também esse cabedal teórico ou digamos assim: fundamental e científico para abordar as missões. Vim para cá, primeiro como simples missionário em Rondônia, por quatro anos a partir de 1976. Depois desse período, me fizeram inspetor provincial dos salesianos da Amazônia. Visitando as casas paroquiais do Pará, Amazonas e Rondônia, pude conhecer bem a Amazônia. Depois de seis anos de inspetor, me fizeram bispo dessa região (SGC) que é uma região onde os habitantes são 90% indígenas e a maior parte dos outros caboclos, de modo que eu estava no meu ambiente mesmo. Trabalhei aqui como bispo diocesano e depois como emérito durante 20 anos. Nesses últimos três anos, estou trabalhando com seminaristas em Manaus que são os futuros missionários. Quando eu tenho tempo, uma vez por ano, eu fujo para cá para continuar minhas visitas a aldeias, principalmente a nação ianomâmi que é a mais primitiva, ou seja, aquela que teve contato mais recente com os civilizados.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O bispo editou diversos livros, dentre os quais Pinceladas de Luz na Floresta Amazônica que reproduzirei, oportunamente, alguns trechos no meu livro sobre o Rio Negro. O livro não é uma narrativa de viagens, muito menos a biografia de um missionário; é tudo aquilo que Dom Walter conheceu de bom e de belo na natureza, mostrando, principalmente, o homem da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;BOANERGES, Lopes de Sousa – Do Rio Negro ao Orenoco - Brasil, Rio de Janeiro, 1959 – Ministério da Agricultura – Conselho Nacional de Proteção aos Índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1952507545654582894?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1952507545654582894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1952507545654582894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1952507545654582894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1952507545654582894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/sao-gabriel-da-cachoeira.html' title='São Gabriel da Cachoeira'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4227453426410211579</id><published>2009-12-24T11:33:00.004-02:00</published><updated>2009-12-25T11:41:35.074-02:00</updated><title type='text'>Partida para São Gabriel da Cachoeira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Hiram Reis e Silva – São Gabriel da Cachoeira, AM (22/Dez/2009)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No domingo (20/12/09), participamos do almoço de despedida do General-de-Divisão Marco Aurélio, realizado na Companhia de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA). Percebemos o carinho e o respeito dos oficiais e praças para com o notável comandante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Na segunda-feira (21/12/09), assistimos a uma palestra do Gen. Marco Aurélio, em que ele apresentou os diversos projetos do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; COGEAC (Comitê Gestor de Ações Conjuntas), desenvolvidos em parceria com órgãos dos governos federal, estadual e municipal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;SUSTO NO EMBARQUE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após a palestra, dirigimo-nos ao aeroporto. No chek-in fui surpreendido com a notícia de que o remo talvez não coubesse no compartimento de carga. Embarcamos sem ter maiores notícias sobre o remo. A chuva deu uma trégua depois que nos afastamos de Manaus, permitindo, em algumas oportunidades, admirar as belas praias do Rio Negro, que começa pouco a pouco a ganhar volume. Os belos afluentes da margem direita do Negro serpenteavam até a linha do horizonte. Os lagos em forma de ferradura e os inúmeros furos davam um encanto especial ao sutil traçado que mais parecia obra de uma rendeira celestial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depois de duas horas de viagem avistamos o Rio Negro, a uns 70 km a Este de São Gabriel da Cachoeira. As suaves corredeiras, as ilhas, as praias imaculadas e as rochas encantavam.  Uma sensação mágica tomava conta de mim, uma estranha sensação, como se eu já tivesse singrado aquelas revoltas águas acompanhando um Boanerges ou um Rondon. Nos relatos desses bravos brasileiros, eu já arrastara canoas pelas traiçoeiras corredeiras, demarcara fronteiras, assinalava presença do Brasil nessas terras sem Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA &lt;/span&gt;– o município que faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela está a uma distância de 858 quilômetros da capital Manaus. É considerado um dos maiores potenciais turísticos do Estado do Amazonas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Quando descemos do avião, o Cel. Teixeira avistou o remo entre as bagagens, tranquilizando-me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O General Rosas, comandante da 2ª. Brigada de Infantaria de Selva, havia determinado uma equipe de apoio que nos levou até o Círculo Militar do Alto Solimões. O hotel permite que se avistem imagens incomparáveis do Rio Negro, emolduradas ao fundo pela Serra da Bela Adormecida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4227453426410211579?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4227453426410211579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4227453426410211579' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4227453426410211579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4227453426410211579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/partida-para-sao-gabriel-da-cachoeira.html' title='Partida para São Gabriel da Cachoeira'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5277443167898789695</id><published>2009-12-22T22:24:00.008-02:00</published><updated>2009-12-24T11:46:06.140-02:00</updated><title type='text'>Projeto Sargento Agrário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Manaus, Amazonas, 20 de dezembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“Mais do que um simples plantador de hortaliças e criador de pequenos animais na área do quartel, ele tem de ser um técnico em assistência e extensão rural destinado a incentivar as comunidades no entorno dos Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs) a estabelecer uma produção rural continuada e permanente”. (General de Divisão Marco Aurélio Costa Vieira)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;No dia 19 de dezembro, de manhã, eu e o Coronel Teixeira fomos até o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) onde se realiza, de quinze em quinze dias, a Feira de Produtos Regionais, para encontrar o ‘16’, coronel da PM Leão, companheiro do Curso de Operações na Selva, em 1999. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Feira de Produtos Regionais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Além da grata oportunidade de rever o velho amigo, pudemos, através do General Marco Aurélio e do coronel Lauro Pastor, conhecer de perto este projeto de iniciativa da Região Militar, que visa possibilitar a inclusão de produtos regionais no cardápio das Organizações Militares do Exército Brasileiro sediadas em Manaus e a comercialização desses produtos junto a população manauense, sem intermediários. Desde fevereiro de 2008 a feira vem estimulando o consumo de produtos oriundos da agricultura regional, beneficiando os pequenos e médios produtores do Estado do Amazonas. A parceria, inédita no País, conta com mais de sessenta expositores, que comercializam carnes, peixes, mel queijos, ovos, frutas, hortaliças e artesanato por preços bem mais acessíveis, beneficiando mais de três mil e quinhentas famílias ligadas à agricultura familiar. Os Sargentos Agrários comparecem à feira com a missão de verificar a qualidade e o preço dos produtos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Amazônia! O eterno desafio!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“As hortas de Cucuí são todas suspensas em caixas feitas com paus roliços ou caixotes, algumas diretamente sobre o rio. Disseram-me que a pobreza do solo e o grande número de saúvas eram responsáveis por tal medida. Aliás já venho observando isso desde Barcelos acima. Nestas caixas, colocam apenas solo mais humoso, retirado do subosque da mata. Aqui em Cucuí até as bananeiras são cercadas, e no seu pé também é amontoada terra do subosque. (...) Assim é que um pé de feijão germina e cresce assustadoramente em poucos dias. Daí em diante, qualquer sol ou chuva mais forte, causa queima de suas folhas ou tombamento de sua haste. Chegado o momento de produzir, a planta já exauriu grande parte de suas reservas, sendo, dessa forma exígua a produção. Pensei também nessa lei natural tantas vezes observada na fazenda de meu pai, quando criança. Uma planta em solo muito favorável a seu cultivo, nem sempre era a que produzia mais. Assim é que nos arrozais plantados em terreno virgem cresciam assustadoramente e, na época do cacheamento, soltavam apenas uns poucos cachos raquíticos aqui e acolá, logo tostados pelo sol ou mantidos sem granar por efeito das chuvas. Acredito que, no Amazonas, o fenômeno seja o mesmo, não tanto em relação ao adubo, porém em se considerando, sobretudo, a umidade e o calor”. (Dr. José Cândido de Melo Carvalho)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“O inusitado de servir e trabalhar na Amazônia é que, passados séculos, muitos dos desafios praticamente permanecem, a despeito de toda tecnologia, apesar dos novos conhecimentos que deveriam facilitar o dia a dia e em que pese o imenso esforço despendido pelos nossos antecessores. Na verdade, a renovada vontade de conduzir esforços, projetos e programas, quase sempre tem sido vencida pela perversa solução de continuidade decorrente da democrática mudança de governos, em todos os níveis. Assim que inúmeras das iniciativas jamais saíram da fase embrionária, ou se perderam totalmente mesmo depois de concretizadas, pela falta de recursos dos planejamentos irreais, ou pelo desinteresse daqueles dirigentes que elegeram suas próprias prioridades, criando-se assim várias ruínas de belos empreendimentos, abandonados ao longo de sucessivas administrações. No campo militar não foi diferente, e os valorosos militares que nos antecederam também tiveram de contabilizar muitas frustrações, ainda que em menor escala, também frutos dessa descontinuada gestão através dos tempos. Mesmo os Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs), cujas Comunidades do entorno sempre contaram com a organização, hierarquia e disciplina castrenses, a natural alternância periódica de pessoal ocasionou significativos hiatos administrativos, com profundos reflexos nas ações de subsistência e infra-estrutura, principalmente quanto aos sistemas de geração de energia, sistema viário e de saneamento básico! Cientes do sofrimento dos nossos antecessores, louvando-se da experiência, do esforço e do exemplo incansável dos soldados que conquistaram e souberam manter a Amazônia, os militares da atualidade entendem que tem de mudar esse quadro. Hoje, sabe-se que assegurar a permanência de recursos e a continuidade dos projetos são a certeza da garantia de uma qualidade de vida mínima para o militar e sua família, além de um desenvolvimento humano necessário à comunidade do entorno das Organizações Militares da Fronteira, aspectos fundamentais ao bom desempenho na missão constitucional do exército para a defesa da pátria. Neste sentido, o exército vem implementando projetos empreendedores de longo prazo junto aos Grandes Comandos Operacionais da Amazônia Ocidental com responsabilidade sobre as Unidades na fronteira, observando como condição básica a característica de disporem de mecanismos de defesa contra a solução de continuidade. Um deles, justamente o pioneiro, apesar das dificuldades iniciais, já começa a fincar as suas raízes. Trata-se do chamado ‘Projeto Sargento Agrário’, fruto de uma idéia simples de aproveitamento de profissionais egressos da Escola Agrotécnica Federal de Manaus para o trabalho junto aos PEFs. (...) Estrategicamente, o Sargento Agrário vai cumprir a sua missão quando obtiver a sustentabilidade do Pelotão e da comunidade, que inclusive poderá passar, em curto espaço de tempo, a fornecer gêneros para os militares e suas famílias. Este é o desafio do Sargento Agrário”. (General de Divisão Marco Aurélio Costa Vieira)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- VIDA, COMBATE E TRABALHO!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“O Pelotão Especial de Fronteira (PEF) é uma Organização Militar com características diferenciadas. A missão de um PEF não se limita ao campo da atividade militar (Combate), mas inclui, necessariamente, atividades ligadas à sobrevivência (Vida) e à prestação de serviços diversos (Trabalho) em favor da Organização Militar e da Comunidade Civil, indígena ou não, das imediações do aquartelamento. Pela sua localização em plena área de floresta Amazônica, os PEFs buscam desenvolver seus trabalhos observando fielmente o chamado tripé da sustentabilidade, a fim de garantir a preservação da floresta, da biodiversidade e da cultura local, quer seja ele indígena ou ribeirinha. Amparado no tripé da sustentabilidade, a missão do PEF pode ser expressa pelo seguinte viés: VIDA, COMBATE E TRABALHO! A VIDA pode ser observada nos quesitos ligados às atividades de cultivo de hortaliças, da fruticultura, da piscicultura, na criação de pequenos animais, na preservação do meio ambiente e no bem-estar e lazer das famílias. As atividades de COMBATE podem ser observadas na instrução militar, nos exercícios de adestramento da tropa, no patrulhamento e no reconhecimento da área de fronteira do estado do Amazonas, além da defesa do aquartelamento e de combate a incêndio. No quesito TRABALHO são desenvolvidas atividades de manutenção das instalações, dos equipamentos, atividades de saúde e serviços diversos. Junto às Comunidades desenvolvem-se trabalhos de preservação da cultura, preservando as etnias indígenas, apoio em serviços de transporte e evacuação aeromédica. Os PEFs desenvolvem um papel de relevância nas comunidades fronteiriças contribuindo não só para a defesa nacional, mas também no apoio àquelas populações distantes dos benefícios públicos. E é nesse ambiente que os Sargentos Agrários desenvolvem seu trabalho, servindo de importante elo de ligação entre o Pelotão e a Comunidade”. (Ten Cel R/1 Lauro Pastor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Fonte: CARVALHO, José Cândido de Melo - Notas de viagem ao Rio Negro - Brasil, São Paulo, 1983 - Edições GRD&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5277443167898789695?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5277443167898789695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5277443167898789695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5277443167898789695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5277443167898789695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/projeto-sargento-agrario.html' title='Projeto Sargento Agrário'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5090082007423231558</id><published>2009-12-18T21:32:00.004-02:00</published><updated>2009-12-18T21:38:19.965-02:00</updated><title type='text'>Partida para o Rio Negro</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Manaus, Amazonas, 18 de dezembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 63.8pt; text-align: right;" class="MsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:9pt;" &gt;“(...) o nosso ‘faro’ de historiador está rareando no seio dos que se dedicam a perlustrar o passado, para dele haurir ensinamentos. (...) Creio que o amigo, até por estar envolvido com a execução do memorável feito, não tenha ainda aquilatado a grandiosidade do ‘Projeto Rio-Mar’, já realizado (e ainda a se realizar!), como este seu admirador, que aferindo com sensibilidade prospectiva, à distância, ‘do alto da janela’, de forma cósmica, holística, o considera de superlativa magnitude histórica”. (Coronel Manoel Soriano Neto)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 63.8pt; text-align: right;" class="MsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:9pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Antes de minha partida para Manaus, eu havia dedicado grande parte do meu tempo à logística doméstica, na vã tentativa de minimizar um pouco as tarefas que seriam acumuladas pelos meus três queridos filhos. As despesas com enfermeiras, estoque de gêneros, remédios controlados e dieta tinham sido oportuna e perfeitamente equacionados. O caiaque que uso nos treinamentos foi deixado aos cuidados de meu fiel escudeiro, o Cabo Dewite. As avarias sofridas no meu último embate com a Lagoa dos Patos tinham provocado sérias cicatrizes no casco, entortado o leme e precisavam ser reforçados e reparados. Eu ainda não desisti da travessia da Lagoa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;- O Vôo (16/12/2009)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; O &lt;i&gt;check-in&lt;/i&gt;, ao contrário do ano passado, foi rápido e eficiente, os funcionários da Gol-Varig foram bastante atenciosos e o vôo saiu exatamente no horário previsto. Eu havia escolhido um vôo (1725) com escalas em Curitiba, PR, Campo Grande, MS, Cuiabá, MT e Porto Velho, RO. Junto à janela eu pretendia, sempre que as nuvens permitissem, admirar a paisagem única dessa ‘&lt;i&gt;Terra Brasilis&lt;/i&gt;’. Extasiado, eu admirava o ciclópico mosaico que se estendia até o horizonte. As formas regulares das matas nativas e das diversas culturas agrícolas lembravam um gigantesco quebra cabeças. À medida que nos aproximávamos da linha do equador, as áreas de mata nativa se expandiam e as de plantações se contraiam. A devastação, que havia notado até o sul do estado de Rondônia, estancava na fronteira do estado do Amazonas, onde o solo formava uma bela e uniforme floresta primitiva. A última escala de Porto Velho a Manaus permitiu-me admirar, por entre as nuvens, o belo traçado do rio Madeira. O belo contorno do rio e suas praias imaculadas me encantaram. A 3ª Fase do ‘&lt;i&gt;Projeto Rio-mar&lt;/i&gt;’, ainda em aberto, tem as seguintes opções; a Descida do Madeira, de Porto Velho até sua foz no Amazonas e daí até Itacoatiara, ou a descida de Manaus até Santarém, no Pará. A definição dependerá do apoio que recebermos para a execução da jornada. A chegada em Manaus, depois de nove horas, seria antecipada em oito minutos, o que poderia ser considerado um recorde, considerando o número de escalas. A natureza, mais uma vez, resolveu mostrar quem manda, e uma chuva torrencial fez o piloto arremeter. O sobrevôo permitiu, mais uma vez, observar os gigantes aquáticos que teimavam em não misturar suas águas no monumental Amazonas e as extensas praias que se estendiam preguiçosamente ao longo das margens. Belas feridas provocadas por uma das mais sérias estiagens que assolou a região nas últimas décadas. Nosso grande amigo, o Coronel Ebling, esperava-nos como havia prometido, e nos conduziu até o 2º Grupamento de Engenharia (2º Gpt E), onde ficaríamos alojados até seguir para São Gabriel da Cachoeira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;- Manaus (17/12/2009)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Uma viatura do Grupamento me conduziu até a 4ª Divisão de Levantamento (4ª DL), onde pretendíamos confirmar algumas coordenadas e outros dados sobre o rio Negro. Infelizmente, o Tenente-Coronel Clóvis Gaboardi, chefe da 4ª DL, nos informou que os dados estavam sendo processados por uma empresa terceirizada e que os mapas digitalizados só estariam disponíveis a partir de 2016. Tentei, então, obter estas informações com o Centro de Embarcações no Comando Militar da Amazônia (CECMA). Graças aos ST James de Magalhães Melo, Sgt Solis Rodrigues e Sgt José Maurício Oliveira da Silveira, chefiados pelo Major Rommel Valério Menezes Brito da Silva, conseguimos transferir os dados do trajeto utilizado pelas embarcações de CECMA para o meu GPS. No grupamento, após a instalação do programa do GPS, baixei o trajeto completo e, comparando com as fotografias aéreas, fui locando as referências mais importantes. Interrompi minha labuta apenas para cumprimentar o Gen Bda Lauro Luís Pires da Silva, novo comandante do 2º Gpt E, que estava recebendo a apresentação de seus comandados. O General Lauro é um velho amigo do tempo em que éramos instrutores do Centro de Preparação dos Oficiais da Reserva (CPOR/PA).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;- 2º Gpt E&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;“Narrar a história da Engenharia Militar na Amazônia é falar do 2º GECnst, com sede em Manaus/AM e suas Unidades de Engenharia de Construção, pois as duas histórias estão amalgamadas pelos objetivos de seu idealizador, o General-de-Exército Rodrigo Octávio Jordão Ramos, que já nos idos de 1970 vislumbrava a importância fundamental de uma infra-estrutura viária para o desenvolvimento da Amazônia. A Engenharia Militar tem como missão de promover meios para a defesa da região e, ao mesmo tempo, sua integração estratégica à vida brasileira. Desta forma, a engenharia militar aplica, diuturna e permanentemente, a sua peculiar dualidade: adestrar sua tropa operacional e tecnicamente, e, simultaneamente, cooperar com os programas de desenvolvimento regional. As grandes distâncias, as dificuldades do apoio logístico, a impenetrabilidade da floresta, as características fisiográficas do terreno e o vulto das operações são desafios vencidos ombro-a-ombro, com a determinação e a perseverança peculiares do soldado-engenheiro. Desde que iniciou suas atividades até os dias atuais, um grande acervo de obras e realizações se alinha entre as missões cumpridas pela Engenharia Verde-Oliva, destacando-se a construção de 90% das estradas federais existentes na Amazônia, a implantação de aeródromos, portos fluviais e construção de aquartelamentos. Além da execução de tão importantes trabalhos, a Engenharia Militar busca soluções tecnológicas para ultrapassar as dificuldades impostas pelas condições locais, participa ativamente da qualificação de jovens que prestam o Serviço Militar, facilitando sua reinserção no mercado de trabalho e coopera com o desenvolvimento das comunidades, visando o uso sustentável dos recursos locais e o fortalecimento da região onde atua, o que resulta em maior benefício social e segurança para a população&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;”. (Seção de Comunicação Social do 2º Gpt E)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;- Passagem de comando do 2º Gpt E (18/12/2009)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 21.3pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Meu amigo e parceiro de jornada, Coronel André Flávio Teixeira, chegou à tarde e o acomodamos no alojamento de oficiais superiores do Grupamento. O 2º Gpt E realizou, às 19h30min, a solenidade de Passagem de Comando do Coronel Carlos Alberto Borges Teixeira para o General-de-Brigada Lauro Luís Pires Da Silva. O General Lauro servia no Departamento Geral de Pessoal em Brasília/DF. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Tive a grata oportunidade de encontrar, neste dia, dois grandes amigos: o General Lauro e o General José Cláudio Fróes de Moraes. A expedição pelo rio Negro dava sinal, desde o início, de que as coisas transcorreriam de acordo com o planejado e com as bênçãos do Grande Arquiteto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5090082007423231558?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5090082007423231558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5090082007423231558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5090082007423231558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5090082007423231558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/partida-para-o-rio-negro.html' title='Partida para o Rio Negro'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-8112088989179847080</id><published>2009-12-16T00:46:00.004-02:00</published><updated>2009-12-16T00:48:48.725-02:00</updated><title type='text'>Na rota do rio Negro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Porto alegre, RS, 16 de dezembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias,&lt;br /&gt;mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito,&lt;br /&gt;que nem gozam muito, nem sofrem muito,&lt;br /&gt;porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.&lt;br /&gt;(Theodore Roosevelt)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Planejamento, treinamento, reveses, sucessos, um ano atípico, de condições climáticas extremamente adversas, tornaram difícil a preparação física para esta fase que considero a mais complexa de nosso grande ‘Projeto Aventura Desafiando o Rio-mar’. Buscamos inspiração nos heróicos desbravadores do passado, energia nas entranhas de cada célula de nosso corpo e tenacidade em nossa alma inquieta. Hoje, quarta-feira, estou partindo para o Amazonas. Na bagagem, além do material de acampamento, saúde, higiene, sensoriamento remoto, uma ansiedade me acompanhará, certamente, remada a remada até o momento em que aportar na praia do 2° Grupamento de Engenharia em Manaus no final de janeiro. Transcrevo, abaixo, o texto de meu caro amigo o Coronel Soriano, de quem sou profundo admirador, que ilustra a capa de meu projeto de livro. É pena que as nossas atuais instituições de ensino não sejam capazes de, como ele, ter a capacidade de aquilatar a real importância e a grandeza do Projeto Rio-Mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Coronel Manoel Soriano Neto - Historiador Militar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Coronel Hiram Reis e Silva, brilhante Oficial de Engenharia do Exército, Professor do Colégio Militar de Porto Alegre, é possuidor de muitas e invejáveis titulações civis e militares. Em seu apostolado cívico em prol da Amazônia, contabiliza vários trabalhos escritos, a par de inúmeras palestras proferidas, etc. Entretanto, ele se fará conhecido, historicamente, pela concretização do Projeto-Aventura “Desafiando o Rio-Mar”. E este precioso livro traz a lume o que foi tal aventura, desde o rigoroso treinamento no lago Guaíba, até o hercúleo desafio em arrostar mais de 1700 km (!) do rio Solimões e seus afluentes, de Tabatinga a Manaus, em caiaque, e por quase dois meses. Este fantástico documento é uma verdadeira joia histórica, pois riquíssimo em valiosos ensinamentos. Ao perlustrarmos as suas páginas, somos conduzidos para a fruição de uma empolgante travessia, não em águas procelosas como as singradas, a remo, pelo autor, mas em um rio sereno, de encantadoras narrativas acerca de aspectos fisiográficos, sociais e humanos, referentes a “brasis ainda sem Brasil”. Tal como Orellana e Pedro Teixeira, no heroico pretérito, o Cel Hiram, pela epopeia há pouco realizada, acaba de consagrar, galhardamente, o seu ilustre nome em nossa historiografia, “ad perpetuam rei memoriam”. Mas a obra não trata apenas da descrição do memorável percurso aquático, eis que relevantes questões históricas (“Pirara”, Reservas Indígenas, etc) são muito bem abordadas no memorial, como um brado de alerta à cobiça de Nações hegemônicas sobre a nossa Amazônia. Aduza-se, por derradeiro, que as belezas e lições entesouradas neste livro têm, outrossim, o condão de robustecer, de forma superlativa, o sentimento de brasilidade, o apreço à nossa Soberania e a relembrança de nossos avoengos portugueses - “De nada a forte gente se temia” -, mote que se adapta, perfeitamente, à saga tão bem narrada, prenhe de audácia e coragem... Que o excepcional lavor deste belo historial, de forte conteúdo cívico-patriótico, da fecunda produção literária do bravo e renomado escritor, Cel Hiram, sirva de luzeiro àqueles que amam, de fato, a Terra em que nasceram, na inspiração do poeta-soldado Luiz Vaz de Camões: “Não me mandas contar estranha História. Mas mandas-me louvar dos meus a glória.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Investidores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, nosso estreito convés levará a bordo dezenas de parceiros que, apaixonadamente, investiram no projeto viabilizando-o. Partimos sem qualquer tipo de apoio de instituições públicas ou privadas, com olhos críticos de um naturalista, mas, sobretudo, com a visão de um patriota que, ao contrário dos viajantes estrangeiros do passado, sabe reconhecer e respeitar as belezas da cultura nativa. Caros ‘amigos investidores’ tenham certeza que meus olhos serão os seus olhos que conosco se maravilharão com as belas praias de águas douradas do Negro e suas paisagens exuberantes. Cada remada, cada contração de minhas fibras musculares estará acompanhada de mais de uma centena de outros braços. Meu encantamento com a história, lendas e costumes será o ‘nosso’ encantamento.&lt;br /&gt;Que o G:.A:.D:.U:. (Grande Arquiteto do Universo) vos abençoe, ilumine e guarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhKJ4_doUI/AAAAAAAAElo/4-bqmTJx35I/s1600-h/221.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 272px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhKJ4_doUI/AAAAAAAAElo/4-bqmTJx35I/s400/221.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415660085690868034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-8112088989179847080?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/8112088989179847080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=8112088989179847080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8112088989179847080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8112088989179847080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/na-rota-do-rio-negro.html' title='Na rota do rio Negro'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhKJ4_doUI/AAAAAAAAElo/4-bqmTJx35I/s72-c/221.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1602527859122764728</id><published>2009-12-16T00:16:00.006-02:00</published><updated>2009-12-16T00:26:42.311-02:00</updated><title type='text'>Travessia das lagoas litorâneas: Cidreira/Tramandaí</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:8pt;"  &gt;ameaçando um casco acorrentando.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:8pt;"  &gt;Quero respirar, no último momento,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:8pt;"  &gt;a esperança diluindo-se em espumas,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:8pt;"  &gt;espumas desmanchando-se em esperanças ...”.&lt;br /&gt;(Arita D. Pettená)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;font-family:arial;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-style: italic;font-size:8pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Depois do revés sofrido na Lagoa dos Patos resolvi mudar de ares e fui para o litoral continuar meu treinamento. Não desisti da Travessia para Rio Grande e pretendo executá-la futuramente com o apoio do Coronel da Polícia Militar Sérgio Pastl, experiente velejador, apaixonado pela Lagoa e conhecedor de seus mistérios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Domingo, 29 de novembro de 2009, amanheceu com céu de brigadeiro. Sem nuvens e ventos do quadrante Este de 4 a 5 nós. Era um convite irrecusável, havia programada a travessia pelas lagoas litorâneas de Cidreira a Tramandaí na terça-feira que, segundo a previsão meteorológica, seria o dia ideal. Havia marcado os acessos aos canais no GPS transferindo os dados colhidos no Google Earth.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt; - Lagoa da Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Parti da Lagoa da Fortaleza, às 11h30min, como estava sem leme controlei a direção do caiaque com o corpo, inclinando-o lateralmente para compensar o vento e as ondas de través. Rumei direto para o canal que a une à Lagoa Manoel Nunes onde existe uma represa construída pela Corsan, que impede o acesso dos peixes que demandam do Rio Tramandaí, um verdadeiro crime ambiental. A montante da represa o movimento intenso do cardume próximo à superfície anunciava que a cheia tinha permitido o acesso das tainhas à Lagoa da Fortaleza. Um trio de colhereiros cor-de-rosa acompanhavam inquietos meu deslocamento, mais adiante tarrãs, uma formidável maguari, marrecas piadeiras e pés-vermelhos levantaram vôo anunciando ruidosamente minha passagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt;- Laguna Manoel Nunes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Era interessante navegar no canal. A correnteza e a altura das águas contrastavam com a navegação que eu fizera, no mesmo local, no inverno, quando tive de tracionar o caiaque, a mão, puxando os juncos ou arrastando-o na foz rasa e assoreada do canal. A pequena Laguna Manoel Nunes está quase que totalmente tomada pelas algas o que certamente impede ou pelo menos dificulta o uso de redes de pesca e espinhéis pelos adeptos da pesca predatória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt;- Laguna do Gentil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Seguindo a orientação do GPS acessei, sem dificuldades, a estreita entrada do canal do Gentil, totalmente camuflado pelos juncos. Logo em seguida, num pequeno barranco, avistei três colhereiros, talvez os mesmos que vira anteriormente, acompanhados, desta feita, de marrecas piadeiras e um solitário quero-quero. Acostei numa margem, inundada pelas cheias, espantando um cardume de tainhas que descansavam nas águas mornas e rasas e retirei a máquina fotográfica para fotografar o bando. Mais adiante, um bosque a oeste, mostrava as cicatrizes dos ventos fortes que haviam assolado o litoral recentemente. A grande figueira, ao sul, havia resistido heroicamente e se mantido de pé, mas despojada de seus frondosos galhos, a esguia palmeira teve seu tronco quebrado ao meio e as árvores da primeira linha fora arrancada e expunha funebremente suas raízes retorcidas. As areias brancas e os bosques próximos ao sinuoso canal compõem o quadro magnífico deste belo canal. A Laguna do Gentil mostra ao longe raras edificações na sua margem. Aportei, me hidratei e verifiquei o GPS confirmando o alinhamento, que já conhecia, de uma grande antena que sinalizava a entrada do próximo canal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-style: italic;font-size:12pt;" &gt;- Lagoa da Custódia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;A entrada do largo Canal estava perfeitamente sinalizada pela cor amarelada dos juncos que tinham sido arrancados pelo tornado. Cruzei com sisudos pescadores que pilotavam um pequeno barco e logo depois com outros, junto a uma grande e mal conservada ponte de madeira que tarrafeavam sem sucesso. As águas haviam coberto as praias de areias brancas foz do canal. A Lagoa da Custódia estava totalmente tomada de construções nas suas margens Este e Nordeste. Calibrei o GPS e identifiquei meu último ponto de ataque, o Canal Tramandaí.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Lagoa do Armazém&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;Diferente dos demais, as margens do canal estavam tomadas por construções, a visão, antes agradável e bucólica, fora substituída pela poluição, mau cheiro, e o descaso com o meio ambiente daqueles que moravam às suas margens. Na foz, avistei, a cidade de Tramandaí. Remei rápido na direção apontada pelo fiel GPS. Por mais de uma vez o remo cravou no leito assoreado da Lagoa e, depois, do rio. Foram cinco horas de navegação, a maior parte dela por belos e agradáveis recantos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-style: italic;font-size:11pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhD_ED_AZI/AAAAAAAAElI/X2GY0ZeP2xQ/s1600-h/220.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 315px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhD_ED_AZI/AAAAAAAAElI/X2GY0ZeP2xQ/s400/220.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415653302614294930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-style: italic;font-size:10pt;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhEcElmigI/AAAAAAAAElQ/WSMvx4aBxVo/s1600-h/lagoas.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhEcElmigI/AAAAAAAAElQ/WSMvx4aBxVo/s400/lagoas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415653800971504130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1602527859122764728?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1602527859122764728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1602527859122764728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1602527859122764728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1602527859122764728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/travessia-das-lagoas-litoraneas.html' title='Travessia das lagoas litorâneas: Cidreira/Tramandaí'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SyhD_ED_AZI/AAAAAAAAElI/X2GY0ZeP2xQ/s72-c/220.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3256933566868006852</id><published>2009-12-16T00:02:00.007-02:00</published><updated>2009-12-16T00:13:18.372-02:00</updated><title type='text'>Fracasso anunciado nas Desertas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: right;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;color:black;" &gt;Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 26 de Novembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: right;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: right;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style=";font-size:12pt;color:black;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- Treinamento para Travessia da ‘Lagoa dos Patos’&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Às duas horas e trinta minutos, de 25 de Novembro, iniciei, na Praia da Pedreira - Parque Itapuã, a planejada ‘&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Travessia da Lagoa dos Patos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;’, com destino a Rio Grande. Como a enseada se mostrasse tranquila e sem ondas, decidi rumar direto para o Farol de Itapuã. Tão logo me afastei da praia, fui surpreendido pela força dos ventos do quadrante Norte até então barrados pelo Morro da Fortaleza. Alterei a rota de modo a contornar cada uma das enseadas. Sob o manto da escuridão me espreitavam as pedras submersas e, por mais de uma vez, o convés sofreu com o impacto das rochas. Era difícil distinguir as praias de areia dos calhaus. O vento formava ondas que vinha de todos os lados e, com a visão dificultada pela escuridão, resolvi aportar na Praia do Sítio que fica a uns seiscentos metros a Este do Farol. Passei por ela sem avistá-la, cheguei próximo ao Farol, retornei novamente e nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt; - Praia do Sítio e Farol de Itapuã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Em 1845, com a chegada dos Imperialistas à região, os Farrapos afundaram seus brigues ‘Bento Gonçalves’ e ‘20 de Setembro’ entre a Praia do Sítio e o local onde se encontra hoje o Farol de Itapuã. Aportei no Farol de Itapuã às três horas e quinze minutos. Aguardei quase três horas o sol sair e os ventos diminuírem para transpor os umbrais da Lagoa dos Patos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- Pedra da Argola&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Às seis horas, logo depois de passar o Farol, avistei a Pedra da Argola. A enorme argola, de uns cinquenta centímetros, fixada às rochas com chumbo derretido (chumbada), fazia parte de um sistema que visava facilitar a entrada no Guaíba quando soprava o vento Norte. As embarcações faziam uso das argolas para, tracionadas através de cabos, vencer a Ponta onde se localiza, hoje, o Farol de Itapuã. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- Praia do Tigre e Praia de Fora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Contornei a Ponta de Itapuã e, ao alterar o rumo pra Este, novamente o vento forte se fez presente desta vez diretamente de proa. Passei pela Praia do Tigre e logo, em seguida, pela interminável Praia de Fora. Os dezesseis quilômetros que me separavam até a Ponta das Desertas não me permitiam visualizá-la. Não havia avistado viva alma desde que partira da Pedreira, apenas um grande cargueiro entrando no Guaíba, próximo ao Farol, dava o sinal da presença humana até ali. A solidão me encantava. Os cágados, tomando banho de sol, impressionavam pela quantidade. O número, certamente, era justificado pela ausência de seu maior predador natural o ‘&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teiú&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;’, que barbaramente violenta os ninhos desses quelônios e come seus ovos. Devem ter uma boa visão, pois quando me aproximava dos bandos, remando, a uns trezentos metros de distância eles mergulhavam afoitamente nas águas da Lagoa. As tainhas davam um espetáculo a parte, o número era impressionante. A área protegida, do Parque, lhes servia de abrigo e parece que elas tinham consciência disso. A água, às vezes, parecia ferver, tal o tamanho do cardume. Uma ou outra saltava na vertical, coisa que eu ainda não tinha visto, projetando seu belo e esguio corpo prateado sobre a linha do horizonte. Remei três horas e meia até o último renque de árvores localizado a pouco mais de um quilômetro da Ponta das Desertas. Descansei meia hora, me hidratei e alimentei, telefonei para os familiares e a Equipe de Coordenação formada pelo Coronel PM Sérgio Pastl (Diretor de Ensino da Brigada Militar e experiente velejador), o Coronel Leonardo Roberto C. Araujo (Chefe da Seção de Comunicação Social do Colégio Militar de Porto Alegre - CMPA) a professora Silvana Schuller Pineda (Clube de História do CMPA) e a amiga Rosângela Maria de Vargas Schardosim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- O caiaque oceânico ‘Cabo Horn’ e a Travessia das Desertas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Os ventos continuavam muito fortes vindos do quadrante Este, meu destino. Resolvi tentar a travessia e parti às dez horas. A margem do lado oposto não podia ser avistada e tive de me guiar pelo GPS. Havia marcado um ponto diretamente a Leste para diminuir a rota, vinte quilômetros. Em condições normais levaria em torno de quase três horas para percorrer tal percurso. As ondas de metro e meio e o vento de proa freavam meu deslocamento, mas, mais uma vez, o caiaque de Opium se portava galhardamente. Carregado ele se tornara mais estável ainda e eu jogava o corpo para trás para evitar que enterrasse a proa nas grandes ondas. Tinha de manter a concentração na navegação, pois uma enterrada de remo um movimento inadequado poderia virá-lo. Como não avistava a margem oposta, vez por outra, tinha de me guiar pelo GPS e constatava que ia, inadvertidamente, ziguezaguendo, aumentando ainda mais o percurso. Às onze horas confirmei, pelo GPS, que havia navegado apenas 4 quilômetros e meio. Cheguei a conclusão de que não teria condições físicas de manter aquele ritmo e a concentração durante outras três horas e meia e, se o conseguisse, estaria me sujeitando a enfrentar uma possível e indesejada mudança do tempo no meio da Travessia. Resolvi abortar a missão e retornar à minha última parada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- Montando acampamento nas Desertas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Aproveitei, na volta, o vento de popa e as ondas, surfando. Foi um deslocamento bem mais rápido. Escolhi um lugar entre as árvores, protegido por pequenos montes de areia, protegido do vento e iniciei a limpeza da área e a montagem da barraca. Lavei a roupa e a estendi nos galhos, reparei o convés do caiaque das avarias que sofrera com Fita Crepe. Estava cansado, frustrado. Era a segunda vez que enfrentara condições adversas extremas em meus deslocamentos e a primeira que tivera que abortar. Tinha decidido descansar e, no dia seguinte, no momento em que o vento diminuísse, tentar novamente a Travessia. Saí para observar o local, inúmeros biguás e cágados infestavam as praias e o vento continuava castigando impiedosamente. Retornei à barraca, montei o colchão de ar, e depois de me hidratar e comer massa crua, descansei um pouco. Recebi informação da Equipe de Coordenação que a previsão para o dia seguinte era de trovoadas e ventos mais fortes ainda e fui orientado a abortar a Travessia. O Cel PM Pastl providenciou uma equipe de resgate formada pelo 1º Sgt QPM1 - João Batista Prates Pedroso, do Departamento de Ensino, e do Sd QPM2 - Evertom Haupenthal, da Escola de Bombeiros. Desmontei o acampamento e remei mais de onze quilômetros até o local onde se encontrava a viatura da PM.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- Fracasso anunciado nas Desertas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A Travessia, no seu planejamento original, contava com a presença e apoio, diretamente de bordo, de nosso caro amigo o Cel PM Pastl e seu veleiro. Teríamos o conforto de sua embarcação nos locais de parada sem a necessidade de montar acampamentos. Por problemas de saúde com familiar ele não pode nos acompanhar, mas continuou se preocupando em fazer contato com todos os elementos que, de uma forma ou de outra, poderiam nos apoiar ao longo da rota. O sinal tinha sido claro. A missão deveria ser efetivada em outra ocasião. O enfrentamento recente com vento de cento e dez quilômetros por hora no Guaíba tinha sido outro sinal. Por teimosia, talvez, e outras condicionantes escolares, alheias à nossa vontade, tínhamos de tentar. Ano que vem pretendemos tentar novamente e continuaremos tentando até conseguir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- E-mail do velejador Pastl&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;“&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...) desde 1992 tenho usufruído de vivências na Lagoa dos Patos, e muitas vezes ela me vence.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Já fui náufrago nela, veranista, feliz barqueiro a diesel, feliz velejador, passei a noite de 30 de dezembro de 2006 encalhado no Banco do Vitoriano, com a Aninha e os guris. Terrível. Sofri um rebojo em 2006 (...). Ainda noutra quebrou o mastro, sorte que a dois quilômetros de São Lourenço do Sul. Noutra ocasião quebrei o motor (...) encalhei no Capão Comprido, e quase perdi um cunhado, o Valdir, afogado, que desceu no banco de areia para empurrar. Noutra, quase encalhei no Banco do Bojuru. Confesso que rezei, e cantei salmos, de tão medroso que fiquei. (...) Ainda noutra, passei dois dias encalhado (...) no Cristóvão Pereira. Noutra, 31 de dezembro de 2008, ficamos sem vento no Pontal Santo Antônio, e sem o motor (...). Depois veio um rebojo e entramos ‘voando’ em Tapes. Levamos uma hora somente para amarrar o barco no trapiche. (...) Eu sonho com a Lagoa, penso nela todos os dias, por vezes tenho medo, mas é uma cachaça. Para hoje (25 de novembro), a Marinha expedira ‘Aviso de Mau Tempo’ na Lagoa e área Alfa, vento 7 da ‘Escala Beaufort’. És um bravo. Enfrentaste a Lagoa. Não vamos desistir. Vamos nos fortalecer e voltar. (...) Vamos planejar o combate. Vamos voltar e aproveitar a Lagoa em melhores momentos. Ela é linda. Selva!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;color:black;" &gt;- Escala Beaufort&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O almirante britânico Sir Francis Beaufort (1774-1857) criou uma escala, de 0 a 12, observando as modificações que ocorriam no aspecto do mar, em consequência da ação dos ventos. Algum tempo depois esta tabela foi adaptada para a terra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table style="border: medium none ; width: 507.1pt; border-collapse: collapse;" width="676" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr  style="font-family:arial;"&gt;   &lt;td style="border: 1.5pt double windowtext; padding: 0cm 5.4pt; width: 47.85pt;" width="64"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Força&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: double double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 74.05pt;" width="99"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Designação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: double double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 70.2pt;" width="94"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Velocidade   (Km/h)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: double double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 177.1pt;" width="236"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aspecto do   Mar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: double double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 137.9pt;" width="184"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Influência em   Terra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td  style="border-style: none double double; padding: 0cm 5.4pt; width: 47.85pt;font-family:arial;" width="64"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td  style="border-style: none double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 74.05pt;font-family:arial;" width="99"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;FORTE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td  style="border-style: none double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 70.2pt;font-family:arial;" width="94"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;45 a 54&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td  style="border-style: none double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 177.1pt;font-family:arial;" width="236"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0cm; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mar grosso.   Vagas de até 4,8 m de altura. Espuma branca de arrebentação; o vento arranca   laivos de espuma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none double double none; padding: 0cm 5.4pt; width: 137.9pt;" width="184"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;color:black;"   &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Movem-se as grandes árvores. É difícil andar contra o vento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:9pt;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3256933566868006852?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3256933566868006852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3256933566868006852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3256933566868006852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3256933566868006852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/fracasso-anunciado-nas-desertas_16.html' title='Fracasso anunciado nas Desertas'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-949421230778373716</id><published>2009-12-15T23:57:00.005-02:00</published><updated>2009-12-16T00:00:47.919-02:00</updated><title type='text'>Treinamento para a navegação no Rio Negro/Travessia da Lagoa dos Patos: 25/11 a 30/11 de 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Syg_CATRFgI/AAAAAAAAElA/uruXEc5IZYk/s1600-h/Lagoa+dos+Patos.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 316px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Syg_CATRFgI/AAAAAAAAElA/uruXEc5IZYk/s400/Lagoa+dos+Patos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415647855586121218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="caption"&gt;Saída: Praia da Pedreira - Parque Itapuã (25/11/2009) Horário 03:00 Objetivo 1: coroamento do treinamento para a descida do rio Negro no estado do Amazonas. A Lagoa apresenta dificuldades bem maiores que a dos rios amazônicos com seus ventos, tempestades e falta de correnteza. Objetivo 2: Chegar à Ponta das Desertas ao amanhecer. Neste local temos de navegar 22 quilômetros até a margem oriental da Lagoa dos Patos. Tempo estimado: 03h20min, com vento Leste. Como é o trecho mais perigoso, a chegada ao amanhecer me permitirá escolher o momento mais adequado para a travessia. Partirei direto seguindo o Farol, mantendo a navegação colada à costa, vou entrar na Lagoa e percorrer todo o trajeto da Praia de Fora até seu extremo Oriental. Após a travessia, a parada, para pernoite, prevista é num canal de irrigação onde se avista, pelo Google, algumas construções que, espero, me permitam montar um bom acampamento. Apoio: O apoio da Brigada Militar através do amigo velejador Cel PM Sérgio Pastl e o sensoriamento remoto adaptado pelo irmão maçon Regadas, da Skysulbra, para ser utilizado no caiaque nos dão a segurança de que as medidas tomadas foram as adequadas para nossa jornada. Este ano tivemos nosso treinamento bastante prejudicado pelas chuvas. Se conseguirmos chegar a Rio Grande no período planejado, seis dias, isso demonstrará que apesar da falta de treinamento adequado estamos preparados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-949421230778373716?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/949421230778373716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=949421230778373716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/949421230778373716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/949421230778373716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/12/treinamento-para-navegacao-no-rio.html' title='Treinamento para a navegação no Rio Negro/Travessia da Lagoa dos Patos: 25/11 a 30/11 de 2009'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Syg_CATRFgI/AAAAAAAAElA/uruXEc5IZYk/s72-c/Lagoa+dos+Patos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5162514276187329999</id><published>2009-11-25T15:00:00.024-02:00</published><updated>2009-11-25T15:49:16.029-02:00</updated><title type='text'>Praia da Pedreira: Ponto de partida para a travessia da Lagoa dos Patos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Praia da Pedreira, ponto de partida dessa fase de treinamento para a descida do Rio Negro na Amazônia, é uma das praias do Parque Estadual de Itapuã no Rio Grande do Sul. Localizado a 57 km da capital, o Parque de Itapuã protege a última amostra dos ecossistemas originais da Região Metropolitana de Porto Alegre com campos, matas, dunas, lagoas, praias e morros às margens do lago Guaíba e da laguna dos Patos. Nas suas formações vegetais, ocorrem mais de 300 espécies, destacando-se a figueira, a corticeira-do-banhado, o jerivá, o butiazeiro, além de orquídeas, cactos e bromélias. A Lagoa Negra, com 1750 hectares, é o ponto de parada de aves migratórias, como o trinta-réis e batuíras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Parque Estadual de Itapuã foi criado em 1973 e fechado 18 anos depois, sendo reaberto apenas em abril de 2002. A área de 5,5 mil hectares, onde está localizado o parque foi palco de combates durante a Revolução Farroupilha. Na tentativa de impedir a passagem de navios imperiais vindos do Rio de Janeiro, os farrapos construíram fortes nos morros chamados de Itapuã e de Fortaleza. Em 1836, 32 soldados farrapos morreram no Morro da Fortaleza, vítimas de um ataque imperial. Duas embarcações farroupilhas também estão afundas perto da Praia das Pombas."&lt;br /&gt;Texto publicado em Zero Hora 29/04/2003&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1tWpAadSI/AAAAAAAAEj8/BsGQAoQRiTE/s1600/itapuaPedreira.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 247px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1tWpAadSI/AAAAAAAAEj8/BsGQAoQRiTE/s400/itapuaPedreira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408098963273970978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1tPy-vPZI/AAAAAAAAEj0/PNM7sTrbMok/s1600/itapua3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1tPy-vPZI/AAAAAAAAEj0/PNM7sTrbMok/s400/itapua3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408098845692214674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;                                                   Parque Estadual de Itapuã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=45906537"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5162514276187329999?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5162514276187329999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5162514276187329999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5162514276187329999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5162514276187329999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/praia-da-pedreira-ponto-de-partida-para.html' title='Praia da Pedreira: Ponto de partida para a travessia da Lagoa dos Patos'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1tWpAadSI/AAAAAAAAEj8/BsGQAoQRiTE/s72-c/itapuaPedreira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6729741866454790875</id><published>2009-11-25T11:39:00.022-02:00</published><updated>2009-11-25T14:18:09.814-02:00</updated><title type='text'>Rio Negro/Treinamento:Travessia da Lagoa dos Patos, "Canoagem Radical"</title><content type='html'>&lt;div face="times new roman" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 20 de Novembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Treinamento para Travessia da ‘Lagoa dos Patos’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Continuamos com os treinamentos para a Descida do Rio Negro. O ‘encerramento’ desta vez será a ‘Travessia da Lagoa dos Patos’, com saída na ‘Praia da Pedreira’, madrugada de 25 de Novembro, Parque Itapoã, e chegada, prevista, em Rio Grande no dia 1° de Dezembro. Ontem, a previsão de mau tempo me forçou a navegar costeando a margem esquerda do Guaíba até a frente Sul da ‘Ponta Grossa’. Os fortes ventos de popa na ida e, por incrível que pareça, na volta favoreceram bastante o deslocamento. Acostumado a remar longe das águas de Ipanema e da Vila dos Sargentos, havia esquecido da poluição que infesta aquelas áreas. Às vezes tenho de concordar com os ‘Talibãs Verdes’ de que o homem está se tornando um vírus letal para a Mãe Terra. Hoje, dia da Bandeira, resolvi, contrariando o bom senso, atravessar o Guaíba rumo ao Parque Fazenda Itaponã, meu idílico refúgio. É verdade que o tempo estava perfeito não fosse um pouco de neblina na linha do horizonte. Visitei meu velho amigo, Sr. Américo, e fui passear pelo campo admirando a floração das palmas. Os insetos polinizadores disputavam freneticamente cada flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Abençoados ‘Teiús’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao retornar ao cais, onde havia deixado o caiaque, fui surpreendido com a visão de um enorme ‘teiú’ que ziguezagueava pelo campo procurando ovos de quelônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Teiú (Tupinambis merianae)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: cabeça comprida e mandíbula e maxilar fortes, repletos de pequenos dentes pontiagudos. A língua é cor-de-rosa comprida e bífida. A cauda é longa e arredondada. O dorso apresenta barras negras transversais que se alternam com faixas transversais mais claras, com pontos negros e cinzas. A região ventral é clara, com barras negras transversais irregulares. Maior lagarto do continente, atingindo até um metro e vinte centímetros de comprimento. A cauda chega a medir 60 centímetros. Alimentação: variada, incluindo moluscos e artrópodes, vegetais, frutas, ovos, roedores, aves e anfíbios. Fonte parcial: Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. CEMIG. Editare Editora - 2003.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A língua cor-de-rosa se movimentava sofregamente tentando localizar sua presa. De repente o réptil estancou e, depois de alguns giros sobre o mesmo lugar, iniciou a escavação. O primeiro ovo apareceu logo em seguida e foi de pronto devorado. Quando estava para devorar o quinto ovo, apareceu, não sei de onde, um lagarto bem maior que o primeiro. Alguns giros e demonstrações de hostilidade fizeram o primeiro abandonar o tesouro recém-descoberto. Não sei se por estar saciado ou acovardado perante tamanho adversário. O segundo lagarto continuou a escavação e só se retirou após devorar os oito ovos restantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- A Tormenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O leitor deve estar se perguntando onde está o ‘Radical’ de tudo isso. Às 12h20min iniciei minha viagem de retorno, rumo Nordeste. Após remar vinte minutos alguma coisa ou alguém me fez olhar para o Sul. Um enorme, belo, sinistro e arroxeado cogumelo de tempestade, com belas franjas verticais de brancas nuvens, limitado a Este pelo Farol de Itapoã e a perder de vista a Oeste, surgiu do nada. Resolvi picar a voga achando que seria possível chegar antes dele ao meu destino - a Raia 1, na Pedra Redonda. Pouco depois me virei novamente e o limite Este já era a Ilha do Chico Manoel, a tempestade percorrera 30 quilômetros em menos de vinte minutos. Resolvi aportar na margem direita até que a tempestade passasse, afinal estava a apenas 400 metros de distância e levaria uns cinco minutos para chegar até lá. Quando alterei o rumo, uma visão cinematográfica: a superfície da água, varrida pelos fortes ventos, formava uma cortina branca de uns dez metros de altura e célere se aproximava. A forte rajada quase me arranca o remo das mãos. Tentei alinhar a proa com o vento usando o leme e remando vigorosamente sem conseguir sucesso. Os ventos de 110 Km/h tentavam assumir o comando de meu caiaque, mas, depois de quinze minutos de muito esforço, consegui acostar e navegar por entre os juncos, próximo à margem, refugiado, até achar uma pequena casa de pescador na Ponta da Figueira. O dono da casa, o Sr. Inácio, e seu amigo, o Sr. Áureo, gentilmente me convidaram para entrar e ficamos contando estórias de pescador até o tempo melhorar um pouco. Às duas da tarde, cessada a ventania, me despedi dos novos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O inigualável ‘Cabo Horn’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No Rio Purus, o caiaque duplo, pilotado pelo meu parceiro, estava sendo rebocado por uma embarcação a motor e sofreu sérias avarias. Eu já havia testado o caiaque no Guaíba em circunstâncias similares e o mesmo havia saído incólume do teste. Naquela oportunidade, bastante contrariado, com a possibilidade de nenhum de meus companheiros de viagem conseguir concluir a totalidade do percurso, escrevi um artigo me referindo ao caíque como ‘Frágil’. Hoje, conhecendo todos os fatos, quero me penitenciar junto ao amigo Fábio Paiva, da Opium, fabricante dessa formidável embarcação.Meu parceiro confessou, em Porto Alegre, enquanto aguardávamos uma entrevista com o jornalista Milton Cardoso da Bandeirantes, que, por diversas vezes, ‘esticava as pernas’ de pé dentro do caiaque, evidentemente forçando a estrutura justamente no ponto que mais tarde veio a cisalhar. Sentava no convés, nos locais de parada, carregava o caiaque antes de colocá-lo n’água e, nas aulas que se permitia dar aos filhos dos ribeirinhos, as crianças não tinham o devido cuidado com as embarcações. Como nas provas de equitação, o canoísta e caiaque formam um conjunto harmonioso e perfeito, desde que se respeitem as características de cada um. Já naveguei 15.500 km com o fantástico ‘Cabo Horn’ da Opium e posso dizer que não o trocaria por nenhum outro da sua categoria. A sua estabilidade enfrentando vento de 110 Km/h demonstram, sem sombra de dúvida, sua qualidade inigualável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1FXxjwz_I/AAAAAAAAEhc/UkOp444eIBc/s1600/DSC07338.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1FXxjwz_I/AAAAAAAAEhc/UkOp444eIBc/s400/DSC07338.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408055002284478450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6729741866454790875?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6729741866454790875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6729741866454790875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6729741866454790875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6729741866454790875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/rio-negro-treinamento-travessia-da.html' title='Rio Negro/Treinamento:Travessia da Lagoa dos Patos, &quot;Canoagem Radical&quot;'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1FXxjwz_I/AAAAAAAAEhc/UkOp444eIBc/s72-c/DSC07338.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1184239424153479928</id><published>2009-11-25T11:25:00.014-02:00</published><updated>2009-11-25T14:14:04.533-02:00</updated><title type='text'>Lançamento do Rio-Mar 2ª Fase/Rio Negro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0zMRfjz5I/AAAAAAAAEhE/iEj4Qh5VHE8/s1600/convite+Hiram.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 304px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0zMRfjz5I/AAAAAAAAEhE/iEj4Qh5VHE8/s400/convite+Hiram.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408035013489053586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yg7VVRnI/AAAAAAAAEgc/xePa_th2lhQ/s1600/lan%C3%A7amento+5.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yg7VVRnI/AAAAAAAAEgc/xePa_th2lhQ/s400/lan%C3%A7amento+5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408034268806202994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yLfec82I/AAAAAAAAEgE/jjj-i-OiJ8A/s1600/lan%C3%A7amento+4.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yLfec82I/AAAAAAAAEgE/jjj-i-OiJ8A/s400/lan%C3%A7amento+4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408033900551009122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yLgSv4gI/AAAAAAAAEgM/YcedLLWs40c/s1600/lan%C3%A7amento+3.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yLgSv4gI/AAAAAAAAEgM/YcedLLWs40c/s400/lan%C3%A7amento+3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408033900770353666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0ygoUunNI/AAAAAAAAEgU/bYMccYH8cCs/s1600/lan%C3%A7amento+1.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0ygoUunNI/AAAAAAAAEgU/bYMccYH8cCs/s400/lan%C3%A7amento+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408034263703395538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yqpPBDVI/AAAAAAAAEgs/oYBTIWEhjaE/s1600/lan%C3%A7amento+7.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yqpPBDVI/AAAAAAAAEgs/oYBTIWEhjaE/s400/lan%C3%A7amento+7.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408034435746565458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yqbN_1RI/AAAAAAAAEgk/Gq_cmBjNNDc/s1600/lan%C3%A7amento+6.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0yqbN_1RI/AAAAAAAAEgk/Gq_cmBjNNDc/s400/lan%C3%A7amento+6.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408034431984194834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0y2EA0U8I/AAAAAAAAEg0/LTetEzcOALM/s1600/lan%C3%A7amento+8.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0y2EA0U8I/AAAAAAAAEg0/LTetEzcOALM/s400/lan%C3%A7amento+8.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408034631913329602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0y2WpswUI/AAAAAAAAEg8/6Ds5yMU2sHc/s1600/lan%C3%A7amento+9.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 128px; height: 96px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0y2WpswUI/AAAAAAAAEg8/6Ds5yMU2sHc/s400/lan%C3%A7amento+9.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408034636916638018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0wqHe0CzI/AAAAAAAAEfg/YaqDz4HOc4U/s1600/convite+Hiram.jpg"&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/Silvana/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-1.png" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/Silvana/AppData/Local/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1184239424153479928?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1184239424153479928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1184239424153479928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1184239424153479928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1184239424153479928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/lancamento-do-rio-mar-2-fase.html' title='Lançamento do Rio-Mar 2ª Fase/Rio Negro'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw0zMRfjz5I/AAAAAAAAEhE/iEj4Qh5VHE8/s72-c/convite+Hiram.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1253881273158726273</id><published>2009-11-25T11:22:00.014-02:00</published><updated>2009-11-25T14:11:25.325-02:00</updated><title type='text'>Rio Negro/Treinamento na Lagoa da Fortaleza: "Vendaval na Lagoa da Fortaleza"</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS, 13 de outubro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;O treinamento para a descida do Rio Negro é um eterno aprendizado e, desta vez, a protagonista foi a Lagoa da Fortaleza em Cidreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- El Niño&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O aquecimento das águas do Oceano Pacífico acarreta mudanças significativas nas correntes atmosféricas provocando secas na região norte/nordeste e a ocorrência de intensas chuvas na região sul do país provocando, muitas vezes, catástrofes que assolam impiedosamente a região serrana de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Nas planuras lacustres ao longo do litoral gaúcho, porém, estas mesmas águas trouxeram muita beleza e revitalizaram a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Lagoa da Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na manhã de sábado (10 de outubro de 2009), ventos superiores a 10 nós (18 km/h) encrespavam a superfície da Lagoa da Fortaleza, com ondas de mais de meio metro de altura. O caiaque oceânico mais parecia um potro redomão corcoveando sobre as águas. As ondas revoltas lavavam o convés e tornavam a navegação bem mais emocionante, embora mais lenta. Rumei direto para uma pequena represa construída no canal que une a Lagoa à sua vizinha do norte (Lagoa Manuel Nunes). As águas tinham inundado os campos mais baixos e, quando me aproximei do dique, constatei que a diferença do nível das águas de montante e jusante, que há três meses, era de um metro e oitenta era, agora, de apenas de 25 centímetros. O barranco que dificultava o acesso ao canal simplesmente desaparecera, suas águas estavam niveladas com o campo. A quantidade de aves era impressionante: bandos de marrecas da patagônia (não avistei nenhum macho no bando), marrecas piadeiras (Dendrocygna viduata), caneleiras (Dendrocygna bicolor) e pés vermelho (Amazonetta brasiliensis) que levantaram vôo logo que me avistaram. Apenas um fleumático casal de Tarrãs me observava curioso do alto de um morrote sem esboçar qualquer reação. Pouco antes de me aproximar da represa, um movimento intenso das águas mostrava que os peixes tinham, graças às cheias, conseguido alcançar, finalmente, a Lago da Fortaleza revitalizando-a. A represa, antes da cheia, era uma barreira intransponível para os peixes que migravam desde a barra do rio Tramandaí e conseguiam chegar à Lagoa da Fortaleza depois de passar por quatro lagoas atravessando os seus canais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tarrãs (Chauna Torquata)&lt;/span&gt;: ave da família dos anhimídeos, natural da Argentina, Bolívia e região Sul do Brasil. Medem cerca de 80 cm de comprimento de altura, com uma envergadura de 120 cm e 4,5 Kg de peso. As pernas são vermelha e as plumagens pardo-acinzentadas, pescoço com gola negra e estreito círculo branco. As asas são negras e com uma grande área branca visível durante o vôo. Conhecidas, também, pelos nomes de anhuma-do-pantanal, anhumapoca, anhupoca, chajá, inhumapoca, taã, tachã-do-sul, tajã, xaiá e xajá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; Tirei algumas fotos da represa e cercanias e naveguei para a foz de jusante do canal onde estacionei. A imagem da Lagoa Manuel Nunes era bastante diferente da que eu encontrara meses atrás. Na época, a foz, totalmente assoreada, permitia que se atravessasse o canal a pé com água pelo tornozelo e, hoje, tive de nadar para alcançar a margem. Uma grande cobra d’água lutava contra a correnteza forte do canal tentando alcançar a margem e uma pequena tartaruga e um grande cágado lagarteavam num local protegido dos ventos aproveitando o calor amigo dos raios solares. Encontrei um estranho crânio que resolvi levar para que os professores de biologia do Colégio Militar de Porto Alegre identificassem. A natureza irradiava uma harmonia contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Vendaval na Lagoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na manhã de domingo (11 de outubro de 2009), ventos superiores a 25 nós (45 km/h), encastelavam as águas da Lagoa da Fortaleza, com ondas de mais de um metro de altura. Remei durante algum tempo, mas apesar de manter o remo abaixo da linha dos ombros, procurando evitar a ação dos ventos nas pás do remo, o esforço exigido era muito grande e resolvi realizar, apenas, pequenos percursos próximo à largada. Eu já enfrentara um vendaval semelhante no Guaíba ao retornar do Parque Itaponã. A distância de dez quilômetros que eu vencia com 01h25m em média, sem apresentar qualquer sinal de cansaço precisou de 02h55min para ser vencida e, ao final, eu me encontrava totalmente exausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1253881273158726273?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1253881273158726273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1253881273158726273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1253881273158726273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1253881273158726273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/rio-negro-treinamentovendaval-na-lagoa.html' title='Rio Negro/Treinamento na Lagoa da Fortaleza: &quot;Vendaval na Lagoa da Fortaleza&quot;'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6268898205665987196</id><published>2009-11-25T11:17:00.017-02:00</published><updated>2009-11-25T14:09:28.220-02:00</updated><title type='text'>Rio Negro/Treinamento no Guaíba: "O Guaíba e o Parque Itaponã"</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Cel Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 29 de agosto de 2009&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Parque Fazenda Itaponã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Localizado no Município de Guaíba, há apenas 35 km de Porto Alegre, o parque proporciona a oportunidade de conviver com a natureza em uma área de 35 hectares. Possui um grande bosque de eucaliptos e uma vegetação exuberante composta por coqueiros, eucaliptos, cactos, figueiras, bromélias e mato nativo. As opções de lazer são variadas: restaurante panorâmico, churrasqueiras, praia, trilhas ecológicas, pescaria, passeios a cavalo, quadras de futebol e vôlei, passeios de dindinho, carroça. O privilegiado ponto de parada de minhas incansáveis remadas é de propriedade do amigo Marcelo Fichtner e é administrado pelo seu fiel escudeiro Juarez Boneberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- A lenda do Itaponã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;Karia'y Guatá (homem jovem e valente andarilho)&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;Havia, nos Pampas Gaúchos, lá pelos primórdios das civilizações nômades Guatá, tribos indígenas da ramificação dos pré-Canganges. Eram povos que vagavam pelos campos do sul, por volta dos séculos XVII a XIX, percorrendo caminhos de percursos constantes (Guatahá) sobre os Yvyaty (morros), que compõem o perfil da linha do horizonte que vemos ao observarmos do sul até o sudoeste do Parque. Esses morros são conhecidos, desde aquela época, como Morros da Guarita, por serem os pontos mais altos da região. Um Karia'y guerreiro indígena, sempre quando passava pelo Morro da Guarita, parava e fitava ao longe, em direção nordeste, onde o céu se debruça sobre a terra e deixa uma semente como marca de seu amor. Eram pontos claros e escuros, ao longe, que não conseguia definir claramente por entre a Yvyatãty (neblina). Isto acontecia sempre à época em que a tribo cruzava pelo local. Era em tempos de frio, quando vinha do sul em busca de campos mais quentes. Uma certa vez, quando sobrava o gelado vento Minuano, vindo das Cordilheiras, conseguiu ver aqueles pontos claros, quase brancos (Puí). Eram pedras (Itá), com certas manchas pretas (Hú) por entre elas, que mais pareciam silhuetas femininas. Por sua Angerú (ânsia, desejo), aguçada curiosidade e descontrole de sua tribo, conseguiu descer em busca daquele pedaço do "céu na terra". E se foi! Quanto mais se aproximava, mais seu coração batia, pois, independentemente da aventura ao desconhecido, as imagens com contornos suaves lhe secavam a saliva da boca. Espreitando por entre Yvyra'í (arbustos) de camboins e aspargos, foi se aproximando. Foi quando percebeu que aquela ligação entre o céu e a terra era uma ponta (ponã) de pedras que se pronunciava às águas - Itaponã. Mas, e as silhuetas com formas e sensações suaves que até lhe pareciam movimentar-se ao ritmo das brumas, onde estavam? Sentou-se às pedras tentando decifrar as imagens que não lhe saíam da mente. Uma brisa começou a balançar os Amarilios (Sarandis) com formas rítmicas que pareciam dançar ao som do suave vento. Seus sonhos se diluíram como as brumas ao luar ao perceber a realidade. Então se curvou, foi se acostando às pedras como quem vai esperar. Talvez...Itá Tenimbé! (das pedras fez seu leito!). Ficou muito solitário e de lá nunca mais saiu, pois as imagens que em seus sonhos pairavam eram tão fortes que não conseguia perdê-las em sua mente. Eram muito vivas. Eram de sua Kuñá. Hoje, nas noites de tempestades, ouve-se Jahe'osoró - os lamentos do jovem guerreiro como Yvypora (habitante fantasma da Terra) na espera de sua Kuñá (mulher). Nas noites de lua cheia e águas límpidas ele aparece em forma de Piraitá (peixe-pedra, Cascudo) a deslizar sobre a ponta das pedras. Se olharmos do Morro da Guarita para o Itaponã, nas noites de lua nova, vamos vê-lo descendo do céu para as pedras para sua Jeheká (rebusca da vida) Kuñá! Em certos documentos investigados, há referências a um pequeno grupo que se dirigiu para uma elevação próxima à área, ali se instalaram à espera de que um dia o jovem guerreiro retornasse. Faziam Jahe'opapá (composições poéticas consagradas ao luto) em sua homenagem. Até hoje ainda é encontrado Itaguypé (fragamentos de vasilhas de barro) no Monte Arqueológico, provavelmente do grupo de Karia'y Guatá. Ao percorrermos esse Monte durante o dia, sentimos fluidos de energias com sensação de paz e de equilíbrio. E na noite?&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt; (http://www.itapona.com.br/)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O Maguari&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Garça Maguari (Ardea cocoi):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;é a maior das garças brasileiras podendo atingir um metro e oitenta centímetros de envergadura. Fora do período reprodutivo, vive solitária e, mesmo nessa época, a maioria mantém-se isolada durante a alimentação. O vôo, em linha reta, com o pescoço e as pernas totalmente esticados, é ritmado com lentas batidas de asas. Pousa nas margens dos rios, lagoas e banhados, oculta pela vegetação, onde captura peixes e anfíbios. Nidifica na parte superior das árvores mais altas e os ovos são chocados e cuidados pelo casal. A plumagem apresenta um contraste do branco do pescoço com o dorso acinzentado e as laterais escuras do ventre. Possui uma listra negra da parte inferior do pescoço, bem como no alto da cabeça. Ao redor dos olhos possui uma coloração azulada e o bico é amarelo. (Pantanal - Guia de Aves - Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN - Sesc)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Durante o voo, o maguari e alguns outros pernaltas esticam o pescoço em linha reta. As grandes garças, ao contrário, inclinam o longo pescoço para trás numa belíssima curva, de maneira que a cabeça fica bem próxima das espáduas". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Theodore Roosevelt)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha guardado na memória o texto de Roosevelt desde que li, pela primeira vez, seu livro ‘Nas selvas do Brasil’ em que ele descreve os passos da Expedição Científica Roosevelt-Rondon, em 1913. O objetivo da expedição, era navegar e mapear o rio da Dúvida, além de coletar exemplares de mamíferos e aves para enriquecer o acervo do Museu Americano de História Natural. Observador arguto, Roosevelt, fez a citação acima que até então eu tinha tido a oportunidade de confirmar ao avistar os maguaris que se afastavam lentamente quando me aproximava de caiaque. Semana passada, navegando pelo irmão Guaíba, fui surpreendido, quando o atravessava, na altura do canal, entre a ponta da figueira e a vila dos sargentos, com a visão de um enorme maguari voando com o pescoço encurvado como o fazem as demais garças. Acho que ao realizar longos percursos a ave usa o confortável recurso de dobrar o pescoço. O fato é que a afirmação de Roosevelt e a de revistas e sites especializados, que eu tomara como absolutamente verdadeira, fora desmentida numa bela manhã de agosto pelo magnífico e solitário pássaro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6268898205665987196?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6268898205665987196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6268898205665987196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6268898205665987196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6268898205665987196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/rio-negro-treinamento-guaiba-e-itapona.html' title='Rio Negro/Treinamento no Guaíba: &quot;O Guaíba e o Parque Itaponã&quot;'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-962720813393558405</id><published>2009-11-25T11:11:00.022-02:00</published><updated>2009-11-25T14:01:54.391-02:00</updated><title type='text'>Rio Negro/Treinamento no Guaíba: "O Guaíba e a Terceira Margem"</title><content type='html'>&lt;div face="times new roman" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Cel Hiram Reis e Silva, 10 de Agosto de 2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;Irmão Guaíba, navegando por tuas águas, afasto-me do mundo real e mergulho na tua essência mística, deixo o limitado pragmatismo de lado e penetro na tua fluidez infinita. Meu nível de consciência se altera, afastando de mim o cotidiano insano e permito que tuas ondas me conduzam a uma nova realidade materializada pelas tuas cálidas ondas que me arrastam. Uma estranha solidão invade meu íntimo e a onírica experiência faz com que assumas uma nova forma de vida. De repente, se estabelece uma relação única entre nós e, tu e eu, somos um só. Sinto como se regredíssemos ao útero da mãe Terra, um morno e profundo silêncio nos envolve e ao longe avistamos, por trás da bruma que se desfaz - a Terceira Margem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;- Irmão Rio&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Os gananciosos empresários e políticos que desconhecem teu encanto, tua serenidade e visam tão somente interesses econômicos estão preocupados em alterar tua classificação para te corromper e te agredir ainda mais através da especulação imobiliária. Somente aqueles que te trazem no coração, que te consideram uma obra do Grande Arquiteto do Universo - um santuário, somente aqueles que compreendem tua história e teu destino são capazes de vislumbrar as maquiavélicas intenções destes vendilhões que mercadejam vilmente procurando abalar as colunas do teu sagrado templo. Comento, com alguns diletos amigos, que não treino no Guaíba, mas que treino contigo, Guaíba. Com o passar do tempo, fui te conhecendo, amando e respeitando cada vez mais. Foste meu Mestre Amado nas horas difíceis em que eu tentava, com dificuldade, não naufragar na depressão e no desalento. (...) Nas tuas águas, afogo meus desesperares, meus desencantos, meus desamores. No aconchegante embalo de tuas ondas, encontrei forças para perseverar e enfrentar minhas angústias e meu desânimo. Tua imensidão me abraça e conforta, tuas tranquilas águas me acalmam. Tua suave brisa insufla nos meus pulmões a mais bela e pura energia e me aproxima, cada vez mais, da Terceira Margem. Tuas águas revoltas mostram a rota da humildade que devo seguir e a névoa que te cobre nas manhãs de inverno trazem sinais de esperança nos horizontes que aos poucos se revelam. Sinto tua falta como do ar que penetra em meus pulmões e oxigena meu sangue. Nas inúmeras rotas em que me acompanhaste, foste um fiel e silente parceiro. A afinidade que nos irmana dispensa palavras, não precisa, absolutamente, delas. Aprendi contigo a interpretar os sinais da natureza, a me deixar levar pelos ventos e pelas ondas, a mergulhar na tua memória ancestral e dela recolher fragmentos da sabedoria dos tempos. Tuas belas ilhas e praias estarão sempre registradas na minha retina, os momentos de puro êxtase que, juntos, experimentamos permanecerão gravados eternamente na minha memória. Só aqueles que trazem na alma o amor pela natureza talvez entendam o sentimento que me invade, quando navego pelas tuas águas infindas. Sejam capazes de entender a estranha energia que me invade e revigora e a sensação mágica que toma conta de minha alma como se eu estivesse entrando, sozinho, em um recinto misterioso e sagrado. Que Deus não permita que os vendilhões triunfem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;- Rio Negro &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;O treinamento para o Rio Negro continua e depois dele outros virão. Os obstáculos, me ensinaste, existem apenas para aumentar nossa determinação e vontade de prosseguir. Parar, um dia sim, talvez, mas só quando meus braços não conseguirem empunhar o remo e manter a voga. O Negro tem a magia das suas águas pretas, das suas praias de brancura imaculada e natureza exuberante, mas nenhum outro se igualará, jamais, a você meu Amigo e Irmão Guaíba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-962720813393558405?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/962720813393558405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=962720813393558405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/962720813393558405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/962720813393558405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/rio-negro-treinamentoguaiba.html' title='Rio Negro/Treinamento no Guaíba: &quot;O Guaíba e a Terceira Margem&quot;'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5973380139351715404</id><published>2009-11-25T11:03:00.014-02:00</published><updated>2009-11-25T13:55:27.195-02:00</updated><title type='text'>Rio Negro/Treinamento na Lagoa da Fortaleza: "Ode à Maguari - Réquiem à Lagoa da Fortaleza"</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS, 03 de Julho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;- Treinamento para o Rio Negro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo os rigores do inverno devem impedir ou prejudicar o treinamento para meu novo desafio, a Descida do Rio Negro (1.100 Km) em Dezembro, de Cucuí a Manaus, de caiaque. Minhas raias tem se alternado, regularmente, entre as águas do Rio Guaíba e das Lagoas litorâneas. A terça-feira (28 de julho) amanheceu ensolarada, esperei até as 11h00 para que a temperatura se tornasse mais amena antes de iniciar a navegação na Lagoa da Fortaleza, em Cidreira. Seria apenas um treinamento curto tendo em vista que as previsões meteorológicas previam tempo ruim na parte da tarde. A velocidade do vento oscilava entre 2 e 3 nós e as ondas entre 20 e 40 centímetros, tudo indicava que seria mais um habitual dia de treinamento. A lagoa e as paisagens no seu entorno eram minhas velhas conhecidas e, em consequência, o percurso não prometia grandes novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;- Ode à Maguari&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Eu havia decidido iniciar minha rota contornando o perímetro da Lagoa remando há uns 50 metros da margem rumo norte. Depois de remar por 15 minutos passou, a poucos metros sobre mim, uma enorme Garça Real, também conhecida como Garça Moura ou ‘Maguari’. Diferente dos demais pássaros que se afastam repentinamente, quando se aproximavam do caiaque, ela não alterou seu curso e foi pousar tranquilamente dentro d’água próxima à margem de onde ficou me observando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Garça Maguari (Ardea cocoi)&lt;/span&gt;: é a maior das garças brasileiras podendo atingir 1,80 de envergadura. Fora do período reprodutivo vive solitária, e mesmo nessa época, a maioria mantém-se isolada durante a alimentação. O vôo, em linha reta, com o pescoço e as pernas totalmente esticados, é ritmado com lentas batidas de asas. Pousa nas margens dos rios, lagoas e banhados, oculta pela vegetação, onde captura peixes e anfíbios. Nidifica na parte superior das árvores mais altas e os ovos são chocados e cuidados pelo casal. A plumagem apresenta um contraste do branco do pescoço com o dorso acinzentado e as laterais escuras do ventre. Possui uma listra negra da parte inferior do pescoço, bem como no alto da cabeça. Ao redor dos olhos possui uma coloração azulada e o bico é amarelo. (Pantanal - Guia de Aves - Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei minha jornada e fui surpreendido novamente, quando a ‘Maguari’ passou desta vez pela proa do caiaque, virando sua cabeça, me observando-me, indo pousar logo adiante de onde permanecia me avaliando. A cena se repetiu diversas vezes e, em uma das oportunidades, ela pousou nas areias da praia de uma pequena enseada e de lá acompanhou, de modo a não me perder de vista, a passos largos, a minha movimentação. Quando aportei, depois de remar uma hora, ela se afastou desaparecendo ao longe por trás das dunas imaculadas. Fiz um tour pela área admirando a vegetação e identificando os vestígios de capivaras e ratões do banhado que ainda habitam a região protegidos, que são, pelos zelosos e conscientes fazendeiros locais. Não esperava mais rever minha estranha amiga, mas, alguns minutos depois de iniciar meu retorno, a ‘Maguari’ cruzou novamente pela proa do caiaque há uns 10 metros de distância de maneira que pude identificar até a cor de seus olhos. Ela continuou a me acompanhar até o sítio de onde iniciara seu périplo. O que era para ser mais um rotineiro dia de treinamento se transformou numa experiência mágica em que dois seres, tão distintos, tiveram seus destinos cruzados, ainda que momentaneamente, pelas mãos do Grande Arquiteto do Universo. Foi um dia muito especial. Guardarei com carinho a cor daqueles brilhantes olhos da amiga ‘Maguari’ me fitando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;- Réquiem à Lagoa da Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo foi perfeito. Verificando as águas rasas junto às margens não havia qualquer sinal de vida aquática. Nem mesmo os famosos pequenos peixes ‘barrigudinhos’ que infestam qualquer pequena lâmina d’água. Lembro de minha adolescência quando se capturavam, nas suas águas, lambaris, tainhas, peixes-rei e mesmo siris.Iniciei, há uns vinte anos, minhas navegações pela Lagoa de Cidreira (Fortaleza) e desde então observo, constrito, a vida a se esvair de suas águas. A CORSAN, há anos, represou as águas da Lagoa de Cidreira para captação de suas águas para o consumo humano. Os peixes que migravam desde o mar pelo rio Tramandaí e pelos canais que o unem a lagoa Custódia e outras três até a Lagoa da Fortaleza foram impedidos de fazê-lo. A diferença dos níveis das águas, que na estiagem pode atingir dois metros, no dique, impedem tainhas, peixes-reis, dentre outros, de alcançar as águas da Fortaleza. Não houve, na época da construção da represa, a preocupação de construir um acesso aos peixes para que isso não acontecesse. É interessante verificar que os ecologistas gaúchos que se preocupam e se mobilizam com desmandos tão distantes de suas plagas não se interessem pelas ações inconsequentes que são perpetradas debaixo de suas ventas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5973380139351715404?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5973380139351715404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5973380139351715404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5973380139351715404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5973380139351715404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/rio-negro.html' title='Rio Negro/Treinamento na Lagoa da Fortaleza: &quot;Ode à Maguari - Réquiem à Lagoa da Fortaleza&quot;'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6033680718126831990</id><published>2009-11-25T10:58:00.038-02:00</published><updated>2009-11-25T13:51:18.980-02:00</updated><title type='text'>Rio Negro /Treinamento no Guaíba: "O Minuano e o Rio-Mar"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 25 de Julho de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;- Vento minuano&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;Aqueles que não tem suas origens nos pampas definem o minuano como um vento frio de origem polar, de orientação sudoeste, que assola as terras gaúchas e a região sul de Santa Catarina após a passagem das frentes frias de outono e inverno. Para o guasca que brotou do ventre da Pampa, que traz nas veias o sangue heróico dos maragatos, que ainda ouve o eco dos clarins farroupilhas, que traz na memória a imagem de Sepé Tiarajú morrendo de lança em punho, o minuano é muito mais do que um vento. O minuano que canta e geme pelas coxilhas do gauchismo enaltece nossa nacionalidade, nossas tradições e nos faz recordar das grandezas do passado. Ao mesmo tempo que gela as campinas e avenidas aquece os corações gaúchos com as mais belas reminiscências.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;- Treinamento com o Minuano&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;Continuamos treinando no Rio Guaíba e numa nova raia, alternativa dos feriados, da lagoa da Fortaleza (Cidreira) até a do Armazém (Tramandaí). Remar no inverno suportando as baixas temperaturas, o minuano, os densos nevoeiros é um desafio bastante grande. É necessário ter uma disciplina férrea e não se deixar esmorecer. Quando minha vontade titubeia, eu a reforço relembrando a tenacidade e a força de vontade de um ícone da nacionalidade brasileira que é Rondon. A sua tempera, sua determinação, me fazem esquecer os obstáculos e manter a rota. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6033680718126831990?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6033680718126831990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6033680718126831990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6033680718126831990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6033680718126831990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/11/rio-negro-treinamento-o-minuano.html' title='Rio Negro /Treinamento no Guaíba: &quot;O Minuano e o Rio-Mar&quot;'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3874827101419098098</id><published>2009-02-01T10:01:00.002-02:00</published><updated>2009-02-01T10:04:36.513-02:00</updated><title type='text'>Golfinhos da Amazônia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!” (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva – Manaus (30 de Janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Introdução&lt;br /&gt;Durante nossa viagem pelo Solimões, fizemos várias referências a esses seres fantásticos e carismáticos que são os golfinhos de rio: o boto e o tucuxi. Considerados os animais aquáticos mais inteligentes da Amazônia, despertaram a curiosidade e a imaginação das populações ribeirinhas desde que travaram seu primeiro contato com os humanos. Com a indicação e contatos feitos pela pesquisadora Vera F. da Silva, obtivemos a colaboração da equipe do IDSM e a oportunidade de, durante 10 dias, observar o trabalho de pesquisadores e desfrutar das belezas naturais da paradisíaca Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDS Mamirauá). A doutora Vera é especialista em mamíferos aquáticos amazônicos, bióloga, pesquisadora e chefe do laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), tem mais de 25 anos de experiência com golfinhos Amazônicos e coordena o Projeto Boto na RDS Mamirauá há 15 anos. Dia 29 de janeiro fomos até o INPA agradecer à amiga Vera sua colaboração e, na oportunidade, ela nos presenteou com um livro de sua autoria ‘Golfinhos da Amazônia’. Em agradecimento à querida amiga e em reconhecimento a estas criaturas fantásticas que tivemos a oportunidade de conhecer, escrevemos o presente artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lenda do Boto (Altino Berthier Brasil)&lt;br /&gt;“Conta a lenda que o boto encontrado nos rios da Amazônia, se transforma em um belo e elegante rapaz durante a noite, quando sai das águas à conquista das moças. Elas não resistem à sua beleza e simpatia e caem de amores por ele. O Boto também é considerado protetor das mulheres, pois quando ocorre algum naufrágio em uma embarcação em que o boto esteja por perto, ele salva a vida delas, empurrando-as para as margens dos rios. As mulheres são conquistadas pelo boto quando vão tomar banho ou mesmo nas festas realizadas nas cidades ribeirinhas. Os Botos vão aos bailes e dançam alegremente com elas, que logo se envolvem com seus galanteios e não desconfiam de nada. Apaixonam-se e engravidam deste rapaz. É por esta razão que ao Boto é atribuída a paternidade de todos os filhos de mães solteiras. Reza a lenda que o boto costuma perseguir as mulheres que viajam pelos rios e inúmeros igarapés; às vezes, tenta virar a canoa em que elas se encontram e suas investidas contra a embarcação se acentuam quando percebem que há mulheres menstruadas ou mesmo grávidas. Esse particular é curioso, e devemos observar que, em relação à mulher menstruada, há uma série de alusões e tabus, que realmente servem de vetor para certas atitudes e crenças populares. Algumas pessoas confessaram temer viajar nos pequenos ‘cascos’ ou ‘montarias’, quando nelas está uma mulher ‘incomodada’. O boto é o grande encantado dos rios, que se transformando num guapo rapaz, todo vestido de branco e portando um chapéu - para esconder o furo no alto da cabeça, por onde respira - percorre as vilas e povoados ribeirinhos, freqüenta as festas e seduz as moças, quase sempre as engravidando. Há, inclusive, estórias em que a moça é fecundada durante o sono... Para se livrarem da ‘influência’ do bicho, os caboclos vão buscar ajuda na magia, apelando para os curandeiros e pajés. O primeiro, com suas rezas e benzeduras exorciza a vítima, e o segundo ‘chupa’ o feto do ventre da infeliz. É esse Don Juan caboclo, o sedutor das matas, o pai de todos os filhos cuja paternidade é ‘desconhecida’, que deu origem a deliciosa expressão regionalista: ‘Foi o boto, sinhá!’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boto Vermelho (Inia geoffrensis)&lt;br /&gt;A maioria dos especialistas defende a tese de que os seus ancestrais penetraram na Bacia Amazônica pelo Pacífico nos tempos da Pangea. Hoje sua distribuição se verifica na maioria dos rios do norte da América do Sul, em uma área de 5 milhões de km².Os machos chegam a atingir 2,55 metros e pesar 185 quilos, enquanto as fêmeas 2,15 metros e 150 quilos. Diferente de seus parceiros marinhos, possui um corpo robusto; em contrapartida, por não possuir as vértebras cervicais fusionadas, é capaz de movimentar a cabeça em todas as direções, possuindo também uma flexibilidade muito grande que lhe permite manobrar, com facilidade, entre as raízes e galhos dos igapós. O nascimento, na Amazônia Brasileira, após um período de gestação de aproximadamente 11 meses, ocorre no período da vazante, agosto e setembro, quando há abundância de peixes. Os filhotes nascem sem dentes, com uma média de 90 cm e 13 quilos, e são amamentados durante mais de dois anos. O boto é um exímio nadador e sua velocidade de deslocamento normal é de 1,5 a 3,2 km/h chegando em alguns casos a atingir de 14 a 22 km/h. Por mais de uma vez fomos acompanhados por estes animais magníficos e medimos velocidades que variaram de 12 a 15 km/h. O boto é um animal predominantemente solitário, anda aos pares e mais raramente em grupos de mais de dois indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tucuxi (Sotalia fluviatilis)&lt;br /&gt;Com o nome vulgar herdado dos índios Mayanas (tucuchi-una), o tucuxi é uma miniatura do golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) com um comprimento médio de 1,46 cm e peso médio de 50 quilos. O tucuxi é endêmico da bacia Amazônica e sua distribuição é limitada, ao contrário dos botos, pelas corredeiras de alguns dos principais afluentes do Amazonas, como o Negro (cachoeira de São Gabriel), o Madeira (cachoeira Teotônio) e o Xingú (cachoeira de Belo Monte). O nascimento ocorre após um período de gestação de aproximadamente 10 meses, no período da vazante na Amazônia Central, entre outubro e novembro, e os filhotes nascem com uma média de 77 cm e 11 quilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Associações&lt;br /&gt;Embora não interajam de forma direta, os grupos se aproximam, em decorrência da busca por alimentos.  Foram observados grupos de tucuxis repelindo botos e, também, um tucuxi adulto brincando com um filhote de boto. Muitas vezes, tucuxis e gaivotas se alimentam na mesma região, embora não haja competição entre eles, já que as gaivotas comem peixes bem menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rio-Mar e os golfinhos&lt;br /&gt;Nossas experiências com os golfinhos na descida do Solimões foram marcantes. Eles sempre apareceram para nos encantar, sinalizar ou apontar o local mais adequado que deveríamos seguir. Apesar de termos nossa malhadeira (rede) ‘roubada’ por um boto nas proximidades do flutuante Cauaçú, guardaremos com carinho a visão destes mamíferos aquáticos que tantas lendas despertam no imaginário popular dos ribeirinhos da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3874827101419098098?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3874827101419098098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3874827101419098098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3874827101419098098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3874827101419098098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/02/golfinhos-da-amazonia.html' title='Golfinhos da Amazônia'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1306133613770434350</id><published>2009-01-28T13:45:00.010-02:00</published><updated>2009-01-30T23:47:39.079-02:00</updated><title type='text'>A chegada em Manaus (26 de janeiro de 2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford) &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOoUzAPpmI/AAAAAAAADSc/FAdvILBZBBE/s1600-h/manaus_023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297262661959919202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOoUzAPpmI/AAAAAAAADSc/FAdvILBZBBE/s200/manaus_023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Manaus, AM, 26 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;- Véspera&lt;br /&gt;A noite de domingo foi longa e insone. A um passo da conquista de um objetivo planejado e perseguido incansavelmente por dois anos, minha mente repassava, inconscientemente, como num filme, todas as alegrias e todos os obstáculos que tivemos que ultrapassar para chegar até aqui. A alegria de sentir o apoio e o envolvimento irrestrito de amigos e familiares, o incentivo por parte de cada um que tomando conhecimento de nosso desafio se tornou um aliado, um combatente de primeira linha. Foi uma &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOllugZl1I/AAAAAAAADR8/evCMpWcrMD8/s1600-h/manaus_024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297259654275503954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOllugZl1I/AAAAAAAADR8/evCMpWcrMD8/s200/manaus_024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;verdadeira expedição que desceu o Solimões de carona nos nossos sonhos. Amigos de todos os rincões, amigos virtuais, amigos que comungam por uma causa maior: a da brasilidade e da soberania Amazônica. A cada um de vocês que de alguma maneira tornou possível a concretização de ‘nosso mais belo e arrojado ideal’, o nosso profundo agradecimento. Certamente vosso apoio encontrará eco nos labirintos das eras passadas, de ilustres heróis como Pedro Teixeira, Plácido de Castro, Cabralzinho, Euclides da Cunha e tantos outros que lutaram para ampliar nossas fronteiras tão comprometidas, nos dias de hoje, por ações de mal-informados dirigentes que tomam decisões que afetam todos cidadãos brasileiros.&lt;br /&gt;- Largada para Manaus &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOmuk71sII/AAAAAAAADSM/_ez2JoVgBs0/s1600-h/manaus_025.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297260905836687490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOmuk71sII/AAAAAAAADSM/_ez2JoVgBs0/s200/manaus_025.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Partimos por volta das 07:00 horas, pois não havia necessidade de sair mais cedo; a hora prevista para chegada no 2º Grupamento de Engenharia de Construção (2º Gpt E), em Manaus, era por volta das 14:00 horas. Remei lentamente, procurando curtir cada segundo, gravando cada imagem captada pela minha retina, cada som que percutia nos meus tímpanos. As palafitas, as pequenas ‘montarias’ manobradas com invulgar destreza pelos ribeirinhos, as terras caídas, as ilhas que andam, os pássaros... tudo tinha um nostálgico sabor de despedida.&lt;br /&gt;- Furo Paracaúba&lt;br /&gt;O ‘furo’ ou ‘paraná Paracaúba’ que liga o Solimões ao Rio Negro permite que &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOnvtP3GcI/AAAAAAAADSU/DNeuEGGmXKg/s1600-h/manaus_027.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297262024759646658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOnvtP3GcI/AAAAAAAADSU/DNeuEGGmXKg/s200/manaus_027.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;se acesse o rio mais à montante de sua foz, economizando tempo e energia. O ‘Paracaúba’ não é nem sombra do que era nos idos de 1940 a 1950, período em que os navegantes, cautelosamente, escolhiam o melhor momento para abordá-lo contornando seus perigosos rebojos. Fizemos uma longa parada na margem do Rio Negro, aguardando o tempo melhorar. O conserto do caiaque pilotado pelo Romeu, em Manacapuru, foi muito mal feito e eu temia que algum esforço maior pudesse comprometer sua estrutura. A tempestade sobre a cidade de Manaus gerava fortes ondas e o horizonte, à leste, prenunciava tempo bom; resolvi aguardar até que o rio ficasse mais calmo. &lt;br /&gt;- Último lance&lt;br /&gt;O rio se transformou em um lago. Fizemos mais uma parada, pois eu procurava ajustar a chegada para a hora marcada, 14:00 horas. Iniciando a travessia do rio, busquei me aproximar da margem esquerda para me afastar do canal; a correnteza do Negro era fraca, tendo em vista a cheia do Solimões, mas existia. Diminuí o ritmo, tendo consciência de que chegaríamos, com isso, depois da hora marcada.&lt;br /&gt;Parei numa rampa próxima à Ponte do Rio Negro aguardando o Romeu, que apre&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOpW7D5GPI/AAAAAAAADSk/aCaGUK6_T40/s1600-h/manaus_020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297263797994068210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOpW7D5GPI/AAAAAAAADSk/aCaGUK6_T40/s200/manaus_020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sentava visíveis sinais de cansaço. Passamos a ponte e, mais uma vez, o GPS apontava para um ponto bastante distante do nosso destino. Passamos por diversos estaleiros e balsas que transportavam veículos de Iranduba para Manaus e vice-versa, quando, no meio daquele caos, avistei alguns soldados trabalhando na contenção de talude e, logo depois, um toldo com outros militares e repórteres que nos aguardavam.&lt;br /&gt;- Missão cumprida&lt;br /&gt;O Major Maier, Oficial de Relações Públicas do 2º GECnst, havia preparado um aparato formidável para nos receber. Ainda na praia, agradecemos a gentileza da recepção e concedemos algumas entrevistas aos diversos jornalistas que nos aguardavam.&lt;br /&gt;Missão cumprida! &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOp90oKqmI/AAAAAAAADSs/4CJo0Evb-9Y/s1600-h/manaus_022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297264466282064482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOp90oKqmI/AAAAAAAADSs/4CJo0Evb-9Y/s200/manaus_022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297265517668379234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOq7BWMqmI/AAAAAAAADS0/k9ahGAOZFk8/s200/manaus_019.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297266948379863714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOsOTKZaqI/AAAAAAAADS8/ecUIejsoktQ/s400/manaus_049.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1306133613770434350?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1306133613770434350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1306133613770434350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1306133613770434350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1306133613770434350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/chegada-em-manaus-26-de-janeiro-de-2009.html' title='A chegada em Manaus (26 de janeiro de 2009)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SYOoUzAPpmI/AAAAAAAADSc/FAdvILBZBBE/s72-c/manaus_023.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2359009522970762880</id><published>2009-01-26T01:44:00.006-02:00</published><updated>2009-01-28T14:24:38.662-02:00</updated><title type='text'>Manacapuru/Iranduba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Iranduba, AM, 25 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ‘Inconstância Tumultuária’&lt;br /&gt;Gostaríamos de voltar a tratar da dinâmica do Rio-Mar, fazendo menção a alguns tópicos do livro ‘Manacapuru e sua História’, do senhor ‘Josué Ferreira Ruis’ dono do Hotel ‘Boa Vida’ onde ficamos hospedados em Manacapuru e tivemos o privilégio de conhecer.&lt;br /&gt;Ilha de Manacapuru: ficava em frente à cidade e desapareceu, totalmente, na década de 60. Vinte anos depois o rio iniciou sua reconstrução com uma grande praia e hoje é conhecida pelo nome de Ilha de Santo Antônio.&lt;br /&gt;Ilha de Pirapitinga: situava-se na foz do rio do mesmo nome e com o tempo foi levada pela força das águas.&lt;br /&gt;Ilha da Conceição: localizava-se próxima à Colônia Bela Vista e em dois anos foi removida pelo rio-mar.&lt;br /&gt;Ilha do Barroso: era uma grande ilha de mais ou menos 5 por 6 quilômetros e, na década de 50, por ocasião das vazantes, a distância entre a ilha e a costa de Bela Vista era tal que permitia que as lavadeiras de ambas as margens conversassem entre si enquanto lavavam as roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ciclo da Juta e Malva&lt;br /&gt;Na nossa estada em Manacapuru, tivemos a oportunidade de visitar as instalações da ‘Companhia Têxtil Castanhal’ que classifica e enfarda a juta recebida dos produtores para encaminhar, posteriormente, para industrialização. A gerente, senhora Patrícia, nos relatou alguns fatos interessantes que vamos procurar reproduzir. A Juta e a Malva são plantadas nas várzeas na época das vazantes e colhidas na época das cheias. A juta pode ser colhida após 3 meses de plantio e a malva depois de 4 meses o que permite duas safras ao ano. Embora durante aproximadamente dez anos o ciclo da Juta e da Malva tenha coexistido com o da Borracha, foi com a queda do comércio da borracha, em 1957, que este ciclo ganhou força se tornando a principal economia da região de Manacapuru. Desde 1988, porém, que, sem políticas governamentais em nível federal e estadual adequadas, sua comercialização entrou em franco declínio. A semente, antes entregue pela Companhia aos produtores cadastrados e que era paga pelo produtor com parte de sua produção, passou a ser feita pelo governo. A ‘bolsa semente’, como as demais bolsas governamentais, se presta à corrupção graças à falta de controle, permitindo que as sementes sejam vendidas por funcionários corruptos a atravessadores que repassam o produto aos ribeirinhos por preços aviltantes. Achamos que a criação de cooperativas com maquinário adequado para a retirada da fibra seria uma medida mais adequada que a ‘bolsa esmola semente’, permitindo não só um aumento significativo na produção, mas também na qualidade do produto. Em nível federal deveria ser sancionada uma lei que determinasse o emprego obrigatório de sacos de fibra vegetal na embalagem de determinadas sementes, assim como existe para o café exportado, que estaria muito mais de acordo com o desenvolvimento sustentável, diferentemente dos produtos que se encontra no mercado atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Iranduba&lt;br /&gt;Ligamos para o 190 e nossos amigos policiais prontamente nos atenderam e nos levaram até o ‘Paraíso D’Angelo’ onde estava o caiaque. Passamos bom tempo conversando com o mestre D’Angelo e retardamos a saída para não perder a oportunidade de ouvir nosso dileto e sábio amigo. Vamos sentir saudade do ‘homem de branco’ de Manacapuru que passeia pela sua propriedade com a serenidade de um ‘Anjo no Paraíso’. Partimos bem depois das 8 horas, sem pressa, já que o deslocamento era bastante curto. O Lago Miriti com suas águas tranqüilas e limpas nos encantou e dele partimos rumo a Iranduba. Depois de menos de 4 horas de navegação, sem paradas, enfrentando mau tempo durante boa parte do percurso chegamos ao flutuante do senhor Zé Cipó onde se encontrava o caiaque do Romeu. O Romeu estava me aguardando já há algum tempo, porque normalmente saio muito cedo, mas a companhia do mestre D’angelo me fez alterar a rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Iranduba&lt;br /&gt;Os policiais já estavam alertados sobre todo o apoio a ser prestado e nos levaram à ‘Pousada Santa Rita’ administrado pela senhora Terezinha da Silva Cunha Crisóstomo. A limpeza das instalações e a cortesia de seus proprietários nos impressionaram muito favoravelmente e o fato de encontrarmos outra grande ‘coincidência’ na nossa viajem nos convenceu que o Grande Arquiteto vem trabalhando do nosso lado nos apontando o rumo a ser seguido. Mais uma coincidência Amazônica: a dona Terezinha é viúva do senhor José Silvestre do Nascimento e Souza, um dos maiores nomes da ‘Ciranda’ do estado do Amazonas, cujo nome já tinha sido mencionado em Manacapuru onde organizou a primeira Ciranda no Colégio Nossa Senhora de Nazaré. Fizemos contato com o Secretário do Turismo e Meio Ambiente para contatarmos elementos da prefeitura para nos mostrar a cidade e principalmente o sítio das ‘Terras Pretas Indígenas’. A Polícia Militar nos levou, depois do banho, até o ‘Restaurante Sertanejo do Paraíba’ onde já nos esperava o pessoal de Comunicação do município. O senhor José Raimundo, conhecido como ‘J. Rai’, nos fez um interessante relato sobre a história da cidade e, depois do almoço, acompanhados do senhor Levenilson Mendonça da Silva, o ‘lei’, fomos até o sítio onde estão fazendo as escavações arqueológicas.&lt;br /&gt;O ‘Restaurante Sertanejo do Paraíba’ foi colocado, pela prefeitura, à nossa disposição e como fica afastado da cidade pedimos apoio da PM local para chegar até ele. Infelizmente, mais uma vez, a velocidade da internet local não permitiu que fizéssemos o upload das imagens que fizemos desde Anori. Entrevistamos o senhor José Raimundo, o ‘J. Rai’, que gravou um relato sobre a cidade e o senhor Levenilson sobre as ‘terras pretas indígenas’ de Iranduba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/2325JaneiroManacapuruIranduba?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBZ-42bcsE/AAAAAAAADOI/Pop20P0CU0A/s160-c/2325JaneiroManacapuruIranduba.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/2325JaneiroManacapuruIranduba?feat=embedwebsite"&gt;23-25 Janeiro: Manacapuru/Iranduba&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2359009522970762880?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2359009522970762880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2359009522970762880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2359009522970762880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2359009522970762880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/manacapuruiranduba.html' title='Manacapuru/Iranduba'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBZ-42bcsE/AAAAAAAADOI/Pop20P0CU0A/s72-c/2325JaneiroManacapuruIranduba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4926624980253708745</id><published>2009-01-26T01:31:00.010-02:00</published><updated>2009-01-28T14:22:08.520-02:00</updated><title type='text'>Anamã/Manacapuru</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Iranduba, AM, 24 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anamã&lt;br /&gt;Conseguimos contato com os familiares e a equipe de apoio apenas pela internet. Infelizmente, a forte chuva que se abateu sobre Anamã impediu que tirássemos mais fotos das belas casas de madeira e dos quiosques do braço do Anamã. Fui dormir cedo, pois a jornada de 108 quilômetros do dia seguinte, ia exigir muito esforço. No lago Guaíba e Lagoa dos Patos, já havíamos enfrentado um desafio, o desafio ‘Rosa Mística’, de 90 quilômetros que exigira 13 horas e meia de pura navegação com algumas paradas de descanso, numa jornada que iniciou à 03h15min da madrugada e se prolongou até às 21h45min. Diferente do Lago e da Lagoa aqui contávamos com uma valiosa aliada que era a correnteza do Rio Solimões, mas, mesmo assim, era uma longa e demorada travessia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Manacapuru&lt;br /&gt;Acordei às 04h30min e me preparei para o maior desafio físico do Projeto Rio-Mar. O silêncio das ruas só era quebrado pelo som das vassouras empunhadas pelos garis na sua labuta diária para manter a cidade limpa. Com a colaboração da nossa valorosa Polícia Militar, mais uma vez, preparamos o caiaque à desafiadora jornada. Partimos às 05h15min, enfrentando uma pequena correnteza contra nosso deslocamento, mantendo uma média de 6 km/h durante os 30 minutos que levamos para atingir a foz do Anamã. Nesta época do ano, as águas barrentas do Solimões invadem o braço do Amanã represando suas águas pretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Solimões sem paradas&lt;br /&gt;Logo que iniciei meu deslocamento no Solimões, um forte vento de proa prenunciou as dificuldades que eu iria enfrentar. O vento forte durou aproximadamente 2 horas, diminuindo a velocidade e, como o tempo estivesse muito carregado, decidi, por segurança, não aportar nas margens para me alimentar ou hidratar. Sempre que sentia necessidade de hidratação fazia-o no meio do rio, sem perder tempo e energia tendo de remar até a margem. A tática deu certo e, apesar de enfrentar ainda por duas vezes ventos adversos, cheguei à Manacapuru às 14h15min com exatas 9 horas, praticamente ininterruptas, de remo. Embora tivesse passado todo este tempo sentado na mesma posição, não tive dificuldade em me locomover, quando pus os pés na ‘Terra Preta’ do porto de Manacapuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Manacapuru&lt;br /&gt;Manacapuru é uma palavra de origem indígena derivada das expressões Manacá e Puru. Manacá (Brunfelsia hospeana) é uma planta que significa, em tupi, Flor. Puru, da mesma origem, quer dizer enfeitado, matizado. Logo, Manacapuru quer dizer ‘Flor Matizada’. A história da Cidade está vinculada à aldeia dos Índios Mura. A cidade está assentada na margem esquerda do Rio Solimões. A sede municipal está localizada na margem esquerda do Rio Solimões, na confluência com o Rio Manacapuru. A população de 73.304 habitantes, segundo o Censo de 2000, traz consigo a beleza, a determinação e a bravura dos índios Muras, descendentes das tribos Tupi. Fundadores, juntamente com os portugueses, do povoado de Manacapuru, lutaram com os cabanos em meados do século 19. Manacapuru se destaca como o primeiro município, no Amazonas, a ter um Sistema Municipal de Unidade de Conservação - a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piranha, além da Área de Proteção Ambiental do Miriti e os Lagos de Manutenção do Paru e Calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Polícia Militar (PM) e Prefeitura Solidárias&lt;br /&gt;Pedi a um cidadão que acionasse o 190 de seu celular, chamando novamente os amigos da PM. O caiaque e o material foram transportados para o Batalhão da PM, onde tomei um banho e nos deslocamos até a Prefeitura Municipal para conseguirmos um alojamento onde foi providenciado o Hotel Boa Vida. Em seguida, fomos levados à presença do Secretário de Turismo e Meio ambiente que fez uma preleção sobre a cidade e nos colocou à disposição sua secretária Zilmara Moreira de Holanda e a diretora de eventos senhora Mara Regina Marques de Oliveira. Mais tarde, por uma dessas amazônicas coincidências, descobrimos que a Zilmara era cunhada do prefeito de Anamã, cuja residência e filhos tínhamos fotografado, quando lá estivéramos, e que a Mara era aparentada do escritor Jones Cunha que nos presenteara com seu livro em Jutica. Fiquei sabendo que o Romeu e a Maria Helena já haviam consertado o caiaque, avariado no rio Purus, e estavam em Iranduba me aguardando. Informei-lhes que seguiria o cronograma planejado tendo em vista o muito a ser visto em Manacapuru. A data prevista para chegar a Manaus era segunda-feira às 14h00min e não antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amigas Maras&lt;br /&gt;Acordei cedo, comprei uns salgados na panificadora Esmeralda para o desjejum, dei um pulo até a lan house onde verifiquei que a velocidade era lenta demais para o upload das fotos. Fui até a igreja Matriz Nossa Senhora de Nazaré para umas fotos e, em seguida, pedi apoio da PM para um giro pela cidade com apoio das minhas amigas ‘Maras-Vilhas’. A Zilmara me encaminhou até o gabinete da diretora de eventos, Mara, que conseguiu amavelmente material sobre a cidade e seu principal evento cultural, as cirandas. Nos três dias que passeamos pela cidade e seus principais pontos turísticos, tive a atenção despertada pelo seu principal evento cultural que é o ‘Festival das Cirandas’, pela ‘Casa da Restauração’ e do Complexo Turístico ‘Paraíso D’Angelo’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Festival das Cirandas&lt;br /&gt;A Ciranda é uma dança em que os participantes, de mãos dadas, imitam o ondulado suave das ondas do mar. ‘A ciranda de origem portuguesa, é dançada em rodas, (...) música e letra são originalmente portuguesas, embora já totalmente abrasileiradas. Existe uma versão infantil, que lhe é anterior, a cirandinha (...) que atravessou séculos sem alterações, como costuma acontecer com as brincadeiras infantis. ’ A ciranda chegou no Brasil Colônia pelas praias pernambucanas. A Ciranda nordestina foi incorporada às manifestações culturais do Amazonas, no final do século XIX, pelo pernambucano, chamado Antônio Felício, inicialmente na cidade de Tefé. No início da década de 80, o senhor José Silvestre do Nascimento e Souza e a professora Perpétuo Socorro, organizaram a primeira Ciranda no Colégio Nossa Senhora de Nazaré. Com o passar dos anos, a tímida manifestação local ganhou notoriedade no cenário folclórico regional e nacional e, em virtude disso, foi criado, em 1997, o Parque do Ingá, destinado exclusivamente às cirandas. A criação do anfiteatro com capacidade para vinte mil pessoas precipitou a idealização de um festival próprio, dirigido unicamente à apresentação das Cirandas. No mesmo ano da criação do Parque do Ingá, foi realizado o primeiro Festival de Cirandas de Manacapuru, contando com as Cirandas: Flor Matizada, Tradicional e Guerreiros Mura, sendo então estabelecida uma data fixa para a realização do mesmo: o último final de semana do mês de agosto, sendo destinada uma noite para a apresentação de cada ciranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Casa da Restauração&lt;br /&gt;A curiosa denominação prende-se ao fato de que seus proprietários, de origem lusitana, desejavam prestar uma homenagem à restauração na nação portuguesa que ficara sob jugo espanhol durante 60 anos. A Restauração foi, sem dúvida, a mais importante casa de comércio da região e não se tratava apenas de uma loja, mas de uma casa de aviamentos fornecendo mercadorias para os caboclos em troca de produtos naturais que eram a base da economia naquela época. O prédio, hoje, totalmente recuperado é uma parada obrigatória para aqueles que desejam conhecer um pouco da história da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Paraíso D’Angelo&lt;br /&gt;Dentre as várias opções de ecoturismo, ou locais agradáveis que visitamos, uma sobretudo se destaca que é o ‘Complexo Turístico Paraíso D’Angelo’. Às margens do belo lago do Miriti, com uma infra-estrutura que inclui hotel, restaurante, cabanas, tobo-água, dentre outras, chama a atenção pela serenidade de cada um de seus integrantes a começar pelo amigo Ângelo. Conversar com o senhor Ângelo João Saraiva, que se caracteriza como um italiano-cearense-amazonense, é um privilégio. Por isso fizemos questão de fazer a entrevista para a televisão local nas suas instalações e partir para Iranduba também de seu paraíso. Os entalhes do hotel ‘Itaceam’, artista plástico o bom gosto da decoração do restaurante são realmente encantadores e em cada um destes lugares a marca D’Angelo está presente. O filho da amiga Mara passeou conosco no caiaque pelo lago Miriti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poluição&lt;br /&gt;A cidade que se diz voltada para o meio-ambiente tem uma grande mácula no centro de sua cidade que é a Serraria Porto das Madeiras na frente do Hotel Boa Vida onde ficamos hospedados. A poluição física e sonora não combina com a bela cidade de Manacapuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conclusão&lt;br /&gt;A receptividade, por parte dos amigos de Manacapuru, foi fantástica. Guardaremos com carinho cada momento passado ao seu lado e, quem sabe, retornemos no último fim de semana de agosto para o Festival de Cirandas. Nosso muito obrigado ao Secretário e às amigas Mara e Zilmara, da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente do município, aos membros do Batalhão da Polícia Militar, em especial aos policiais Matos e Farissa, nossos anjos da guarda, ao senhor D’Angelo, seu filho e demais funcionários do Paraíso D’Angelo’, aos proprietários do Hotel Boa Vida e seus colaboradores e a todos aqueles com quem, de uma forma ou outra, tivemos a oportunidade de travar contato na cidade de Manacapuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1922JaneiroAnamaManacapuru?authkey=32Rp-LTnMxM&amp;amp;feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh4.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBYlBeseoE/AAAAAAAADLg/KzvcZ_RhYHo/s160-c/1922JaneiroAnamaManacapuru.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1922JaneiroAnamaManacapuru?authkey=32Rp-LTnMxM&amp;amp;feat=embedwebsite"&gt;19-22 Janeiro: Anamã/ Manacapuru&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4926624980253708745?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4926624980253708745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4926624980253708745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4926624980253708745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4926624980253708745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/anammanacapuru.html' title='Anamã/Manacapuru'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBYlBeseoE/AAAAAAAADLg/KzvcZ_RhYHo/s72-c/1922JaneiroAnamaManacapuru.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2872939066741662476</id><published>2009-01-26T00:48:00.007-02:00</published><updated>2009-01-26T01:04:25.954-02:00</updated><title type='text'>Mensagem do Gen Elieser Girão Monteiro Filho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Meu amigo e irmão Coronel Hiram,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Tenho a certeza de que a grandeza de seu desafio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;é proporcional ao ser humano que você representa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Espero que Deus continue lhe abençoando sempre.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;TFASEEEEEEEEEEELLLLLLVA&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;ELIESER GIRÃO MONTEIRO FILHO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2872939066741662476?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2872939066741662476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2872939066741662476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2872939066741662476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2872939066741662476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/mensagem-do-gen-elieser-giro-monteiro.html' title='Mensagem do Gen Elieser Girão Monteiro Filho'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3972475153515079393</id><published>2009-01-26T00:18:00.020-02:00</published><updated>2009-01-26T01:03:38.810-02:00</updated><title type='text'>Mensagem do General Vasconcellos, Gen Bda Cmt 10a Bda Inf Mtz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Grande Hiram, meu caro amigo, saudações natalinas! Aqui do Recife, sentado no apartamento, em frente à praia de Boa Viagem, passeando pela Internet, me deparo com a grandeza do sonho em realização, e me lembro do teu extraordinário esforço para viabilizar a expedição. Notável exemplo, que dará ainda muito assunto a quem deparar com os registros da viagem, daqui algum tempo (vai sair um livro, pois não?). Estou acompanhando a viagem de vocês, torcendo pelo sucesso e curtindo as notícias. Com muita inveja, devo confessar. Um Feliz Dia de Natal, um maravilhoso Ano Novo, com sorte, saúde e muitas alegrias. Honra aos bravos de espírito, aos fortes de físico, aos que têm ideais. Parabéns!&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Um baita abraço, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000099;"&gt;Fernando Vasconcellos Pereira &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295426927792211106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 477px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SX0ivAUXxKI/AAAAAAAAC6c/_MxULn1IqJ0/s400/vasco.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Gen. Vasconcellos e o Clube de História do CMPA, março/2008&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3972475153515079393?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3972475153515079393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3972475153515079393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3972475153515079393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3972475153515079393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/mensagem-do-general-vasconcellos.html' title='Mensagem do General Vasconcellos, Gen Bda Cmt 10a Bda Inf Mtz'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SX0ivAUXxKI/AAAAAAAAC6c/_MxULn1IqJ0/s72-c/vasco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2335807023296288984</id><published>2009-01-25T12:30:00.014-02:00</published><updated>2009-01-31T11:36:25.316-02:00</updated><title type='text'>Mensagem do Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho (Ex-aluno da Escola Preparatória de Porto Alegre e Diretor da Revista Hyloea, 1939)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295241574111926290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SXx6KADSWBI/AAAAAAAAC5s/cHFtXIDs4UA/s400/passarinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Coronel Hiram,&lt;br /&gt;Somos camaradas de farda. Sou Coronel Ref. de EMaior de Art. Nasci em Xapuri, onde também nasceu o famoso Adib Jatene. Aos 3 para 4 anos, minha família voltou para Belém do Pará, onde fiz os estudos primário, secundário e colegial. Fiz parte da primeira turma da Escola Preparatória de Cadetes em Porto Alegre. Em 1953/55, cursei da ECEME. No Comando Militar da Amazônia, cuja sede era em Belém, passei meus últimos dez anos de oficial de Estado Maior. Fui chefe de seções e do Estado Maior. Conheci a fímbria norte da Amazônia, inspecionando e apoiando os Pelotões de Fronteira e a Cia de Inf. de Guajará Mirim. Duas monografias (que eram exigidas durante o estágio probatório para entrar para o quadro do QUEMA): Estudo Geo-militar da Bacia Amazônica e Vias Prováveis de Invasão foram aprovadas pelo EM do Exército. Faço este preâmbulo para salientar que, a despeito de ter estudado muito sobre a Amazônia, nunca tive uma oportunidade como a que o senhor está tendo de conhecê-la, na intimidade da floresta, usando os rios que os colonizadores portugueses singraram nos séc. 17 e 18. A despeito de meu tempo ser tomado por artigos para cinco jornais principais de capitais, palestras e sobretudo debate, pouco tempo disponho para chegar aos e-mails. Sempre que os leio, desde o primeiro seu que li, não os perco. Parabéns por sua iniciativa.&lt;br /&gt;Abs. Jarbas Passarinho&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2335807023296288984?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2335807023296288984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2335807023296288984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2335807023296288984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2335807023296288984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/mensagem-do-cel-jarbas-gonalves.html' title='Mensagem do Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho (Ex-aluno da Escola Preparatória de Porto Alegre e Diretor da Revista Hyloea, 1939)'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SXx6KADSWBI/AAAAAAAAC5s/cHFtXIDs4UA/s72-c/passarinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3833869219211323978</id><published>2009-01-21T21:47:00.012-02:00</published><updated>2009-01-28T13:57:35.484-02:00</updated><title type='text'>Anamã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Anamã, AM - 18 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Anamã&lt;br /&gt;Ultimei os preparativos para a partida e me recostei para relaxar. Lá pelas 20h um policial militar se apresentou informando que o Coronel Rômulo havia determinado que a PM de Beruri me prestasse apoio incondicional. Pedi apenas que lá pelas 05h30min eles me ajudassem, com a viatura, a transportar o material do Hotel para o caiaque. Os PM chegaram muito antes do combinado, às 04h30min, e acabei partindo antes de clarear o dia às 05h15min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 'À hora é à hora'&lt;br /&gt;Recordei uma passagem na Academia Militar das Agulhas Negras, cujo ensinamento guardei para o resto da vida. O então Cadete Reis apresentou o pelotão de engenharia ao instrutor de Educação Física, Cap Serpa, 7 minutos antes da hora prevista. O capitão, sem pestanejar, determinou que eu retornasse com o pelotão e o apresentasse na hora marcada. Na oportunidade, suas palavras textuais foram 'À hora não é antes, nem depois, a hora é à hora'. Desde então tenho pautado meus compromissos seguindo o ensinamento do antigo instrutor. Logicamente não quis causar constrangimentos ao prestativo militar da PM e levantei da cama e alterei minha programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Navegando à noite&lt;br /&gt;O sol só despertou uma hora depois, quando eu já ultrapassava os limites da Ilha de Anamã, no Purus. Ao contrário dos demais alvoreceres, o silêncio era opressor, não havia encantamento, a sinfonia dos pássaros não aconteceu. Apenas o bater das pás dos remos na água, o salto dos botos tucuxis e sua vigorosa respiração quebravam a monotonia.&lt;br /&gt;Minha atenção foi despertada para as alfaces d’água (Pistia Stratiotes) do Purus. Elas são enormes, em toda a viagem não as havia visto tão grandes, algumas alcançam 50 centímetros de diâmetro. Só parei na foz, no mesmo acampamento de pescadores onde aportáramos na ida para Beruri. O rio das contradições, heróico e cruel, deixara marcas profundas na nossa expedição. O Romeu teve de percorrer os 150 quilômetros até Manacapuru de motor, tendo em vista a avaria sofrida pelo seu caiaque. Os amigos pescadores se surpreenderam com a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parada na Ilha&lt;br /&gt;Parei na extremidade de jusante da Ilha do Purus ou Gabriel, afinal agora as duas são uma só, para ajustar o GPS. Calibrei e me dirigi à foz do Anamã. Faltando aproximadamente 500 metros para a foz, comecei a prestar atenção nas embarcações e simultaneamente uma desapareceu na margem, ao mesmo tempo em que os botos tucuxis surgiram no alinhamento da proa e da foz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anamã&lt;br /&gt;Chegando a Anamã acionei a PM, que me ajudou a descarregar o caiaque e estacioná-lo em um flutuante próximo. Fui alojado em um Hotel próximo à prefeitura, tomei um banho e fui almoçar em um quiosque na bela orla do Anamã. A limpeza e o charme das casas de madeira pintadas com cores vivas encantaram-me. Até agora a sujeira, o lixo e os urubus eram uma constante em todas as comunidades e cidades visitadas. Anamã é um modelo para as demais cidades e sua população ordeira e hospitaleira não foge à regra amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/18JaneiroBeruriAnama?authkey=djVFlmdg0zk&amp;amp;feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBXtgUo4hE/AAAAAAAADPY/XNxRm0LdG2M/s160-c/18JaneiroBeruriAnama.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/18JaneiroBeruriAnama?authkey=djVFlmdg0zk&amp;amp;feat=embedwebsite"&gt;18 Janeiro: Beruri/Anamã&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3833869219211323978?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3833869219211323978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3833869219211323978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3833869219211323978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3833869219211323978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/anam.html' title='Anamã'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBXtgUo4hE/AAAAAAAADPY/XNxRm0LdG2M/s72-c/18JaneiroBeruriAnama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1299538782092835921</id><published>2009-01-21T21:43:00.004-02:00</published><updated>2009-01-21T21:53:04.571-02:00</updated><title type='text'>Purus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Beruri, AM, 17 de janeiro de 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ansiedade&lt;br /&gt;Remei forte até chegar ao Purus, a ansiedade tinha tomado conta de mim e eu só pensava em uma coisa, tinha um só objetivo que era conhecer o rio heróico que, aliado à tenacidade e à bravura de um Plácido de Castro, foi responsável por mais uma estrela no nosso pavilhão nacional, o Acre. O rio do altruísmo que, junto à cultura e a abnegação do imortal Euclides da Cunha, permitiu que fossem definidas com exatidão as verdadeiras fronteiras brasileiras com o Peru. As imagens perpassavam pela minha mente numa fantástica velocidade e eu, ora mergulhando no passado, ora no presente, viajava ao sabor dos acontecimentos de outrora misturados às cenas de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Purus Épico&lt;br /&gt;O Purus de passagens épicas cobrava um alto tributo à nossa expedição. Parece que o valoroso rio queria dar mostras do seu poder, da sua força, exigindo de nós um respeito e uma atenção digna da sua importância histórica. Por ele haviam passado alguns desbravadores em busca do conhecimento e da fortuna, muitos em busca da simples sobrevivência, idealistas buscando estender nossas fronteiras pela força do direito e guerreiros tentando fazê-lo pelo direito da força.&lt;br /&gt;O Purus não é apenas um rio, mas um protagonista que, junto com homens de valor, gravou belas páginas na história da nossa nação. Homens que enfrentaram o desconhecido, que subjugaram a mata, que a analisaram, estudaram, mas também homens que tiveram suas vidas arrebatadas pela força da natureza e cujos destinos foram manipulados inexoravelmente pelas titânicas energias telúricas.&lt;br /&gt;O Purus merece nosso respeito pelo que foi, pelo que é e pelas contraditórias passagens levadas a efeito na sua calha. Um rio patriota que guarda nas suas águas as imagens imaculadas de um Plácido de Castro e de um Euclides da Cunha. Um rio de ambição e sem consciência, que reflete as carrancas dos ambiciosos seringalistas que escravizaram os seringueiros nordestinos e suas famílias.&lt;br /&gt;O Purus pré-histórico é tudo isso e muito mais. Nas suas calhas, foram descobertos os restos de gigantescos animais - como o Purussauru - que dominavam as águas no Mar Pebas.&lt;br /&gt;Nosso preito de respeito a esta artéria viva da nacionalidade brasileira que reflete, nas suas águas, a pujança de uma raça do porvir, alicerçada no invulgar passado, mas com os corações e mentes voltados para o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1299538782092835921?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1299538782092835921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1299538782092835921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1299538782092835921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1299538782092835921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/purus.html' title='Purus'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-8636197679305084926</id><published>2009-01-21T21:36:00.017-02:00</published><updated>2009-01-28T13:41:21.960-02:00</updated><title type='text'>Codajás/Beruri</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Beruri, AM, 17 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Beruri&lt;br /&gt;Como a previsão era subirmos o Purus apoiados por um barco a motor, não nos preocupamos em sair muito cedo. Tomamos café no restaurante ‘Cinco Irmãos’ às 06h30min, e o sargento Osmar, da Polícia Militar, apoiou-nos no transporte da carga até os caiaques. Depois de uma despedida festiva por parte dos amigos da Consag, partimos rumo ao Purus às 08h20min.&lt;br /&gt;Paramos logo em seguida para comer algumas araçás, abundantes às margens do lago; as frutas são semelhantes a pitangas, com sabor de acerola. As águas pretas do lago contrastam com as do Solimões. Voltar ao Solimões, deixando o hospitaleiro povo de Anori - em especial nosso ‘anjo da guarda’ amigo da Polícia Militar Sargento Osmar - nos enche de nostalgia e de expectativa em relação às novas amizades e plagas que iremos conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deslocamento para o Purus&lt;br /&gt;‘A partida para o alto Purus é ainda o meu maior, o meu mais belo e arrojado ideal’ (Euclides da Cunha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deslocamento até a boca do Purus foi rápido, graças à correnteza do Rio-Mar. Enfrentamos uma chuva forte que me obrigou a procurar abrigo em um Flutuante para guardar a câmera fotográfica. Chegamos à foz do Purus por volta das 11h e aportamos junto a um grupo de pescadores, aguardando a ‘voadeira’ que nos rebocaria rio acima. Os botos passaram à nossa frente em sentido contrário ao deslocamento que iríamos percorrer. Seria um aviso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tragédia no Purus&lt;br /&gt;O soldado da Polícia Militar de Anori, Pedro Pereira, chegou pouco tempo depois com a ‘voadeira’. O meu caiaque, como era menor, foi colocado atravessado sobre a ‘voadeira’ e o duplo foi rebocado a meia velocidade. Já próximo de Beruri a corda que tracionava o caiaque rompeu. O frágil caiaque da Opium havia praticamente partido em dois e por pouco não naufragou. Conseguimos rebocá-lo até a margem e embarcá-lo em motor que se deslocava rumo à Beruri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hospitalidade Amazônica&lt;br /&gt;Paramos em um flutuante próximo ao porto e o encarregado permitiu que colocássemos os caiaques em um flutuante ao lado, que se encontrava em construção. Fui tentar fazer contato com o Sargento Pereira, comandante da Polícia Militar de Beruri. Estava procurando um moto-táxi, quando o professor Sidney Oliveira Miranda se ofereceu para me dar uma carona até a delegacia e depois até a residência do sargento. O Pereira pediu ao filho que me levasse até a delegacia, onde se encontrava a viatura militar, enquanto se fardava. Providenciou um hotel (o Milena) junto ao porto e deslocamo-nos até o flutuante onde o Romeu e a Maria Helena já nos aguardavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 1° dia em Beruri&lt;br /&gt;Após o banho, fui até um telefone público informar a professora Rosângela do ocorrido e pedir a ela que repassasse a informação aos nossos colaboradores e familiares. O Romeu conseguiu alguém para ‘consertar’ o caiaque e eu fui até o restaurante ‘Tudo de Bom’ para tomar um suco de graviola. Enquanto colocava em dia os apontamentos do Rio-Mar, emprestei a máquina fotográfica para a Maria Helena tirar algumas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 2° dia em Beruri&lt;br /&gt;Acordei cedo para tirar algumas fotos e tentar entrar em contato com a Polícia Militar. O pouco caso dos agentes e policiais militares desde o dia anterior contrastava com o padrão que encontráramos até então em quase todas as localidades. Pedi à professora Rosângela para tentar entrar em contato com o Major Denildo, de Coari, para ver se através do comandante de Manacapuru conseguíamos um maior apoio por parte da polícia local. Como o restaurante ‘Tudo de Bom’ demorasse para abrir, acompanhei a Maria Helena até o restaurante Mandala para o café da manhã. Mandei um moto-táxi à casa do sargento Pereira e à delegacia e me dirigi a uma lan house para digitar os textos. Decidimos que seria melhor levar o caiaque para Manacapuru e tentar consertá-lo lá, contando com o apoio da Polícia Militar. O Romeu e a Maria Helena partiram no motor Silva Lopes e chegarão hoje à noite. Mantendo o planejamento, sairei amanhã às 06h direto para Anamã.&lt;br /&gt;Veja as imagens clicando na foto a seguir &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1617JaneiroAnoriBeruri?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh5.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBVcbaUreE/AAAAAAAADFM/twaW4iBRXcs/s160-c/1617JaneiroAnoriBeruri.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-8636197679305084926?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/8636197679305084926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=8636197679305084926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8636197679305084926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8636197679305084926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/codajsberuri.html' title='Codajás/Beruri'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBVcbaUreE/AAAAAAAADFM/twaW4iBRXcs/s72-c/1617JaneiroAnoriBeruri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-7855093746445929586</id><published>2009-01-21T11:36:00.038-02:00</published><updated>2009-01-25T15:18:25.415-02:00</updated><title type='text'>"Cada metro percorrido com a força de seus braços representa o esforço de quantos braços fizeram a Amazônia".</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SXdFNQZLGDI/AAAAAAAAC5g/p5-MYBOuWOE/s1600-h/DSC07338.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293775981038475314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SXdFNQZLGDI/AAAAAAAAC5g/p5-MYBOuWOE/s400/DSC07338.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O Clube de História do Colégio Militar de Porto Alegre publica, nesta postagem, dois textos de autoria do &lt;strong&gt;Cel Hiram de Freitas Câmara&lt;/strong&gt; (membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, ex-comandante do Colégio Militar de Fortaleza, ex-aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O primeiro texto, publicado no site da Turma Duque de Caxias (AMAN 62), esclarece a um amigo não ser ele o militar que rema na Amazônia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O segundo texto, gentilmente enviado ao Clube de História do CMPA, é uma autorização para publicação daquela mensagem no Diário de Bordo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Pela sua experiência na área de pesquisa em História e, especialmente, pela experiência de ter comandado uma instituição militar de ensino, o Cel Hiram de Freitas Câmara evidencia, dentre outros aspectos, a rica face pedagógica do Projeto Desafiando o Rio-Mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000000;"&gt;Texto 1: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Sou o Cel Hiram de Freitas Câmara, AMAN62. Um companheiro me solicitou informações sobre o Cel Hiram Reis e Silva, pois como sabia ser seu nome apenas Cel Hiram, imaginou que eu pudesse ser esse fantástico oficial que realiza, atualmente essa extrordinária façanha, fazendo, a remo em canoa, 1300 km no Rio Solimões, vencendo a correnteza do Rio-Mar, chamando a atenção da Brasil e do Mundo para a Soberania do Brasil sobre o território amazônida contido em suas fronteiras. Fiquei vaidoso só com a dúvida do companheiro, pois, infelizmente, não me seria possível intentar tal desafio físico. E fiquei feliz de ver que o esforço desse oficial do Exército começa a despertar o interesse de outros. Eis a minha resposta, que ofereço com muita sinceridade e orgulho, como homenagem ao meu xará, Cel Hiram Reis e Silva. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Estimado amigo................:&lt;br /&gt;Não sou esse Hiram do e-mail. Mas, neste momento, gostaria de ser esse Coronel do Exército Brasileiro. No mínimo, afora todas as suas demais qualidades, por seu extraordinário vigor físico, já um Coronel - é verdade que doze turmas depois da nossa, o que não lhe reduz em nada seu valor. Apenas ajuda a justificar um pouco a nós mesmos, da turma de 62. Justificativa que, em contrapartida, também não reduz, em nada, o orgulho que sinto por esse militar brasileiro. Tenho acompanhado a demonstração de amor ao Brasil desse meu xará. Após intenso treinamento, partiu, com dois outros navegadores fluviais em canoas, sendo um deles, uma jovem. Estão vencendo a correnteza do Solimões, bem mais rude que no treinamento na Lagoa dos Patos, de Tabatinga a Manaus. Hiram Reis e Silva é metódico, disciplinado, obstinado, perseverante. Estudioso e pesquisador da Amazônia, talvez seja, hoje, o mais bem informado brasileiro sobre a integralidade da Amazônia. Creio que haja uma simbologia própria, não sei se proposital, no fato dessa idéia haver nascido no mais afastado dos Estados em relação à Amazônia. O alcance nacional é vitalizado pelo brasileiro que sai de seus pagos para colocar a atenção do Brasil, dos vizinhos e do restante do mundo, sobre a Amazônia. Assim, sua "pequena bandeira" foi organizada no Rio Grande Sul e vivida no Norte do País. O ambiente em que o sonho gestou guarda, também, um simbolismo intuído: na energia de jovens -dos melhores do País-, que estudam no Colégio Militar de Porto Alegre. Foram trabalhos em grupo e individuais, exposições, apresentações, palestras e concursos, os instrumentos que contagiaram o educandário. A preparação foi muito suada. Quem quiser saber como ocorreu, basta visitar o site do Colégio Militar de Porto Alegre. Na mídia nacional, afora a gaúcha, nada se falou sobre a missão voluntária o que certamente se explica pelo custo excessivo do marketing. Mas alegrou-me saber que o Professor e Dr Marcos Coimbra, de quem sou admirador, procurou, por um amigo militar, saber sobre Hiram Reis e Silva. Mas vou descobrindo não ser necessário. E assim, por confusão de nomes, você chegou a mim. Mas assim é quando o universo conspira a favor: sem conhecê-lo pessoalmente, tenho vibrado com ele, a cada remada. Pois o que dele sei é o que tenho lido no site dele e naqueles aos quais sou conduzido. Nascido de semente boa, o assunto vai chegando ao conhecimento dos brasileiros, boca a boca, e-mail a e-mail. É que a realidade do dia a dia da missão, tem concretizado o que ela significa. No silêncio de suas remadas no Solimões, mesmo que não fosse essa a intenção, ele está despertando a atenção de multiplicadores brasileiros e do mundo para o fato de que, ao remar, ele reafirma que cada metro percorrido com a força de seus braços representa o esforço de quantos braços fizeram a Amazônia. E de quantas vidas ficaram na imensidão da Hiléia para legar, a esta geração, o território que recebemos. Uma geração que parece decidida a demonstrar ao mundo um raro exemplo ao inverso daquele de Reis e Silva: o da ingratidão histórica com aqueles civis e militares capazes - de desde a consolidação de suas fronteiras - manter o Brasil a salvo de ambições que não são imaginadas, mas provadas, de nações mais poderosas. Cada gota de suor que corre pelo corpo desse brasileiro raro representa uma gota de sangue daqueles a quem a Pátria Brasileira deve seu território, ampliado além de Tordesilhas, no quadro de moralidade jurídica que lhes foi concedida pela União das Coroas Ibéricas, e confirmada pela lucidez, equilíbrio e maturidade da diplomacia conduzida por um português nascido no Brasil - Alexandre de Gusmão -, no Brasil Colônia, e os Rio Branco, no Brasil Independente. Esse Cáceres da primeira década do século XXI, impulsionou o próprio espírito e levou o próprio corpo ao esforço hercúleo de mais de 1000 kms a remo. Nenhum comando, nenhuma ordem recebeu senão de seu espírito de brasilidade intenso, forjado na Academia Militar das Agulhas Negras, e nas que a antecederam, desde 1811, e desenvolvido e revelado, em seu espírito, no desafio a que se impôs, de ser exemplo a seus jovens alunos. Amigo........., embora eu tenha servido na Amazônia, com o mesmo sentimento, e haver comandado um Colégio Militar, faltar-me-ia, como fato essencial, no mínimo, o vigor físico para ser esse Hiram&lt;br /&gt;Com meu abraço, Hiram (o de Freitas Câmara).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Texto 2:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Prezada Professora Silvana Schuler Pineda,&lt;br /&gt;Com enorme satisfação, envio-lhe esta resposta.&lt;br /&gt;Quando o "índio véio" solta a flecha, já sem a direção de outrora, não sabe bem onde vai atingir. Quando se abre o coração na Internet, é como flecha de "índio véio". Que bom que atingiu terreno bom e fértil, na leitura de vocês. Quando tomei conhecimento daquilo em que esse meu já estimado xará decidira investir seu tempo e sua energia, embarquei junto com ele. Já conhecia os trabalhos de Hiram Reis e Silva - a quem não tenho a satisfação de conhecer pessoalmente - pela Internet, por seus trabalhos sobre a Amazônia, onde servi como Aspirante e 2o. Tenente. Mais tarde, a vida me premiou como um dos coordenadores de um Projeto de Educação a Distância na Amazônia, e por quatro anos, estive muitas vezes ajudando a instalar ou visitando telepostos, ao longo das barrancas de muitos igapós, furos e igarapés de cinco estados da Amazônia. Longe da saga de Hiram Reis, não remava, conduzido em voadeiras. Portanto, eis outro motivo, além de ser xará, que me aproximou do site sobre a Amazônia, que acompanho desde bem antes, e onde li, talvez a mais completa integração de conhecimentos históricos da questão do Pirara. Sempre interpretei a História como base da construção de um futuro viável e muitas vezes lamento que pessoas responsáveis pela vida de muitos, não só desprezam a História - até a de suas vidas - como ajudam a retirar as sólidas camadas sedimentadas ao longo do tempo, para reconstruir sobre uma falsa história ou uma não-história(aqui, minúsculas, mesmo), a vida de uma Nação, como se fosse possível destruir a verdade de seu passado, a base. E mesmo que se não a destruíssem, mas - como coisa de menor importância - a esquecessem, sem essa memória, a estrada a percorrer, sempre plena de obstáculos, será ainda mais difícil, para aqueles que não reconheçam os contornos, já trilhados no passado. Obstáculos e contornos, que, para agravar, quase nunca são físicos. A Filosofia ajuda a entender a Vida - e quanto de Filosofia há em interpretações que penas mais finas poderiam garimpar nesse desafio de Vida de Hiram. A História nos faz evitar erros já cometidos no passado. Ou, como as remadas de Hiram, nos trazem à mente o passado da Amazônia que ele redesperta, e sacode a consciência de tantos sobre como ela se fez como um tesouro conquistado pelo cérebro dos diplomatas do passado e pela audácia dos bandeirantes. Ao entrar no site do Colégio Militar de Porto Alegre para visitá-lo, vocês ainda preparavam a epopéia e Hiram treinava na Lagoa dos Patos, se não me engano. E chamou-me a atenção, o fato de que era a área de História que dava vida ao trabalho dos alunos - sei que outras Cadeiras participaram e participam - mas eram o Clube e era a Cadeira de História que energizavam o espírito dos jovens alunos e, eis, o terceiro ponto de contato. Lembrei-me dos esforços dos mestres de História no Colégio Militar de Fortaleza que eu comandei, no início da década de 90, e como se empenhavam em dar vida a fatos que já haviam sido vida, e refaziam sua energia, abrindo caminho para que os alunos não cometessem erros já passados. Estejam certas, Professoras Silvana e Patrícia, que estes seus alunos e alunas levarão para o resto da vida esta experiência maravilhosa. Do Coronel Hiram Reis, o exemplo espartano, no sentido da entrega por fazer vivo um ideal, arrostando a qualquer sacrifício físico; o de vocês, no viés ateniense, de fazer de uma epopéia uma lição de vida para esta geração de alunos do Colégio Militar de Porto Alegre. O aproveitamento do que escrevi, tão sinceramente, sobre o Coronel Hiram Reis, se for uma contribuição para com este momento tão bonito de vocês todos deste Colégio, só me fará mais feliz, como se vocês estivessem me admitindo a bordo e me honrassem com uma remada.&lt;br /&gt;Com meu apreço e respeito,&lt;br /&gt;Hiram Câmara, Cel Ref Inf&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-7855093746445929586?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/7855093746445929586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=7855093746445929586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7855093746445929586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7855093746445929586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/cada-gota-de-suor-que-corre-pelo-corpo.html' title='&quot;Cada metro percorrido com a força de seus braços representa o esforço de quantos braços fizeram a Amazônia&quot;.'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SXdFNQZLGDI/AAAAAAAAC5g/p5-MYBOuWOE/s72-c/DSC07338.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-8946955893583080802</id><published>2009-01-18T15:12:00.009-02:00</published><updated>2009-01-28T11:48:45.280-02:00</updated><title type='text'>Codajás/Anori</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Hiram Reis e Silva (Anori, Am, 15 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Codajás&lt;br /&gt;À tarde do dia 13 de janeiro, saímos com o secretário de Cultura Cleuci Barbosa Alves para uma volta pelo município. Cleuci nos levou até as plantações de açaí e ao sítio onde será instalada a usina termelétrica da cidade movida pelo gás natural de urucu. O secretário afirmou que, infelizmente, as empresas contratadas pela Petrobras estão poluindo igarapés e comprometendo vertentes d'água sem qualquer comprometimento com o meio-ambiente. Ao retornar, já na Casa de Cultura de Codajás, fotografei algumas peças de cerâmica indígena encontradas às margens do Badajós. Segundo o secretário, nenhuma instituição científica realizou levantamentos no sítio arqueológico de Badajós.&lt;br /&gt;Gostaria de deixar registrada um agradecimento aos proprietários e funcionários do Hotel Cunha e Cunha pela qualidade das instalações e atendimento prestados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Anori&lt;br /&gt;Acordamos às 04:30 horas e solicitei à Polícia Militar para antecipar o horário, antes agendado para as 05:30 horas, para carregar nossos pertences e partimos às 05:30 horas. Na primeira curva do rio Solimões, fiz uma parada como era de praxe para descansar após 01:40 horas de navegação e 21 km percorridos. O Romeu e a Maria Helena tinham avançado por demais e continuaram remando sumindo da minha linha de visada. Após tomar um pouco d'água e comer umas bananas retornei ao rio procurando pelos dois parceiros com a resolução de parar novamente só após alcançá-los. Mantive minhas remadas compassadas tentando avistar os dois remadores.&lt;br /&gt;Continuei remando sem parar tentando encontrar a dupla que, mais tarde tomei conhecimento, devo tê-los ultrapassado quando pararam em um flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegada em Anori&lt;br /&gt;Avistei a foz do Anori e fui novamente saudado por botos tucuxis e um enorme boto vermelho, o maior e mais belo que já havia visto. Ele não possuía nenhum matiz de cinza e exibia seu dorso de um vermelho formidavelmente homogêneo. Ao passar por alguns flutuantes e entrar em um dos acessos ao lago, a correnteza forte me assustou e procurei navegar pelo lado de dentro das curvas. Como já fazia algum tempo que eu não ingerira alimento ou líquido, resolvi saborear algumas 'araçás' que abundam nas margens do lago. A frutinha, muito semelhante no aspecto e no gosto às acerolas, me revitalizaram e consegui, inclusive, emparelhar com um dos motores que se dirigia a Anori e acompanhá-lo até o porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A 'mão amiga' da Polícia Militar, da Consag e Prefeitura de Anori&lt;br /&gt;Aportei no flutuante da Consag, mais uma vez, e um dos membros da companhia que já nos conhecia desde Coari fez as apresentações e rapidamente o caiaque foi guardado pelos amigos da Consag no depósito. Nos serviram de uma caldeirada no flutuante mesmo e acionaram pelo 190 nossos 'anjos da guarda' que chefiados pelo sargento Osmar se apresentaram imediatamente no local e carregaram nosso material para a viatura policial. Antes de embarcarmos na viatura o Sargento Osmar nos apresentou o vice-prefeito do município, senhor Ângelo Barroso, que foi nos receber pessoalmente no porto e nos franqueou a alimentação e pousada na sua cidade. O Osmar saiu conosco para tentar encontrar acomodações nos hotéis da cidade lotados com funcionários da Consag. Fui levado até o restaurante Cinco irmãos para nossas refeições e depois de uma busca exaustiva fomos acomodados nos Hotéis SK e Maria Isabel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiro dia em Anori (14 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;Tomei um bom banho, lavei minhas roupas, descansei um pouco e me dirigi ao restaurante lá pelas 15:00 horas para o almoço. A Maria Helena passou pela rua enquanto eu almoçava e eu a chamei. Depois do almoço fui até a Lan House e consegui contatar a minha filha Vanessa, o amigo Araújo e a amiga Mary. Como estava lenta demais, desisti de enviar as fotos de Coari que tinha tirado no último dia. Às 20:00 concedemos uma entrevista, na Rádio Comunitária Anori FM, aos dinâmicos repórteres Roberto e Letícia que nos agendaram outra para as 08:00 horas do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segundo dia em Anori (15 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;Depois do café às 07:00 horas, nos deslocamos para a rádio e no caminho fomos convidados pela senhora Nazaré que ouvira a entrevista do dia anterior para um café. Depois da entrevista o Romeu foi para o porto para mostrar os caiaques para a gurizada local e eu saí com o Secretário do Turismo e Meio Ambiente senhor Edir Mota Moura. Após o passeio, checamos que o secretário tem muito que fazer. O município carece de um Centro Cultural, de uma casa da Cultura, o balneário planejado pela administração anterior ficou só no papel ... Embora não seja diretamente ligada à sua pasta as escolas tanto do município quanto do estado, que visitamos, estão muito longe daquelas que pudemos observar ao longo da calha do Solimões. Embora a infra-estrutura seja fácil de reparar achamos que o desafio maior seja o de tentar comprometer a comunidade com a manutenção e preservação do patrimônio público. Concluímos nosso tour pela cidade entrevistando duas queridas freirinhas gaúchas cujo teor da entrevista vamos colocar no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agradecimento a Anori&lt;br /&gt;Gostaríamos de agradecer especialmente ao Sargento PM Osmar, ao Vice-Prefeito Ângelo Barros e seu secretário do Turismo e Meio-Ambiente Edir Mota Alves, ao pessoal da Consag e aos repórteres Letícia e Roberto, da Anori FM, por tornarem nossa estada na cidade tão agradável e produtiva.&lt;br /&gt;Clique na foto abaixo para ver o álbum contendo as imagens produzidas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1415JaneiroCodajasAnori?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh3.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBUClX9v9E/AAAAAAAAC_I/MJCb3RY7M6c/s160-c/1415JaneiroCodajasAnori.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1415JaneiroCodajasAnori?feat=embedwebsite"&gt;14-15 janeiro:Codajás/Anori&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-8946955893583080802?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/8946955893583080802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=8946955893583080802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8946955893583080802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/8946955893583080802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/codajsanori.html' title='Codajás/Anori'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SYBUClX9v9E/AAAAAAAAC_I/MJCb3RY7M6c/s72-c/1415JaneiroCodajasAnori.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-180986926819429454</id><published>2009-01-15T21:09:00.000-02:00</published><updated>2009-01-15T21:10:28.701-02:00</updated><title type='text'>12-13 jan: S Fco Camarazinho-Codajás</title><content type='html'>Não deixe de ver todas as imagens. Clique na foto abaixo&lt;br /&gt;&lt;table style="width:194px;"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1213JanSFcoCamarazinhoCodajS?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SW_AQvYkOlE/AAAAAAAAC48/Ww3zIafTqqE/s160-c/1213JanSFcoCamarazinhoCodajS.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/1213JanSFcoCamarazinhoCodajS?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;"&gt;12-13 jan: S Fco Camarazinho-Codajás&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-180986926819429454?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/180986926819429454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=180986926819429454' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/180986926819429454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/180986926819429454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/12-13-jan-s-fco-camarazinho-codajs.html' title='12-13 jan: S Fco Camarazinho-Codajás'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SW_AQvYkOlE/AAAAAAAAC48/Ww3zIafTqqE/s72-c/1213JanSFcoCamarazinhoCodajS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-981884348603340797</id><published>2009-01-15T21:07:00.002-02:00</published><updated>2009-01-15T21:08:59.905-02:00</updated><title type='text'>11 jan: Coari-S Fco Camarazinho</title><content type='html'>Ao clicar na foto abaixo tenha acesso a todas as imagens produzidas pelos navegadores &lt;br /&gt;&lt;table style="width:194px;"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/11JanCoariSFcoCamarazinho?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SW--J2EksPE/AAAAAAAAC04/n0x4akdZY2I/s160-c/11JanCoariSFcoCamarazinho.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/11JanCoariSFcoCamarazinho?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;"&gt;11 jan: Coari-S Fco Camarazinho&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-981884348603340797?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/981884348603340797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=981884348603340797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/981884348603340797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/981884348603340797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/11-jan-coari-s-fco-camarazinho.html' title='11 jan: Coari-S Fco Camarazinho'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SW--J2EksPE/AAAAAAAAC04/n0x4akdZY2I/s72-c/11JanCoariSFcoCamarazinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1543102820211452506</id><published>2009-01-11T23:32:00.005-02:00</published><updated>2009-01-29T02:53:13.101-02:00</updated><title type='text'>Coari, uma cidade a todo gás</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Coari, AM - 10 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coari&lt;br /&gt;A capital amazônica do gás natural se debruça sobre as águas do Rio Solimões entre os Lagos de Coari e Mamiá. Sua herança indígena está arraigada na diversidade e na força dos índios Catuxy, Irijus, Jumas, Jurimauas, Passés, Purus, Solimões, Uaiupis, Uamanis e Uaupés. O primeiro núcleo de povoamento foi uma aldeia indígena fundada no início do século XVIII pelo padre jesuíta Samuel Fritz, com a mesma denominação do rio que banhava o pequeno povoado. Segundo Ulysses Pennafort, o termo Coari vem das palavras indígenas ‘Coaya Cory’, ou ‘Huary-yu’, que significa respectivamente ‘rio do ouro’ e ‘rio dos deuses’. A denominação dada ao rio estendeu-se ao lago e, posteriormente, ao município.&lt;br /&gt;Sobre as índias (trecho de autoria do padre João Daniel em ‘Tesouro Descoberto’: ‘Algumas fêmeas a que além de suas feições lindíssimas, têm os olhos verdes e outros azuis com uma esperteza e viveza tão engraçadas que podem ombrear com as mais escolhidas brancas’. Na época, os portugueses já haviam miscigenado com as aborígines, embora durante muito tempo este ato fosse repudiado e proibido pela igreja, que não os consideravam como humanos. No entender de João Daniel, estas índias deveriam ter origem diversa dos demais povos da floresta, não admitindo que os portugueses pudessem estar contrariando a determinação da igreja.&lt;br /&gt;Em 1759, a aldeia é elevada a Lugar com o nome de Alvelos. Em 1833, foi o Lugar Alvelos elevado à Freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora Santana. Em 1854, a sede da freguesia foi transferida para a foz do lago de Coari. Em 2 de dezembro de 1874 foi elevada a vila, em 2 de agosto de 1932 a Vila de Coari é elevada a categoria de cidade. Em 1890 é instalado o termo judiciário de Coari e em 1891 é criada a comarca de Coari. Em 1913 é suprimida a comarca de Coari, ficando seu Termo Judiciário subordinado a Tefé. Em 1916 é reinstalada a comarca de Coari, continuando o Termo Judiciário subordinado a Tefé. Em 1922 é suprimida novamente a comarca e em 1924 restaura-se definitivamente a comarca de Coari, compreendendo os Termos de Coari, Manacapuru e Codajás. Em 1932 Coari é elevada à categoria de cidade.&lt;br /&gt;A cidade conhecida anteriormente pela produção de banana, hoje se destaca por produzir petróleo e gás natural na região de Urucu. O gasoduto vai ligar a província produtora ao mercado consumidor localizado em Manaus, a 450 km de distância, tem a previsão de conclusão e início de operação para o 1º semestre de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amazônia e o petróleo&lt;br /&gt;A exploração da Província Petrolífera do Rio Urucu iniciou em 1988, dois anos após a descoberta do primeiro poço. A reserva estimada é de mais de 70 milhões de barris de óleo e quase 300 milhões de barris de gás natural, que representam um quarto das reservas nacionais. O início da exploração data de 1917, quando o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil realizou as primeiras sondagens.&lt;br /&gt;Coari é o segundo PIB do Estado, graças aos royalties pagos pela Petrobras ao município do gás natural. A enorme jazida descoberta a cerca de 3 mil metros abaixo do solo fez com que a Petrobrás implantasse em suas terras a Província Petrolífera do Rio Urucu, viabilizando a prospecção, o transporte e o escoamento do produto até o Solimões e, de lá, para a Refinaria de Manaus (Reman).&lt;br /&gt;Desde o primeiro poço, construído em 1986, até hoje, Coari teve seu PIB maximizado. Hoje está girando em torno dos R$ 20 milhões em royalties transferidos pela Petrobrás ao município, além de R$ 1 milhão pago como prêmio ao grande volume de produção ou rentabilidade. É o município, com exploração continental, que mais recebe royalties, perdendo apenas para os da região da bacia de Campos.&lt;br /&gt;O valor dos royalties relativos à exploração de petróleo e do gás natural é repassado à Secretaria do Tesouro Nacional. O valor depende de fatores como riscos geológicos e expectativas de produção, mas gira entre 5% e 10% do total da produção durante um mês. A Agência Nacional do Petróleo é quem apura o valor devido aos beneficiários e garante o pagamento, que é dividido entre estados e municípios produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coari a todo gás&lt;br /&gt;Apenas nos últimos anos, na administração do prefeito Manoel Adail Amaral Pinheiro (PL), é que grandes projetos e obras tem sido levados a efeito com estes recursos. Os royalties têm sido aplicados na manutenção de uma série de projetos sociais, entre eles o centro de convivência do idoso, barcos do cidadão, distribuição de enxovais para mães carentes, pavimentação de ruas, ginásios desportivos, escolas, construção de casas populares, eletrificação e saneamento básico. A cidade se destaca dentre todas no norte/nordeste do país. Conforme as próprias palavras do prefeito, Coari deu um ‘salto econômico e social’ de fazer inveja a todos os municípios do pais. Quiséramos nós que os investimentos oriundos dos royalties fossem sempre aplicados na educação, saúde, segurança e moradias populares.&lt;br /&gt;Visitando a cidade, pode-se verificar a qualidade das obras realizadas pela prefeitura, sempre acompanhadas de um tratamento paisagístico adequado. O asfaltamento das ruas e a beleza dos parques e jardins realmente tornam Coari uma pérola incrustada em plena hiléia. A administração relatou-nos que está em andamento um projeto de revitalização do porto e a retirada das palafitas da beira do lago, transferindo os moradores para casas populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hospitalidade Coariense&lt;br /&gt;Desde que chegamos, à cidade, a cordialidade com que fomos tratados foi marcante, tanto pela Polícia Militar do Amazonas, na pessoa do seu comandante o senhor Major Denildo Lima Brilhante, pela Prefeitura de Coari - representada pelo secretario do Meio Ambiente e Turismo, senhor Alvimar da Costa Monteiro, e o secretário dos esportes, senhor Joabe de Lima Rocha - e pela UAB (Universidade Aberta do Brasil), cuja coordenadora senhora Eliana de Menezes Salgado gentilmente nos abrigou.&lt;br /&gt;O Major Denildo foi nosso guia turístico, nosso interlocutor com as demais autoridades e, principalmente, um amigo com quem pudemos contar em todos os momentos. Os secretários deixaram de lado seus afazeres para atender nosso desejo entrevistá-los e de conhecer o Lago Coari e fotografá-lo; a senhora Eliana da UAB, além de nos abrigar, permitiu que usássemos os computadores da Universidade.&lt;br /&gt;Gostaríamos de deixar aqui registrado nosso agradecimento ao apoio incondicional que recebemos dos amigos mencionados anteriormente, sem o quê nossa pesquisa seria bastante dificultada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       Major Denildo&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWpwI_PtSoI/AAAAAAAACxY/bgI26FqiNBA/s1600-h/(2)_coari_046+Major+Denildo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290164012018649730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWpwI_PtSoI/AAAAAAAACxY/bgI26FqiNBA/s400/(2)_coari_046+Major+Denildo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1543102820211452506?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1543102820211452506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1543102820211452506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1543102820211452506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1543102820211452506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/coari-uma-cidade-todo-gs.html' title='Coari, uma cidade a todo gás'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWpwI_PtSoI/AAAAAAAACxY/bgI26FqiNBA/s72-c/(2)_coari_046+Major+Denildo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2133945646143175836</id><published>2009-01-10T18:15:00.005-02:00</published><updated>2009-01-29T02:54:19.402-02:00</updated><title type='text'>Reflexões em Mamirauá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Coari, AM - 07 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva torrencial nos embala e nos leva à reflexão. Contemplar as imensas ‘ilhas’ de aguapés e capim-memeca descendo o ‘cano’ do Mamiruá provoca uma profunda nostalgia. A saudade dos entes queridos que nos têm apoiado incondicionalmente nessa expedição de brasilidade, de cultura e de hospitalidade amazônica toma conta de nossa mente e nos leva a rememorar a participação de cada um deles nesse projeto de tantos nomes mas que, mais que qualquer outro, deve ser conhecido como ‘Projeto de Amizade’.&lt;br /&gt;O precário suporte de que dispúnhamos no começo desta empreitada pelo Solimões foi compensado, inicialmente, pelo apoio de parentes e amigos e, mais tarde, pelo de colaboradores voluntários que, como nós, comungam dos mesmos e patrióticos ideais. Alguns contribuíram financeiramente, outros com equipamentos ou utensílios para viagem e outros ainda - como a equipe de apoio - publicando nossas imagens, textos e entrevistas, para que os interessados em acompanhar nosso deslocamento pudessem fazê-lo na forma de um diário de bordo.&lt;br /&gt;Fomos cativando e sendo cativados por amigos ao longo de nossa jornada. Amigos que nos acolheram no aconchego de seus lares ou de suas comunidades e nos incentivaram. A cada um deles, sejam comandantes militares ou policiais militares, prefeitos e secretários municipais, caciques, líderes comunitários, presidentes ou administradores rurais, empresários, professores, jornalistas ou simplesmente povos da floresta.&lt;br /&gt;Os dias correm céleres e a saudade da amazônica hospitalidade já começa a nos afetar. Guardaremos eternamente na lembrança a imagem e o carinho de cada um que, de alguma maneira, marcou nossas vidas nessa expedição pelo Rio-Máximo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWkDdeh8uDI/AAAAAAAACxQ/7k0SbEqMcSg/s1600-h/898.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289763042269902898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWkDdeh8uDI/AAAAAAAACxQ/7k0SbEqMcSg/s400/898.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2133945646143175836?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2133945646143175836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2133945646143175836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2133945646143175836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2133945646143175836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/reflexes-em-mamirau.html' title='Reflexões em Mamirauá'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWkDdeh8uDI/AAAAAAAACxQ/7k0SbEqMcSg/s72-c/898.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-7103623461524131753</id><published>2009-01-10T18:13:00.001-02:00</published><updated>2009-01-29T02:55:36.633-02:00</updated><title type='text'>Tefé/Lago Ipixúna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Coari, AM - 07 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 31 de dezembro de 2008&lt;br /&gt;O almoço do dia 31 de dezembro, chegada em Tefé, foi por conta do César: um escabeche de pirarucu, fruto do manejo sustentável. Após a refeição, fomos conhecer as instalações do Instituto Mamirauá. Ficamos impressionados em relação ao tratamento paisagístico, à parte arquitetônica e aos equipamentos que certamente justificam seu reconhecimento, junto com o corpo de pesquisadores de projeção internacional, como centro de excelência em pesquisas relacionadas ao meio ambiente e à ecologia animal.&lt;br /&gt;A passagem do ano foi às margens do lago Tefé, em um lugar conhecido como ‘Muralha’, com a apresentação de bandas e queima de fogos de artifício. Encontramos apenas um conhecido na multidão, o mestre Jonas - aquele dos peixes ornamentais - que nos convidou para o almoço na sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 01 de janeiro de 2009&lt;br /&gt;De manhã digitei os textos que havia redigido desde o Aranapu e, depois, chamamos o Manoel, zelador do flutuante Cauaçu, que nas horas de folga é moto-táxi, para nos levar até o Jonas. Após o almoço, retornamos ao Hotel de Trânsito dos Oficias e imediatamente após nossa chegada, o César e sua simpática esposa apareceram e nos convidaram para um passeio pela cidade e arredores. É impressionante observar o dinamismo e a competência deste jovem empreendedor. Mamirauá está de parabéns por contar nos seus quadros com um profissional deste quilate e capacidade de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 02 de janeiro de 2009&lt;br /&gt;Concedemos, pela manhã, uma entrevista muito bem conduzida na rádio 101 FM. Logo após a entrevista, atendendo determinação do Major Cardoso, o sargento Plínio nos aguardava nas instalações da rádio, hipotecando total apoio por parte da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, comandada pelo General de Brigada Racine Bezerra Lima Filho. Consegui então acesso ao computador do ensino a distância do Colégio Militar de Manaus e a isenção total das despesas com o Hotel de Trânsito.&lt;br /&gt;À tarde, concedemos uma entrevista na Rádio Alternativa. O César já aguardava na porta para nos levar para um passeio no lago. O Walter BuonFino, que conhecêramos em Mamirauá, foi junto. O passeio foi fantástico; visitamos as praias de areias imaculadas de Nogueira e assistimos ao pôr-do-sol sobre o Lago Tefé e o documentamos, o que jamais iremos esquecer. O Walter, profissional da fotografia, dava dicas de como obter melhores fotos.&lt;br /&gt;Fomos convidados pelo Walter para conhecer os amigos que o estavam hospedando: a Betina, conhecida como holandesa, e seu esposo. Não me senti muito à vontade ao saber que ambos haviam militado nas hostes do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), que tantos malefícios têm promovido em relação à soberania brasileira na região amazônica. Voltei cedo ao Hotel de Trânsito para continuar com o upload dos arquivos, que se arrastou madrugada adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Caiambé&lt;br /&gt;O César, mais uma vez, com sua pontualidade e cordialidade chegou às 6h horas para nos levar até o porto. Despedimo-nos do querido amigo de Tefé e partimos para nossa jornada às 6h45min. Depois de duas paradas breves, estacionamos em um flutuante de Caiambé e saí em busca de abrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hospedagem VIP&lt;br /&gt;A senhora Valdecia dos Santos Silva, mais conhecida como Beti, secretária da Escola Estadual Amélia Lima, alojou-nos na sala de aula número 01, com ar condicionado, e nos franqueou o acesso às instalações sanitárias e cozinha da escola. Foi um tratamento VIP que não imaginávamos encontrar em um local tão ermo. O governo do estado do Amazonas entregou a escola em agosto de 2008, totalmente reformada e ampliada. O ar-condicionado das salas, longe de ser um luxo numa região destas, é uma necessidade. À tarde, saí pra registrar algumas imagens, subindo inclusive na caixa d’água da comunidade, enquanto o Romeu se envolvia com o remo e com a gurizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Catuá (alterando para Lago Ipixúna)&lt;br /&gt;Partimos às 6h30min, já programando estender nossa jornada de maneira que pudéssemos abreviar em um dia o deslocamento até Coari. Eu estava resolvido a passar meu aniversário em Coari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jutica&lt;br /&gt;Nossa primeira parada foi determinada, novamente, pelos amigos botos tucuxis, que cortaram a frente do caiaque apontando para a comunidade. Sem pestanejar, chamei o Romeu, que estava um pouco à frente, e embiquei para Jutica. Conheci o escritor e latifundiário, dono daquelas terras, Jones Cunha, que nos ofereceu um café com sucos, tapioca e pupunha além de me presentear com seu livro ‘Jutica, o brilho da terra’. Homem de visão empresarial, patriota e amante da natureza, mantém suas terras intocadas, onde os ribeirinhos se dedicam ao extrativismo. Montou uma agradável casa de hóspedes, que pretende destinar ao ecoturismo. O senhor Jones é mais um destes amazonenses que não interessam à mídia sensacionalista, a qual procura apenas mostrar aqueles que agridem a floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Santa Sofia&lt;br /&gt;Alongando nosso trajeto, paramos no flutuante do ‘seu’ Plínio, conhecido como Bom Fim. Filho de Paraibano, migrou com sua família do Juruá por pressão de seringalistas. Aposentado, com os filhos criados e morando em Manaus, resolveu procurar sossego no pequeno vilarejo às margens do Lago Catuá, junto com sua amável esposa Conceição que é hoje a presidente da comunidade de Santa Sofia. Um contador de ‘causos’ nato, brindou-nos com uma série interminável de experiências vividas por ele e outras tantas por conhecidos seus, sempre colocando uma pitada de humor nos seus relatos. Já nos preparávamos para partir quando nos convidou pra almoçar e, como pretendíamos alongar nosso percurso, achamos que seria bom reforçar as energias antes de continuar. Lá pelas 14h nos despedimos e seguimos destino rumo à Comunidade Esperança - a comunidade dos 162 degraus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esperança e os 162 degraus&lt;br /&gt;Apesar de o seu Plínio afirmar que só encontraríamos Esperança depois de uma hora de remo, lá aportamos em 30 minutos. Encontramos o senhor Edson, como havia sugerido Bom Fim, que nos assegurou que o Flutuante cor-de-laranja do Jorge, à boca do lago Ipixúna, ficava a igual distância de Esperança a Santa Sofia. O mapa mostrava uma distância três vezes superior, mas subir aqueles 162 degraus até a escolinha, pelo menos duas vezes, carregando o material do caiaque, motivaram-nos a prosseguir viagem. É impressionante como os parâmetros de tempo e espaço nessa região são erroneamente dimensionados pelos ribeirinhos, inclusive os mais experientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lago Ipixúna&lt;br /&gt;Chegamos ao flutuante do Jorge por volta das 16h30min horas e solicitamos que ele nos rebocasse até a comunidade Divino Espírito Santo no interior do lago. O administrador rural, inicialmente, apresentou-nos um local para acampar, sem quaisquer condições de higiene. Depois da intervenção de seu irmão, um ‘leigo’ coordenador da pastoral, a chave do quarto dos professores da escolinha ‘milagrosamente’ apareceu. A única vantagem do ambiente em relação ao anterior era a privacidade.&lt;br /&gt;O senhor João, de quem compramos um refrigerante, convidou-nos para jantar na sua residência. Ofereceu-nos um jantar à base de peixes e nos informou que em Laranjal teríamos abrigo no Centro Cívico e que lá procurássemos o senhor Everaldo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-7103623461524131753?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/7103623461524131753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=7103623461524131753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7103623461524131753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/7103623461524131753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/teflago-ipixna.html' title='Tefé/Lago Ipixúna'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1787962189104519709</id><published>2009-01-09T13:34:00.022-02:00</published><updated>2009-01-29T02:56:12.896-02:00</updated><title type='text'>Coari: Entrevista com o Eng. Ambiental Revi sobre o tratamento de resíduos na cidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWd1ikt5RWI/AAAAAAAACwo/nBaoRsrguzE/s1600-h/coari_018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289325524202112354" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWd1ikt5RWI/AAAAAAAACwo/nBaoRsrguzE/s200/coari_018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWd1iKl8IEI/AAAAAAAACwg/tI8VmxcWoIU/s1600-h/coari_017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289325517189423170" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWd1iKl8IEI/AAAAAAAACwg/tI8VmxcWoIU/s200/coari_017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdztbe4EAI/AAAAAAAACwY/aSuqiuP-6hI/s1600-h/coari_016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289323511678504962" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdztbe4EAI/AAAAAAAACwY/aSuqiuP-6hI/s200/coari_016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzs7rshRI/AAAAAAAACwQ/GTE-sRPlP08/s1600-h/coari_015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289323503142339858" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzs7rshRI/AAAAAAAACwQ/GTE-sRPlP08/s200/coari_015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzs3a3-yI/AAAAAAAACwI/Wr4SejDb3yo/s1600-h/coari_014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289323501998045986" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzs3a3-yI/AAAAAAAACwI/Wr4SejDb3yo/s200/coari_014.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzspYN8AI/AAAAAAAACwA/QzDcuPRKjsI/s1600-h/coari_013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289323498228805634" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzspYN8AI/AAAAAAAACwA/QzDcuPRKjsI/s200/coari_013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzsYs6_HI/AAAAAAAACv4/QgRjEYW-5L4/s1600-h/coari_012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289323493752241266" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdzsYs6_HI/AAAAAAAACv4/QgRjEYW-5L4/s200/coari_012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdyju_TBNI/AAAAAAAACvw/YRmxaWDVMGI/s1600-h/coari_011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289322245604443346" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWdyju_TBNI/AAAAAAAACvw/YRmxaWDVMGI/s200/coari_011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1787962189104519709?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1787962189104519709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1787962189104519709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1787962189104519709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1787962189104519709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/coari-projeto-rio-mar-entrevista-o-eng.html' title='Coari: Entrevista com o Eng. Ambiental Revi sobre o tratamento de resíduos na cidade'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWd1ikt5RWI/AAAAAAAACwo/nBaoRsrguzE/s72-c/coari_018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2535769000686866945</id><published>2009-01-09T01:14:00.021-02:00</published><updated>2009-01-29T02:57:03.907-02:00</updated><title type='text'>06-10 jan: Laranjal - Coari</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbC6TPyaYI/AAAAAAAACuM/j12T7t9fPrE/s1600-h/coari_033.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289129119247919490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbC6TPyaYI/AAAAAAAACuM/j12T7t9fPrE/s400/coari_033.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbCDPRJrdI/AAAAAAAACqU/LHHfNPh-Go0/s1600-h/DSC07327.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289128173287091666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbCDPRJrdI/AAAAAAAACqU/LHHfNPh-Go0/s400/DSC07327.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hiram Reis e Silva (Coari, AM - 08 de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Laranjal&lt;br /&gt;Saímos às 06:05 do Lago Ipixúna sem guardar boas lembranças da comunidade que, apesar de se chamar ‘Divino Espírito Santo’, não prima muito pelo espírito cristão em termos de amparo aos que a ela acorrem procurando abrigo. Forçamos um pouco o ritmo e chegamos a Laranjal, por volta das 12:00 horas, após avistar uma enorme samaúma às margens do Solimões. Laranjal tem seu nome ligado a uma grande plantação de laranjeiras que já não existe no local.&lt;br /&gt;Cheguei procurando, como de praxe, pelo administrador rural, o senhor Everaldo, conforme nos informara seu João, do lago Ipixúna. O senhor Idelfonso nos recebeu e informou que o líder da comunidade não se encontrava no local, mas que o vice faria contato conosco. Senti uma certa desconfiança nos olhos do velho homem que nos incentivava a prosseguir sem parar até Coari. A resistência de seu Idelfonso tinha uma razão de ser: anos antes eles haviam se envolvido com traficantes que se abrigavam na comunidade, fazendo com que a polícia de Coari fichasse diversos de seus membros por envolvimento deliberado com os meliantes.&lt;br /&gt;Informei de que nossa intenção era pernoitar na comunidade e, depois de muita conversa, fomos acomodados no Centro Comunitário. Armei a barraca e arrumei as coisas, tomei um banho e depois fomos almoçar na casa do Idelfonso, a seu convite, o qual, já nos conhecendo melhor, tornou-se bastante amistoso. O contato com o decano e com sua família foi bastante agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A vingança da Samaúma&lt;br /&gt;A primeira visão que se tem da comunidade, quando se desce o rio, é de uma exuberante samaúma com suas enormes sapopemas que lembram os véus de uma deusa da floresta. Existiam três na região; a maior delas foi criminosamente abatida para ser vendida e transformada em compensado. Uma árvore magnífica como esta deveria ser tombada como patrimônio e, nunca, utilizada para comercialização.&lt;br /&gt;O senhor Idelfonso construiu um barco à sombra de uma imponente samaúma próxima a sua casa. O barco ficou pronto e permaneceu no local da construção. Em uma determinada noite a vingança ocorreu. A samaúma despencou um de seus mais frondosos galhos, esmigalhando o barco e vingando a irmã derrubada pela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Jacaré Crocodiliano&lt;br /&gt;Idelfonso contou que todas as noites um enorme jacaré, de seus mais ou menos sete metros de comprimento, cruza o Solimões rumo a Coari. A história foi confirmada pelos demais membros da comunidade e em Coari ouvimos diversos relatos a respeito de animais do mesmo porte. O Major Denildo, da Polícia Militar de Coari, nosso amigo e guardião, relatou ter visto com os próprios olhos, na casa de um ribeirinho às margens do Nhamundá, um couro de jacaré destas proporções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Coari&lt;br /&gt;A noite foi de temperatura bastante agradável e teria sido perfeita não fosse o fato de um bezerro apartado da mãe ficar mugindo a noite inteira. Acordamos ao alvorecer, nos despedimos da família amiga que tão gentilmente nos acolhera e partimos. Paramos no Terminal Solimões, da Petrobras, próximo a Coari, e fomos tratados com total indiferença pelo técnico responsável, depois aguardá-lo por quase 30 minutos. Fomos orientados a procurar, logo ao lado do terminal, o representante da Consag, prestadora de serviços encarregada da construção do gasoduto. O técnico responsável mandou um recado para que procurássemos o pessoal da Consag em Coari que, igualmente e após inúmeras tentativas, não se dignou em nos atender.&lt;br /&gt;Nossa intenção era a de mostrar o trabalho ambiental e social que vem sendo desenvolvido ao longo das obras de implantação do gasoduto. Infelizmente, a Petrobras e suas terceirizadas parecem querer transformar o projeto numa enorme caixa preta, tamanha a gama de dificuldades que apresentam aos que tentam mostrar as alternativas adotadas pela empresa procurando proporcionar melhoria nas condições de vida da população atingida pelas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Major PM Denildo&lt;br /&gt;A navegação até Coari foi rápida em virtude da forte correnteza. Deixamos os caiaques no Flutuante da Consag, por volta das 12:30 horas, seguindo a orientação de um de seus funcionários. Telefonei, imediatamente, para o 190, solicitando o apoio de nossos fiéis amigos da Polícia Militar do Estado do Amazonas. Não demorou cinco minutos e o Major Denildo estava no cais. Tomamos banho na residência do Major que, depois, nos levou até restaurante Piracuí para almoçarmos. Após o almoço, percorremos a cidade na viatura da PM e conhecemos seus principais pontos turísticos e o complexo de obras executados pela prefeitura de Coari na gestão do prefeito Adail Pinheiro. O Major conseguiu junto à senhora Eliana, coordenadora da UAB (Universidade Aberta do Brasil), que ficássemos hospedados na Universidade. A coordenadora e cada um dos membros da UAB nos receberam de braços abertos e nos franquearam o acesso aos computadores e internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coari&lt;br /&gt;O Major Denildo tem sido incansável. O café da manhã regional, de 07 de janeiro, foi degustado na Greici e o Major colocou o Cabo Pereira à nossa disposição para reconhecer a cidade, realizar entrevistas e assistir a posse do secretariado do novo prefeito. No dia 08, tomamos café na Greici, passeamos pela cidade em companhia do Major Denildo e concedemos uma entrevista na Rádio Nova Coari FM. A Maria Helena chegou por volta das 10:30 e o Denildo ampliou nosso passeio turístico até o lago Mamiá.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbBqEFYstI/AAAAAAAACok/VAVakfYyED8/s1600-h/DSC07313.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289127740788224722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbBqEFYstI/AAAAAAAACok/VAVakfYyED8/s200/DSC07313.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbBqOPB22I/AAAAAAAACos/H-Us6MgLLmQ/s1600-h/DSC07318.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289127743513025378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbBqOPB22I/AAAAAAAACos/H-Us6MgLLmQ/s200/DSC07318.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO CLICAR NO ÁLBUM TENHA ACESSO AO CONJUNTO DAS IMAGENS PRODUZIDAS PELOS NAVEGADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/0610JanLaranjalCoari?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh5.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SWa-xbFecuE/AAAAAAAACvU/Nz5JfXL935A/s160-c/0610JanLaranjalCoari.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/0610JanLaranjalCoari?feat=embedwebsite"&gt;06-10 jan: Laranjal - Coari&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2535769000686866945?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2535769000686866945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2535769000686866945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2535769000686866945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2535769000686866945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/06-10-jan-laranjal-coari.html' title='06-10 jan: Laranjal - Coari'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWbC6TPyaYI/AAAAAAAACuM/j12T7t9fPrE/s72-c/coari_033.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-4180669248685245448</id><published>2009-01-09T00:58:00.003-02:00</published><updated>2009-01-09T01:01:48.871-02:00</updated><title type='text'>05 jan: Lago Ipixúna - Laranjal</title><content type='html'>CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA TER ACESSO AO ÁLBUM&lt;br /&gt;&lt;table style="width:194px;"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/05JanLagoIpixNaLaranjal?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SWa7Ugci_jE/AAAAAAAACjU/XBloc5nYPuQ/s160-c/05JanLagoIpixNaLaranjal.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/05JanLagoIpixNaLaranjal?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;"&gt;05 jan: Lago Ipixúna - Laranjal&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-4180669248685245448?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/4180669248685245448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=4180669248685245448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4180669248685245448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/4180669248685245448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/05-jan-lago-ipixna-laranjal.html' title='05 jan: Lago Ipixúna - Laranjal'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SWa7Ugci_jE/AAAAAAAACjU/XBloc5nYPuQ/s72-c/05JanLagoIpixNaLaranjal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1840313694112354779</id><published>2009-01-07T21:02:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T02:57:40.775-02:00</updated><title type='text'>Rios de águas azuis, pretas e brancas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rios de águas azuis&lt;br /&gt;Os escudos brasileiro, ao sul, e das guianas, ao norte, são formados por rochas do período pré-cambriano, e os rios que têm suas nascentes nessas áreas são rios de águas claras e, em conseqüência, pobres em nutrientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rios de águas pretas&lt;br /&gt;Os rios que nascem em áreas de sedimentos terciários são da cor do chá preto e muito pobres. No talvegue apresentam a cor mais escura, sendo conhecidos como rios de águas pretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rios de águas brancas&lt;br /&gt;Por sua vez, os rios que nascem na cordilheira dos Andes são conhecidos como rios de água branca, em decorrência das cargas de sedimentos que trazem das montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Controverso Japurá&lt;br /&gt;O rio Japurá é um rio de águas brancas que começa a ser corrompido pelas águas do rio Auti-Paraná, na altura da cidade de Maraã, que carrega até ele as águas do Solimões. Mais adiante, ele recebe uma nova carga de água do Solimões no seu leito, através do paraná Aranapu. A tonalidade da água do Japurá provoca nos incautos uma confusão na sua classificação. É necessário que se observe, portanto, o rio à montante de Maraã para classificá-lo corretamente. Outros rios na Amazônia apresentam dificuldades na sua classificação, sendo necessário conhecê-los em toda a sua extensão para não incorrer em erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Planícies alagadas&lt;br /&gt;A cordilheira dos Andes é responsável pela maior descontinuidade climática da América do Sul. Desertos de um lado e vegetação luxuriante de outro. A grande responsável pela manutenção dessa vegetação são as chuvas. Grande parte delas é formada no Oceano Atlântico e empurrada pelos ventos alíseos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamirauá&lt;br /&gt;As chuvas não são distribuídas uniformemente durante o ano. No Mamirauá, a época das chuvas mais intensas é de dezembro a março e o período da seca de julho a outubro. Esta variação no regime de chuvas provoca uma variação de até 12 metros no nível das águas, fazendo com que toda a área da reserva fique submersa, exigindo uma enorme capacidade de adaptação por parte da flora e da fauna local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lagos&lt;br /&gt;São mais de 600 lagos já identificados, que servem de importante fonte de subsistência para as comunidades da reserva. O mais importante deles é o Mamirauá, que foi, certamente, um meandro abandonado pelo rio-menino que encontrou um novo caminho mais retilíneo. O rio Solimões está em constante mudança e, em menos de uma década, é capaz de formar ilhas com vegetação.&lt;br /&gt;Como os sedimentos trazidos pelo rio se depositam continuamente nas restingas altas, elas podem, no futuro, transformar-se em florestas de terra firme. Cada hectare da reserva abriga ‘apenas’ uma centena de espécies diferentes de árvores, e isso demonstra que as áreas de várzea não são capazes de sustentar os altos níveis de biodiversidade das terras firmes, tendo em vista as adaptações que as espécies tiveram de desenvolver para sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1840313694112354779?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1840313694112354779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1840313694112354779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1840313694112354779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1840313694112354779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/rios-de-guas-azuis-pretas-e-brancas.html' title='Rios de águas azuis, pretas e brancas'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-5041309635590543472</id><published>2009-01-05T02:02:00.017-02:00</published><updated>2009-01-29T02:58:54.076-02:00</updated><title type='text'>Entrevista com o Coordenador de Operações do Instituto Mamirauá</title><content type='html'>O álbum abaixo apresenta imagens produzidas no período de 31 de dezembro a 02 de janeiro do Flutuante Mamirauá à Tefé. Dê um clique na foto e aprecie!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/0231dezFlutuanteMamirauTef?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SWIGiy2xyqE/AAAAAAAACdQ/W8HLcmqSpFc/s160-c/0231dezFlutuanteMamirauTef.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/0231dezFlutuanteMamirauTef?feat=embedwebsite"&gt;02-31dez: Flutuante Mamirauá-Tefé&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desafiando o Rio-Mar: Mamirauá&lt;br /&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva (*)&lt;br /&gt;- Sonho transformado em realidade&lt;br /&gt;Depois de mais de 300 palestras realizadas na região sul nos últimos nove anos, em Universidades, Estabelecimentos de Ensino Médio, Cursinhos Pré-vestibulares, Lojas Maçônicas, Associações Comerciais e Organizações Militares, nos quais apresentávamos a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá como modelo de preservação ambiental, chegou, finalmente, a oportunidade de conhecê-la ‘in loco’.&lt;br /&gt;Graças ao amigo Stiger, conhecemos, no INPA, a pesquisadora Vera Silva, considerada a maior especialista em mamíferos aquáticos amazônicos do mundo. A Vera, na oportunidade, acenou-nos com a possibilidade de que poderíamos conseguir autorização para visitar a reserva através do Instituto Mamirauá. Já havíamos descartado totalmente a hipótese de conhecer a RDS, pois havíamos feito contato através da Pousada Uacari e a diária era impraticável. Os administradores não se sensibilizaram com nosso projeto científico-cultural envolvendo alunos do ensino médio e fundamental.&lt;br /&gt;Já estávamos descendo o Solimões quando a Vera solicitou maiores informações sobre o projeto para encaminhá-las ao Instituto. Seguindo sua orientação, minha querida amiga Rosângela, de Bagé, RS, enviou toda documentação solicitada ao Gerente Operacional do projeto, senhor Josivaldo Modesto, conhecido como César, que se empenhou pessoalmente para que a autorização fosse concedida.&lt;br /&gt;O resultado de todo este processo foi de que desde que entramos na área da reserva fomos abrigados em seus flutuantes, sem qualquer ônus e tratados como pesquisadores que somos. O César, em particular, tem sido incansável em nos apoiar, permitindo nosso acesso a todas as informações que solicitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- RDS – Pequeno histórico&lt;br /&gt;Até a década de 80, o macaco branco de cara vermelha, conhecido como uacari, só havia sido descrito no século XIX pelo naturalista inglês Henry Walter Bates. Em março de 1983, um biólogo paraense chamado José Márcio Ayres parte de Tefé no navio Gaivota, financiado por seu pai, para pesquisar os uacaris. Depois de diversas tentativas frustradas, Ayres aportou o Gaivota na Boca do Mamirauá. Após anos estudando os curiosos primatas, seu estudo foi publicado em 1986 e, em 1990, mais de um milhão de hectares da várzea, incluindo a área onde havia desenvolvido seu estudo, foram declarados pelo governo estadual como Estação Ecológica Mamirauá. Em 1992, foi criada a sociedade civil Mamirauá, com o intuito de coordenar pesquisas e trabalhos de extensão na reserva e, em 1996, a ONG publicou seu plano de manejo, visando o uso sustentável dos recursos naturais e o policiamento dos recantos mais longínquos da reserva. Ato contínuo, o governo estadual consagra estes princípios, criando a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Várzea&lt;br /&gt;Em decorrência das inundações periódicas, o rio Solimões, rico em nutrientes, proporciona o habitat ideal para a reprodução e berçário para mais das 300 espécies de peixes da reserva. Por outro lado, o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos na Amazônia e a conseqüente busca por proteína barata, tornam a opção pela busca do pescado nos lagos e rios uma ameaça, tanto ao ecossistema de Mamirauá como de todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pesquisa científica&lt;br /&gt;O governo brasileiro, através do CNPq (Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e de doadores internacionais, financia projetos como o de estudo ecológico do pirarucu, a rádio-telemetria dos botos e do jacaré-açú, dentre outros, tornando o Mamirauá um centro de excelência para estudos relativos à floresta alagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Extensão&lt;br /&gt;Junto à população ribeirinha são desenvolvidos projetos de saúde, educação ambiental e técnicas agrícolas, com a experimentação de novas técnicas produtivas de árvores frutíferas, planos de manejo madeireiro sustentável e artesanato tradicional envolvendo cerâmica e cestaria, além da operação de uma rádio comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conclusão&lt;br /&gt;Reputamos a RDS Mamirauá como modelo, tendo em vista o envolvimento democrático da população ribeirinha na absorção e aplicação de novas técnicas ambientais, no controle e fiscalização dos recursos naturais da reserva e a modelar ação norteadora do Instituto como organização científica de excelência, apresentando novas alternativas sustentáveis. A corrupção que verificamos em toda a nação, nos órgãos encarregados de fiscalizar os atos lesivos ao patrimônio genético e ambiental do país, mostra ser Mamirauá um modelo que deu certo e que está em constante reformulação e aperfeiçoamento. Nossos reiterados agradecimentos ao amigo César e a todos do Instituto pela cordialidade e carinho com que nos receberam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-5041309635590543472?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/5041309635590543472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=5041309635590543472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5041309635590543472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/5041309635590543472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/entrevista-com-o-coordenador-de-operaes.html' title='Entrevista com o Coordenador de Operações do Instituto Mamirauá'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SWIGiy2xyqE/AAAAAAAACdQ/W8HLcmqSpFc/s72-c/0231dezFlutuanteMamirauTef.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-3334303154360612179</id><published>2009-01-05T01:53:00.007-02:00</published><updated>2009-01-29T03:00:52.227-02:00</updated><title type='text'>Cel. Hiram entrevista pesquisadores do Instituto Mamirauá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Flutuante Mamirauá/Tefé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mergulhando nas entranhas do Mamirauá&lt;br /&gt;O Mamirauá é um poço de tranqüilidade, margens intocadas, a vegetação não é violentada pelas águas como a do Solimões. Passamos pela Pousada Uacari e chegamos ao flutuante onde fomos recebidos pelo senhor Ivo, que nos ofereceu um saboroso almoço/janta que havia sido preparado pelas pesquisadoras Juliane e Joana, as quais já teriam seguido destino a Tefé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entusiastas Pesquisadoras&lt;br /&gt;Fomos surpreendidos, ao entardecer, com o retorno da Juliane e da Joana e mantivemos um prazeroso contato com ambas. Juliane, veterinária gaúcha de Porto Alegre e pesquisadora de mamíferos aquáticos amazônicos (boto); Joana, carioca, da gema, trabalha com a ecologia de vertebrados terrestres, tendo como foco as ocas. Gravamos uma pequena entrevista com ambas contando suas histórias de vida e o objeto de sua pesquisa. Ambas demonstraram uma paixão pelo que fazem e a determinação com que enfrentam as vicissitudes do ambiente por vezes hostil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeira Manhã em Mamirauá (28 dez 2008)&lt;br /&gt;Acordei cedo para tirar umas fotos do nascer do sol em Mamirauá. O alvorecer é fantástico, quase tão lindo como o do lago Guaíba, em Porto Alegre. Despedimo-nos das amigas pesquisadoras e saí de caíque para reconhecer e fotografar a área. A vegetação da várzea é formidável, as espécies evoluíram e se adaptaram às condições especiais das inundações sazonais, sobrevivendo apenas as mais fortes, o que explica ser sua biodiversidade menor do que a da vegetação de terra firme. As raízes, em especial, chamam a atenção dos mais sensíveis, parecem ter sido formadas por mãos celestiais.&lt;br /&gt;Conhecemos, no Flutuante ‘Boto Vermelho’ do INPA, a pesquisadora carioca Sani, que trabalha sob a supervisão da nossa querida amiga Vera Silva, considerada referência mundial como pesquisadora de mamíferos aquáticos do planeta. Alegre, de bem com a vida, a Sani está perfeitamente integrada à região e ao seu trabalho. À tarde, ela veio nos visitar no Flutuante e saiu para passear com o caíaque duplo só voltando ao entardecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Joaquim Martins (29 dez 2008)&lt;br /&gt;O líder e patriarca da Comunidade da Boca do Mamirauá, senhor Joaquim, como havia prometido, veio nos visitar na manhã de segunda-feira, acompanhado do ‘Lula’, um de seus 38 netos. A chuva que começara à noite só parou por volta das 10h. O Senhor Joaquim ficou proseando e contando suas histórias. É impressionante o vigor físico, a lucidez deste ribeirinho que é um dos esteios da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Quando a chuva diminuiu, acompanhei-o na pescaria e sua destreza em arpoar e depois na técnica usada para pescar o tambaqui usando o ‘enganador’ e a ‘arati’ como iscas, justificam a fama de grande pescador que tem. Retornamos ao Flutuante e ele nos presenteou com o tambaqui que foi assado pelo zelador Ivo e saboreado no almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peixes ornamentais&lt;br /&gt;À tarde, chegou com sua equipe, o Jonas, especialista no manejo de peixes ornamentais. Participamos da captura de acarás à noite, numa preparação para a palestra que o Jonas iria ministrar na pousada e que seria concluída no laboratório do nosso Flutuante. À noite estava perfeita, embora sem lua, limpa e estrelada, prenunciando um bom tempo que não veio. No deslocamento da ‘voadeira’, diversas sardinhas, atraídas pela lanterna que o Jonas portava na testa, caíram dentro da nossa embarcação. No retorno, algumas delas serviram de repasto para o grande poraquê que habita um enorme aquário do laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Efeitos da Chuva&lt;br /&gt;Na madrugada de 30 de dezembro choveu torrencialmente, o que impediu novas capturas, e o dia raiou com uma precipitação bastante forte. Ajudamos o Ivo a desprender o capim memeca, que descia o rio em grandes ilhas, do flutuante e aproveitamos para ler um pouco e atualizar nossas anotações. O Romeu envolveu-se nas atividades culinárias. O Jonas realizou a palestra na Pousada e depois os turistas vieram até o laboratório do Flutuante. No laboratório, ele relatou que das mais de 300 espécies de peixes levantadas na reserva, menos de 20 são consideradas ornamentais e que destas apenas 3 fazem parte do projeto de manejo, que são o Acará-Bandeira, o Acaraçú e o Acara-Boari (mesonauta). Na oportunidade, um fotógrafo italiano chamado Valter insistiu que remássemos juntos para nos fotografar.&lt;br /&gt;À tarde, fomos percorrer algumas trilhas ao longo dos canos do Mamirauá. As aves estavam exaltadas com a pesca fácil. A chuva aumenta a correnteza do Mamirauá e demais cursos, movimentando o lodo do fundo e liberando grande quantidade de gases. Toda a reserva recende a enxofre e os peixes são obrigados a subir à superfície em busca de oxigênio, tornando-se presa fácil dos predadores. O espetáculo proporcionado pelas garças, principalmente, é inenarrável. Achei a trilha, indicada pelo Jonas, fotografei as vitórias amazônicas, guaribas e outras raízes exóticas e retornei à base.&lt;br /&gt;O Romeu tentava ensinar o Valter, nosso amigo italiano hospedado na Pousada Uacari, como remar. À noite, preparamos nossos apetrechos para seguir destino a Tefé na manhã de 31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para Tefé&lt;br /&gt;Um dos muitos genros de seu Joaquim foi designado para nos deslocar até a Boca do Mamirauá. Seu Joaquim e filhas nos agradavam com a alegria típica dos ribeirinhos. Aproveitamos para comprar alguns artesanatos fabricados pela comunidade e tiramos uma foto diante da Castanha Sapucaia mais famosa do mundo. Sua foto, na época da cheia, com uma pequena embarcação ao lado, ilustra diversas revistas e livros no mundo tudo. Já no lago Tefé, segui as orientações da pesquisadora Juliane e não tivemos problemas em localizar o flutuante do Instituto. O César, mais uma vez, com a atenção e cordialidade que lhe são peculiares, nos acolheu no porto, levou-nos até o clube militar de Tefé onde nos hospedamos, e nos levou após o banho para almoçar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-3334303154360612179?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/3334303154360612179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=3334303154360612179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3334303154360612179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/3334303154360612179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/cel-hiram-entrevista-pesquisadores-do.html' title='Cel. Hiram entrevista pesquisadores do Instituto Mamirauá'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-742729505646037265</id><published>2009-01-05T01:14:00.004-02:00</published><updated>2009-01-29T03:01:21.630-02:00</updated><title type='text'>Flutuante Horizonte/Flutuante Boca do Mamirauá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para o Flutuante Cauaçú&lt;br /&gt;Partimos às 5h40min do dia 26, navegando quase um quilômetro rio acima, colados na margem esquerda, pois a entrada do furo ‘Mari-Mari’ ficava, praticamente, em frente ao flutuante, na margem oposta, e a força da correnteza nos impediria de acessá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Paraná Mari-Mari&lt;br /&gt;O caboclo da Amazônia não faz distinção entre furos e paranás. Por definição, os furos são canais que ligam o mesmo rio, permitindo, na maioria das vezes, diminuir os percursos. O ‘Mari-Mari’ é um exemplo disso, unindo o Solimões a ele mesmo e encurtando o caminho natural do rio que, no local, faz uma grande volta. O Paraná, por sua vez, é um canal que liga dois rios distintos, como o caso do Aranapu, que liga o Solimões ao Japurá.&lt;br /&gt;Acessamos a entrada do ‘Mari-Mari’, quando o sol iniciava sua caminhada no amazônico horizonte. O furo, relativamente estreito, permitiu-nos admirar a paisagem exuberante de ambas as margens. Mergulhamos de corpo e alma no ambiente que nos cercava, absorvendo seus aromas e sons impressionantes. O nascer do dia estimulava os pássaros, numa esplendorosa melodia em louvor ao sol; ao fundo, um soturno coral de ‘guaribas’ (bugios) complementava a peculiar sinfonia da aurora.&lt;br /&gt;Passamos por um grande coqueiral e por uma casa de alvenaria que, pela grandeza e qualidade da construção, contrastava com o ambiente a sua volta. Ficamos sabendo, depois, que seus donos residiam em Tefé e que criavam tambaquis e pirarucus em lagos situados atrás da sede da fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Flutuante Cauçu&lt;br /&gt;Depois de três paradas, chegamos por volta das 11h30min ao flutuante Cauaçu, onde fomos recebidos pelo senhor Manoel. Descarregamos os caiaques e, enquanto o Romeu se banhava, aproveitei para colocar a ‘malhadeira’ (rede de pesca). O Manoel sinalizou com um lugar melhor na margem oposta e ao retirar a rede para recolocá-la, verifiquei que tinha capturado três piranhas, que limpei -‘tiquei’ - para o jantar. Mudei a rede e fui tomar banho. Escrevi um pouco e fui retirar a rede, constatando que ela havia sido levada pelo boto que rondava pelo ‘furo’. Mais tarde, usando um pequeno arpão, consegui pegar duas sardinhas que foram igualmente limpas e ‘ticadas’. O Manoel foi pescar e consegui dois sardinhões que foram degustados com os demais no jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para a Boca do Mamirauá&lt;br /&gt;Choveu a noite toda. De manhã, aguardamos um pouco o tempo melhorar e, como isso não acontecesse, partimos às 7h15min do dia 27. Houve um contratempo lamentável: o Romeu se distanciou demais, à frente, e perdemos o contato visual. Tentei chamá-lo, pois ultrapassamos um furo que encurtaria, significativamente, o percurso. A chuva aumentou e o perdi de vista. Preocupado, alterei a rota planejada, seguindo-o e, para isso, contornei a ilha e acessei a boca pelo Japurá. Encontrei dificuldade em entrar na boca do Mamirauá, pois, embora avistasse as construções da comunidade, o capim ‘memeca’ havia obstaculizado praticamente toda a foz. Estava realizando mais uma tentativa no norte da foz, quando avistei um ‘recreio’ entrando. Acelerei a remada e consegui confirmar com uma passageira que eles estavam se dirigindo para a Boca. Mantive as remadas fortes, para não perder o recreio de vista, e chegamos juntos ao nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Joaquim Martins&lt;br /&gt;Conhecemos o decano da comunidade e um dos alicerces do Projeto Mamirauá. O senhor Joaquim, muito lúcido e falante nos seus mais de setenta anos bem vividos, contou-nos uma série de ‘causos’ e piadas regionais. Na ocasião, aportaram no seu flutuante três pesquisadores do Instituto, sendo um deles a pesquisadora gaúcha Miriam, com quem marcamos uma entrevista em Tefé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Resgate do Romeu&lt;br /&gt;Contatamos o Gerente Operacional do Instituto Mamirauá, senhor Josivaldo Modesto, mais conhecido como ‘César’, solicitando seu apoio para encontrar o Romeu, caso ele tivesse se perdido, e ele imediatamente iniciou pessoalmente uma operação de resgate. O Romeu apareceu mais tarde e atrelamos nossos caiaques à ‘rabeta’ do Tito, um dos filhos do senhor Joaquim, que nos conduziu até o Flutuante Mamirauá, onde mais uma vez fomos cordialmente recebidos pelo zelador, o senhor Ivo.&lt;br /&gt;CLIQUE NOS ÁLBUNS A SEGUIR PARA ACESSAR AS IMAGENS DO PERÍODO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/silpineda/26DezFlutuanteHorizonteFlutuanteCauacu?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh4.ggpht.com/_CqzeNmkX6vI/SWFZljONH7E/AAAAAAAAC7o/671kGCuQKTg/s160-c/26DezFlutuanteHorizonteFlutuanteCauacu.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/silpineda/26DezFlutuanteHorizonteFlutuanteCauacu?feat=embedwebsite"&gt;26 dez: Flutuante Horizonte - Flutuante Cauacu&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/silpineda/2730DezFlutuanteCauacuFlutuanteBDoMamiraua?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh6.ggpht.com/_CqzeNmkX6vI/SWFaj89G4IE/AAAAAAAADJA/c9dBLwWCykg/s160-c/2730DezFlutuanteCauacuFlutuanteBDoMamiraua.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/silpineda/2730DezFlutuanteCauacuFlutuanteBDoMamiraua?feat=embedwebsite"&gt;27-30 dez: Flutuante Cauacu -Flutuante B do Mamiraua&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-742729505646037265?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/742729505646037265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=742729505646037265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/742729505646037265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/742729505646037265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/flutuante-horizonteflutuante-boca-do.html' title='Flutuante Horizonte/Flutuante Boca do Mamirauá'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_CqzeNmkX6vI/SWFZljONH7E/AAAAAAAAC7o/671kGCuQKTg/s72-c/26DezFlutuanteHorizonteFlutuanteCauacu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2789529625751753071</id><published>2009-01-05T00:36:00.011-02:00</published><updated>2009-01-29T03:02:09.077-02:00</updated><title type='text'>Flutuante Aranapu/Flutuante Horizonte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para o Flutuante Horizonte&lt;br /&gt;O Cláudio chegou às 6h45min, quinze minutos antes do combinado; atrelamos nossos caiaques à sua ‘rabeta’ e nos dirigimos à boca do Aranapu. O motor de 5,5 HP gemia contra a correnteza forte, o que determinou uma velocidade média de 6,5 km/h. Partimos para nossa jornada, a remo, às 7h50min, com um ritmo calmo, tendo em vista que o objetivo se encontrava a mais de 60 km de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ‘Paraná’ Envira&lt;br /&gt;Às 9h30min, depois de aportarmos numa pequena praia próxima ao furo que eu procurava para encurtar o percurso, saí para fazer um reconhecimento e confirmei se tratar do ‘furo’. A foto do satélite mostrava uma foz de aproximadamente um quilômetro, que o terreno totalmente assoreado reduzira a uma centena de metros. O areal e a vegetação de imbaúbas e capins indicavam que essas alterações na geografia eram recentes. Depois de um breve repouso entramos no furo, confirmando nossa tese com um ribeirinho que navegava em nossa direção. As praias da margem esquerda estavam tomadas por enormes bandos de gaivotas que, incomodadas com nossa presença, iniciaram uma estridente revoada, quebrando a monotonia dos sons da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro Furo&lt;br /&gt;Depois da segunda parada, aproximamo-nos de um furo com uns 500 metros de largura, aproximadamente. Como a correnteza que penetrava por ele era bastante forte, decidi alterar a rota inicial e percorrê-lo. Foi uma bela escolha e mais uma vez reduzimos significativamente o percurso. Na saída do furo, novamente no Solimões, paramos numa praia para descansar e reconhecer o terreno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWF1Oonk2GI/AAAAAAAACQs/9F7bnXY46Eg/s1600-h/870.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287636331791702114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWF1Oonk2GI/AAAAAAAACQs/9F7bnXY46Eg/s200/870.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWF2hxISxzI/AAAAAAAACRU/pc2by-RAe88/s1600-h/875.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287637760005556018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWF2hxISxzI/AAAAAAAACRU/pc2by-RAe88/s200/875.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Flutuante Horizonte&lt;br /&gt;De acordo com as coordenadas enviadas pelo Instituto Mamirauá, o flutuante se encontrava a apenas 11 km de distância, na margem direita. Dirigimo-nos ao local marcado e, chegando à comunidade Novo Horizonte, fomos informados de que o Flutuante tinha sido transferido para a margem esquerda, em frente, a 4 km na margem direita. A correnteza, no local, era muito forte e seria extremamente extenuante nos deslocarmos até ele depois de remar mais de 60 km. Felizmente, o zelador, Isvon, encontrava-se na comunidade e rebocou os caiques até o flutuante. Descarregamos os pertences e coloquei a ‘malhadeira’ (rede de pesca) na esperança de uma alteração no nosso cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Família do Isvon&lt;br /&gt;O Isvon foi buscar a esposa Helen Mara e seu hiperativo filho, quebrando nossa nostálgica rotina. A retirada da rede foi uma festa; um pequeno poraquê e uma arraia foram imediatamente devolvidos ao rio e as três branquinhas, a pescada e a cachorra foram preparadas pela Helen para nosso jantar. O Isvon me presenteou com sua camisa de manga comprida, para me proteger das queimaduras solares e dos mosquitos, e eu retribui com uma lanterna (acoplada com rádio, alarme e carregador de celular) que dispensa pilhas sendo recarregada por um dínamo.&lt;br /&gt;VEJA AS IMAGENS DESSE PERCURSO CLICANDO NO ÁLBUM ABAIXO:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/silpineda/25DezFlutuanteAranapuFlutuanteHorizonte?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh3.ggpht.com/_CqzeNmkX6vI/SWFXmCwG4uE/AAAAAAAAC5I/5Sii1tPnF8E/s160-c/25DezFlutuanteAranapuFlutuanteHorizonte.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/silpineda/25DezFlutuanteAranapuFlutuanteHorizonte?feat=embedwebsite"&gt;25 dez: Flutuante Aranapu-Flutuante Horizonte&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-2789529625751753071?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/2789529625751753071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=2789529625751753071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2789529625751753071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/2789529625751753071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/flutuante-aranapuflutuante-horizonte.html' title='Flutuante Aranapu/Flutuante Horizonte'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWF1Oonk2GI/AAAAAAAACQs/9F7bnXY46Eg/s72-c/870.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-6264602783085619675</id><published>2009-01-05T00:06:00.008-02:00</published><updated>2009-01-29T03:02:45.149-02:00</updated><title type='text'>24 de Dezembro: Tamaniquá/Flutuante Aranapu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWFsz38SP-I/AAAAAAAACQM/zo-60Da1WpQ/s1600-h/845.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287627075955605474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWFsz38SP-I/AAAAAAAACQM/zo-60Da1WpQ/s400/845.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tamaniquá&lt;br /&gt;Aguardei o Romeu, que estava envolvido com as aulas de remo para a criançada, na casa do Chico e da Dona Maria ‘Capivara’. Degustamos alguns ‘din-dins’ (sacolés ou geladinhos) e ficamos conversando com nosso monossilábico amigo Chico. Fomos convidados pelos donos da casa a saborear um jantar à base de peixe frito e uma caldeirada de piranha acompanhada de feijão com jerimum produzidos na roça da família e, logicamente, a saborosa farinha regional. Após o jantar fomos ultimar os preparativos para a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para o Flutuante Aranapu&lt;br /&gt;Na manhã de 24 de dezembro, nossos amigos Chico e Dona Maria ‘Capivara’ estavam a postos na margem, para as despedidas. É impressionante como a amizade pode surgir em tão breves momentos de contato, em locais tão ermos, com pessoas com histórias de vida tão diversas. Partimos taciturnos, levando a lembrança do carinho e da atenção dos queridos amigos que deixamos em Tamaniquá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aru&lt;br /&gt;Na Amazônia o caboclo chama a neblina de Aru. Aru é o sapo que deposita seus ovos numa densa espuma presa às vegetações aquáticas. A neblina parece presa às copas das arvores e talvez por isso a analogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Navegando na Aru&lt;br /&gt;Seguindo o conselho do Chico, encostamos na margem direita do Solimões, que era a menos alterada pela violência do rio, já que nesta altura ele faz uma pronunciada curva à esquerda. Recomendei, devido à neblina, que o Romeu diminuísse a distância para que não perdêssemos o contato visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na boca do Aranapu&lt;br /&gt;Depois de duas paradas, avistamos a boca do Paraná Aranapu. Como o GPS apontava uma distância de mais uns 5 quilômetros até o flutuante e estas informações a respeito da localização do flutuante eram conflitantes, pus-me a buscar ratificação com ribeirinhos de um flutuante próximo, à jusante. Confirmados os dados do GPS, tivemos de ‘arribar’, remando vigorosamente contra a correnteza do Solimões para entrar no Aranapu e, depois de 40 minutos, aportamos no flutuante Aranapu do Instituto Mamirauá. O senhor Cláudio, zelador do flutuante, já nos esperava e nos acolheu gentilmente nas confortáveis instalações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afluente de si mesmo&lt;br /&gt;“A inconstância tumultuária do rio retrata-se ademais nas suas curvas infindáveis, desesperadoramente enleadas, recordando o roteiro indeciso de um caminhante perdido, a esmar horizontes, volvendo-se a todos os rumos ou arrojando-se à ventura em repentinos atalhos. ... ou vai, noutros pontos, em furos inopinados, afluir nos seus grandes afluentes, tornando-se ilogicamente tributário dos próprios tributários: sempre desordenado, e revolto, e vacilante, destruindo e construindo, reconstruindo e devastando, apagando numa hora o que erigiu em decênios - com a ânsia, com a tortura, com o exaspero de monstruoso artista incontentável a retocar, a refazer e a recomeçar perpetuamente um quadro indefinido...” (Euclides da Cunha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aranapu é um paraná que une o Solimões ao Japurá e que, segundo o senhor Cláudio, nos últimos 18 anos, apenas em duas oportunidades, o Solimões recebeu águas do Japurá por intermédio do Aranapu.&lt;br /&gt;A sabedoria de Euclides da Cunha se torna patente mais uma vez. O Rio-menino é afluente dele mesmo ao lançar suas águas no Japurá através do Aranapu e recebê-las, mais adiante, de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contato com a Comunidade&lt;br /&gt;Assistimos a um torneio de futebol, promovido pelo Cláudio, no estádio ‘Moça Bonita’, cujo troféu era um porquinho. Tiramos algumas fotos, conversamos com os populares e o Romeu, mais uma vez, promoveu uma aulinha de canoagem para os mais jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preocupações extra-amazônicas&lt;br /&gt;Os dias têm se sucedido melhor do que planejáramos. O rendimento dos caiaques, o apoio de autoridades e populares, o clima, normalmente agradável na parte da manhã, tudo tem contribuído favoravelmente para nosso otimismo. Apenas duas coisas me inquietam o sono e me preocupam: minha família e a renovação de meu contrato como professor do Colégio Militar de Porto Alegre. A saúde de minha esposa tem sido uma constante preocupação nestes cinco últimos anos e os altos custos com medicação e enfermagem reforçam a necessidade de continuar exercendo as atividades de professor para complementar o salário. O General Farias hipotecou sua palavra de oficial e cavalheiro que meu retorno estava garantido mas, infelizmente, ainda não tivemos a efetivação confirmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Natal em Mamirauá&lt;br /&gt;O Romeu improvisou um quibe sem carne, que foi nossa ceia de Natal. Fomos acompanhados pelo amigo Cláudio, o que tornou a noite bastante agradável. A noite foi fresca; havia chovido à tarde toda e dormimos muito bem nos preparando para o ‘Horizonte’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA TER ACESSO AO ÁLBUM COMPLETO!&lt;br /&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/silpineda/24DezembroTamaniquFlutuanteAranapu?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh6.ggpht.com/_CqzeNmkX6vI/SWFV96PC8XE/AAAAAAAADVA/IitRSy9BJtk/s160-c/24DezembroTamaniquFlutuanteAranapu.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/silpineda/24DezembroTamaniquFlutuanteAranapu?feat=embedwebsite"&gt;24 Dezembro: Tamaniquá- Flutuante Aranapu&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-6264602783085619675?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/6264602783085619675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=6264602783085619675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6264602783085619675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/6264602783085619675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2009/01/24-de-dezembro-tamaniquflutuante.html' title='24 de Dezembro: Tamaniquá/Flutuante Aranapu'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SWFsz38SP-I/AAAAAAAACQM/zo-60Da1WpQ/s72-c/845.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-1008400847418892198</id><published>2008-12-27T11:49:00.013-02:00</published><updated>2009-01-29T02:51:05.472-02:00</updated><title type='text'>Tamaniquá - 23 de dezembro de 2008</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;Hiram Reis e Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polícia Militar de Fonte Boa&lt;br /&gt;Desde nosso contato com Coronel Rômulo, comandante do Policiamento do Interior, que os policiais militares do Amazonas foram incansáveis em nos apoiar no transporte de material e contato com autoridades locais. Gostaríamos de deixar registrado o profissionalismo, a urbanidade e a atenção com que nos trataram os policiais de São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins e Jutaí. Realmente, Fonte Boa foi uma exceção à regra; o descaso e a falta de apoio por parte do comandante do destacamento não são compatíveis com as tradições da instituição que deveria representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largada para Tamaniquá&lt;br /&gt;O senhor José Antonio, do Hotel Eliana, suprindo a falta da Polícia Militar, nos conduziu, gentilmente, até o Frigorífico Pescador. Partimos por volta das 08:00 horas, depois de agradecer o apoio do senhor Sabá Franco, administrador do frigorífico, e paramos duas vezes antes de chegar nas proximidades da foz do Juruá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foz do Juruá&lt;br /&gt;Na segunda parada, por volta da 11:35 horas, verifiquei a enorme discordância da carta com o terreno em relação à margem direita do Solimões perto da foz com o Juruá. Já acostumado com os devaneios deste rio errante, conclui que toda ilha à margem esquerda do Juruá tinha sido violentada pela fúria do rio-mar na sua ânsia de remodelar o relevo a seu bel prazer. A transformação criou um delta na foz do Juruá. A dilapidada ilha da inocência, à jusante da foz, talvez venha a se transformar num ícone da perda da inocência do rebelde rio-menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Matusalém&lt;br /&gt;Na foz do Juruá, parei para tirar algumas fotos, que foram prejudicadas, porém, pela altura da vegetação. Na margem direita da foz, aportamos no local denominado pelas cartas como Porto Colombiano, mas chamado pelos populares ribeirinhos como Nova Matusalém. Fomos impedidos de pernoitar, tendo em vista que o presidente e o vice-presidente da comunidade se encontravam ausentes. Pela primeira vez nos foi recusado abrigo no Amazonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamaniquá&lt;br /&gt;Partimos para Tamaniquá, que podia ser avistada no horizonte a uns sete quilômetros. Tamaniquá é a cidade natal do amigo Sabá Franco. Sabá havia recomendado que procurássemos o Flutuante do Ribeiro. O nosso dia, que começara mal com o “calote na recepção” por parte da polícia militar de Fonte Boa e continuara assim com a falta de hospitalidade da comunidade nova Matusalém, consagrou-se com o descaso do Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor Emanuel Carvalho&lt;br /&gt;Fomos até a escolinha local, onde encontramos o gestor Emanuel. O professor foi extremamente educado e receptivo, nos acolhendo em uma de suas salas de aula onde permitiu que acampássemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo Chico&lt;br /&gt;Descarregamos o material na sala de aula e fomos, imediatamente, tomar um banho no rio. Revigorados, fomos degustar os saborosos 'dindins' (sacolés) da D. Maria, esposa do Chico. Quase acabamos com o estoque da casa. Contratamos o Chico para nos levar, de rabeta, até uma comunidade indígena Kulina às margens do Juruá. Terminado o pequeno lanche, saímos pela comunidade para fotografar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernoite&lt;br /&gt;Para nos livrarmos dos mosquitos, dormimos na barraca montada dentro da sala de aula, livre dos mosquitos, mas não do calor. O gerador desliga às 23:00 horas e, a partir daí, foi difícil conciliar o sono em decorrência do calor e dos latidos de cães à noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritmo Amazônico&lt;br /&gt;O Chico, como bom caboclo, deixou tudo para a última hora: preparação do barco e compra de combustível, talvez para não fugir à regra ou talvez querendo nos adaptar ao 'ritmo amazônico de fazer as coisas'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visita ao Juruá&lt;br /&gt;Atalhando por um Paraná, dois furos e um lago, chegamos à comunidade. O percurso se reveste de uma beleza sem igual. Longe da impetuosidade dos grandes mananciais, estas artérias tem um ritmo dolente; o motor de 6,5 Hp nos impulsiona com vagar, permitindo admirar a natureza ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Quintana&lt;br /&gt;Perguntaria, intrigado, o leitor, como recordar Mario Quintana, um poeta da cidade, no coração da selva hostil. A lembrança nos veio ao avistar os formidáveis colossos arbóreos tombados junto às margens. Troncos e galhos desfolhados e esbranquiçados pelo tempo imitavam a agonia das 'mãos de enterrados vivos' do Quintana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evolução das espécies&lt;br /&gt;Lembrar Charles Darwin talvez seja mais racional ao divagarmos sobre a adaptação da Amazônica Biodiversidade. As árvores tombam com facilidade porque as raízes que as sustentam são por demais superficiais. O solo pobre não estimula a que procurem nutrientes aprofundando suas raízes. Algumas árvores, porém, mais sábias, mais adaptadas ou evoluídas, utilizam de verdadeiros estais para procurar manter sua estabilidade, que na região são chamados de sapopemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunidade Kulina&lt;br /&gt;Entrevistamos o cacique Francisco e fotografamos diversas crianças da comunidade. O cacique é o único professor e ministra aula do primeiro ao quarto ano. Algumas mães nos procuraram para que seus filhos fossem fotografados. Os kulina formam um grupo de pouco mais de 700 membros e ainda preservam sua língua e cultura. A falta de apoio por falta da prefeitura de Juruá ficou patente no pronunciamento do cacique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno&lt;br /&gt;Na maior parte do tempo enfrentamos chuva e um 'banzeiro', vencido com facilidade pela destreza do Chico. Somente na foz do Juruá, onde eu pretendia tirar umas fotos, a chuva deu uma pequena trégua. O Romeu preparou um arroz com sardinha e enquanto descansava, se preparando para a aula de canoagem para a gurizada, eu consegui com o professor Emanuel autorização para utilizar o computador, descarregar as fotos (mais de cem) e escrever este artigo.&lt;br /&gt;Resolvi que os próximo artigos - como serão todos produzidos na reserva Mamirauá, quando ocuparemos os quatro flutuantes do Instituto, antes de chegar à Tefé - serão compilados em um único documento. Estamos ansiosos e esperando que o apoio por parte do Exército em Tefé seja total, já que as Prefeituras, com as quais não tínhamos maiores vínculos, não pouparam esforços em nos agradar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SVY1xaVQ2sI/AAAAAAAACB0/TwoaG3kU1dA/s1600-h/tamaniqua_071.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284470335764224706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SVY1xaVQ2sI/AAAAAAAACB0/TwoaG3kU1dA/s400/tamaniqua_071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SVY1xC0QFcI/AAAAAAAACBs/wdi1eApJisE/s1600-h/tamaniqua_067.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284470329451746754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SVY1xC0QFcI/AAAAAAAACBs/wdi1eApJisE/s400/tamaniqua_067.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO DEIXE DE VER AS BELAS IMAGENS DE TAMANIQUÁ PRODUZIDAS PELA EXPEDIÇÃO!!!&lt;br /&gt;Clique no álbum abaixo e aprecie!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/Tamaniqu?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" height="160" src="http://lh4.ggpht.com/_l5BP9pI0j0U/SVY2oKL6njE/AAAAAAAACPw/i8QNAHRZfko/s160-c/Tamaniqu.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: arial,sans-serif; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: #4d4d4d; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/mailhiram/Tamaniqu?feat=embedwebsite"&gt;Tamaniquá&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9017369154222608825-1008400847418892198?l=diarioriomar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarioriomar.blogspot.com/feeds/1008400847418892198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9017369154222608825&amp;postID=1008400847418892198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1008400847418892198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9017369154222608825/posts/default/1008400847418892198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarioriomar.blogspot.com/2008/12/tamaniqu-23-de-dezembro-de-2008.html' title='Tamaniquá - 23 de dezembro de 2008'/><author><name>Kiko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18047823719887580159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/Sw1PfJJ5bpI/AAAAAAAAEhs/hRlNLDwXc6E/S220/Nova+Imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SVY1xaVQ2sI/AAAAAAAACB0/TwoaG3kU1dA/s72-c/tamaniqua_071.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9017369154222608825.post-2109143568637241079</id><published>2008-12-20T20:09:00.009-02:00</published><updated>2009-01-29T02:50:32.382-02:00</updated><title type='text'>Jutaí – Fonte Boa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lauri Corso&lt;br /&gt;O Romeu conheceu o gaúcho Lauri, apaixonado pela terra amazônica, funcionário do Ibama que agora faz parte de um grupo que coordena os trabalhos na Reserva extrativista de Jutaí. Jantamos no Restaurante Natureza, o Lauri contou sua experiência de vida e discorremos sobre temas ligados ao seu trabalho. Depois do jantar, fui até sua casa onde me mostrou sua bota de fibra de vidro, ainda em desenvolvimento, para evitar picadas de cobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largada para o Flutuante do Orlaney&lt;br /&gt;Acordamos às 5h do dia 18 de dezembro, nossos amigos da Polícia Militar nos auxiliaram no carregamento do material dos caiaques. Passamos na casa do Lauri, que tinha prometido documentar nossa saída e nos dirigimos ao Flutuante do Daniel onde aportáramos nossos caiaques. Depois que nos ajudou a carregar a tralha, Lauri resolveu experimentar a navegação nas nossas embarcações. Tiramos algumas fotos e partimos por volta das 6h30min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeira Parada&lt;br /&gt;Remamos num ritmo forte e cadenciado aproveitando a correnteza superior a 10 Km/h que nos permitiu desenvolver uma velocidade de 15 km/h. Depois de pouco mais de duas horas de navegação, paramos na margem oeste da Ilha da Guarida, próximo à casa de um ribeirinho. A viagem não apresentara, até então, nenhum fato relevante, nenhum golfinho, apenas um Tucanuçú sobrevoando a copa das árvores e o som dos pássaros saudando a alvorada. Para quebrar a monotonia e abrandar a saudade dos pampas passei a declamar, para mim mesmo, as poesias do augusto poeta do Rio Grande, Jaime Caetano Braum (Galo de Rinha, Amargo, Galpão de Estância, Quero-Quero, Negrinho do Pastoreio e Adaga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segunda Parada&lt;br /&gt;A Ilha da Guarida, em comparação com as fotografias do Google Earth, havia estendido um pouco sua extremidade de jusante e ao contorná-la nos deparamos diretamente com a entrada do furo Aramanduba. A meio curso do furo, por volta das 10h, paramos numa bela praia de areias muito brancas. Segundo meus cálculos, estávamos apenas há uns 6 Km do Flutuante de destino. Caminhei ao longo da praia procurando relaxar a musculatura e tirar algumas fotos daquela natureza pujante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Flutuante Oderley&lt;br /&gt;Chegamos ao flutuante do Orlaney que leva o nome do filho Oderley, que morrera afogado há algum tempo. Fomos recebidos com a costumeira cortesia e, em seguida, convidados para degustar um saboroso peixe liso (peixe de couro). Após o almoço, tomamos as medidas de praxe e montamos a barraca no flutuante. A montagem em terra iria nos atrasar na saída. O Orlaney estava envolvido na colocação do forro do flutuante, buscando solucionar o problema do calor provocado pelo telhado de zinco e os mosquitos que infestam a região (carapanãs, miruins e piuns).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Canoagem&lt;br /&gt;Por volta das 17h, o Romeu iniciou as aulas de canoagem com o Orlaney e filhos. Foi um acontecimento único para aquelas crianças ilhadas em um flutuante nos confins da Amazônia. Novamente ficamos impressionados com a destreza daquelas criaturinhas ‘anfíbias’. O equilíbrio e a facilidade com que aprendem a manejar o remo duplo do caiaque são impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SU17F8Lp2wI/AAAAAAAACBU/YY06qVJCNNA/s1600-h/Porto_Alegre_011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282013279960029954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SU17F8Lp2wI/AAAAAAAACBU/YY06qVJCNNA/s320/Porto_Alegre_011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SU17Fq5ggKI/AAAAAAAACBM/-V_o6HHsjJA/s1600-h/Porto_Alegre_010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282013275320516770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l5BP9pI0j0U/SU17Fq5ggKI/AAAAAAAACBM/-V_o6HHsjJA/s320/Porto_Alegre_010.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Heróis Anônimos&lt;br /&gt;É estranho verificar que estas pessoas, que vivem em condições tão adversas nos confins da floresta, achem no
